Um sítio é atacado por alienígenas. Dois pássaros recebem uma visita da morte. Foi a partir dessas tramas aparentemente simples que Gustavo Duarte, cartunista de mão cheia com passagens pelos principais jornais e revistas do país, irrompeu no mundo dos quadrinhos. O efeito foi devastador e as duas histórias, publicadas de forma independente e vencedoras dos principais prêmios do gênero no Brasil, tornaram-se objeto de culto entre fãs e colecionadores. Não sem motivo: as histórias de Gustavo, construídas inteiramente sem diálogos, são um primor do traço, da energia cinética e do humor torto e deslavado. Não há uma expectativa que não possa ser quebrada como uma gag visual, uma ideia nova, um desenho único. Este Có & Birds reúne pela primeira vez as aventuras do fazendeiro em guerra com os ETs que querem roubar seus porcos e a trágica história dos pássaros que tentaram enganar a morte. Entre guinchos, penas e sangue, o fim do mundo nos aguarda com um belo sorriso no rosto, sujo de barro e molhado de gasolina. Será uma grande festa. Chegue cedo, pois desta vez não haverá arsênico bastante para todos os presentes.
Obra não recomendada para ler com crianças por perto... assim como eu fiz. Quando chegou esse quadrinho eu logo quis "ler", e por ser sem texto e ter uma galinha na capa meu filho quis ver junto, eu sem saber o enredo da história deixei. Por sorte a primeira história é mais tranquila. kkkk
Sensacional, ótimos desenhos e um roteiro primoroso, super engraçado e divertido. Não posso contar nada da trama para não perder a graça de quem quer ler, só digo que vale a pena. Agora quero ler o Monstros do mesmo autor, estou bem curioso pelo que ele fez lá.
Có & Birds foi uma surpresa. Em preto e branco e sem diálogos, as duas histórias são contadas com desenhos dinâmicos, quadros surpreendentes e um toque de horror inesperado. Ainda estou meio em choque pelo final dos dois contos, mas posso dizer que os traços do Gustavo são fantásticos!!
O traço, como sempre, é fluído e lindo, e o jeito como Gustavo Duarte consegue contar histórias sem uma palavra sequer é incrível. Infelizmente, achei essas duas bem mais sem sentido e menos envolventes do que a de Monstros!, embora ainda interessantes.