Uma descoberta: desde sempre, na «terra dos livres», a loucura, a mentira e a estupidez aguardavam a hora de serem largadas à solta contra a democracia e contra o Mundo. Entre cartas que chegam para alguém que morreu, créditos que podem ficar tão mal parados como a vida, a urgência de alguma redenção, cinco amigos decidem atravessar um dos mais complexos territórios sobre a terra: os Estados Unidos da América. De Nova Iorque ao Sul profundo, de amores nativos a tragédias com asas, em busca de um destino com Cataratas do Niágara ou apenas de alguma leveza, os destemidos (e intempestivos) viajantes atravessam estados de alma, noites de copos e manatins, vigílias contra (ou a favor…) da pena de morte, abismos raciais e emocionais, jogos de sorte, duelos de pistola, cidade após cidade, sem medo do que vão perdendo pelo caminho. Doçura, violência, mares de ciclone e desertos atómicos. E quem sabe se também não ganharão alguma coisa? Até porque, se fosse fácil…
«O medo instala‑se mais depressa numa nação do que a ideia de nação, que precisa de décadas no estômago de um povo e de ar nos pulmões. Quando vem uma catástrofe, o medo substitui em minutos a civilização.»
RUI CARDOSO MARTINS nasceu em Portalegre, a 25 de Março de 1967. É um escritor, jornalista e argumentista português. Foi repórter e cronista no Público, e foi um dos fundadores das Produções Fictícias, sendo um dos escritores do programa Contra Informação, da RTP 1. Para o cinema, escreveu o guião de "Zona J" e (em parceria) o da longa-metragem "Duas Mulheres".
O seu primeiro livro, "E Se Eu Gostasse Muito de Morrer", de 2006, está na quarta edição em Portugal, tendo sido publicado na Espanha e Hungria. O seu segundo livro, "Deixem passar o homem invisível", foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.