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Um século em cem crônicas: Cronistas que fizeram história no GLOBO
Uma homenagem inesquecível aos 100 anos do O GLOBO, contada pelas vozes que fizeram história no maior jornal do Brasil
Desde julho de 1925, quando O GLOBO lançou sua primeira edição em meio à efervescência cultural e urbana do Rio de Janeiro, a crônica se firmou como um espelho íntimo da sociedade brasileira — reflexo das ruas, das salas de estar, dos bastidores políticos, das arquibancadas e das paixões cotidianas. Um século em cem crônicas celebra o centenário do jornal reunindo uma constelação de 32 cronistas que atravessaram décadas com olhar afiado, humor, sensibilidade e coragem.
Organizado pela jornalista Maria Amélia Mello e pela historiadora Cláudia Mesquita, o livro percorre o Brasil que fomos — e o que ainda somos — com textos de nomes consagrados como Rubem Braga, Nélson Rodrigues, Guimarães Rosa, Danuza Leão, João Ubaldo Ribeiro, Fernanda Young, Jô Soares, entre outros grandes mestres da literatura brasileira.
Do lirismo à crítica social, do humor à melancolia, esta antologia revela que, mesmo diante da pressa e do excesso de informação dos nossos tempos, o papel do cronista permanece capturar o instante antes que ele se dissolva. Um tributo emocionante a um gênero literário genuinamente brasileiro — e a um jornal que atravessou cem anos sem deixar de escutar o coração do país.
Desde julho de 1925, quando O GLOBO lançou sua primeira edição em meio à efervescência cultural e urbana do Rio de Janeiro, a crônica se firmou como um espelho íntimo da sociedade brasileira — reflexo das ruas, das salas de estar, dos bastidores políticos, das arquibancadas e das paixões cotidianas. Um século em cem crônicas celebra o centenário do jornal reunindo uma constelação de 32 cronistas que atravessaram décadas com olhar afiado, humor, sensibilidade e coragem.
Organizado pela jornalista Maria Amélia Mello e pela historiadora Cláudia Mesquita, o livro percorre o Brasil que fomos — e o que ainda somos — com textos de nomes consagrados como Rubem Braga, Nélson Rodrigues, Guimarães Rosa, Danuza Leão, João Ubaldo Ribeiro, Fernanda Young, Jô Soares, entre outros grandes mestres da literatura brasileira.
Do lirismo à crítica social, do humor à melancolia, esta antologia revela que, mesmo diante da pressa e do excesso de informação dos nossos tempos, o papel do cronista permanece capturar o instante antes que ele se dissolva. Um tributo emocionante a um gênero literário genuinamente brasileiro — e a um jornal que atravessou cem anos sem deixar de escutar o coração do país.
449 pages, Kindle Edition
Published July 18, 2025
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
November 1, 2025
Um 2,5 arredondado para baixo. Nem todo mundo consegue ser Rubem Braga.
November 22, 2025
A história de um jornal também é a história das pessoas que escreveram nele. E, entre essas, há aquelas que se dedicaram a um curioso gênero que até tangencia o espírito noticioso do restante do jornal, mas, francamente, em grande parte das vezes o nega abertamente: é a nossa complexa, mas sempre estimada, crônica.
O Globo é um dos jornais mais tradicionais do país. Ao longo dos seus 100 anos de histórias, completados agora em 2025, passaram por ele boa parte dos melhores cronistas brasileiros. Maria Amélia Mello, com a colaboração de Cláudia Mesquita, resolveu fazer uma seleção de crônicas que abarcasse este século de história.
Assim saiu “Um século em cem crônicas – Cronistas que fizeram história no Globo” (Biblioteca Azul, 2025), obra volumosa (448 páginas em formato 15,6 x 23 cm) que reúne textos de 32 cronistas (dois a quatro textos de cada um). Ao pegar um período extenso e vários cronistas, naturalmente o resultado variou bastante.
Cronistas consagrados marcam presença, como Fernando Sabino e Rubem Braga (deste, talvez fosse melhor não repetir a crônica “A palavra”, já muito conhecida). Nelson Rodrigues também aparece, mas com destaque à crônica esportiva, sendo que a crônica política feita no Globo é um dos melhores textos da crônica brasileira.
Lá estão também Antônio Maria, nome que apenas recentemente tem merecido o destaque que merece, e Marisa Raja Gabaglia, infezmente ainda menos lembrada do que merece (a propósito, houve um erro de revisão justamente no nome dela, que aparece como “Maria”, e não Marisa, tanto no sumário como na quarta capa).
Livros de muitos cronistas, em geral, são bons principalmente para conhecermos novos nomes, isto é, cronistas que as pessoas não sabiam que mandavam bem. Nessa seleção, o vencedor talvez seja José Lins do Rego. O romancista comparece com quatro crônicas deliciosas em que mostra ser um cronista também admirável.
Zé Lins não é o único escritor de outros gêneros que merece ter um resgate na crônica. O poeta Thiago de Mello também era um cronista de mão cheia. O próprio Augusto Frederico Schmidt merece ter sua produção no gênero bem mais conhecida. Entre os mais recentes, Mauro Rasi também deveria ser mais lembrado.
O livro também exemplifica como o texto de humoristas pode se casar muito bem com a crônica. Todas as crônicas de Chico Anysio e Jô Soares presentes no livro são um deleite, e fazem crer que, se não preferissem outra forma de expressão para o seu humor, os dois poderiam ter sido alguns dos nossos melhores cronistas.
Há ainda os ótimos João Ubaldo Ribeiro e Danuza Leão, que se saíram bem em todas as crônicas selecionadas. Drummond não escreveu para o Globo, mas sua filha Maria Julieta sim, e ela também apresenta momentos muito bonitos no livro, com destaque para a crônica “Tartarugas no jardim”, em sua intensidade lírica.
De muitos escritores, há bons momentos, mas não exatamente todas as crônicas escolhidas são as mais agradáveis. É o caso, por exemplo, dos cronistas Antonio Callado, Mario Filho, Orígenes Lessa, Elsie Lessa, Artur da Távola, Arnaldo Jabor, Otto Lara Resende e Artur Xexéo – mas isso depende da subjetividade dos leitores.
O que parece não funcionar mesmo são as crônicas de Guimarães Rosa. Trata-se de um romancista e um contista como possivelmente nunca mais vai haver no Brasil, mas, no formato da crônica, o efeito do seu estilo é bem diverso. Parece que o jornal clama por um ritmo muito diferente do que Guimarães era capaz de oferecer.
Como ele, também houve outros cronistas no livro que não agradaram o resenhista, mas isso é esperado para um livro que abrange muitas décadas e que conta com autores dos mais diversos estilos. A propósito, destaca-se que todos os cronistas do livro estão mortos, inclusive os mais recentes, Fernanda Young e Cacá Diegues.
Antologias como essa, além de representarem um registro histórico para o jornal, tem a missão de orientar novas leituras para aqueles que se dispuserem a lê-las. Se as pessoas saírem dessa leitura desejando conhecer mais das crônicas de José Lins do Rego e de Marisa Raja Gabaglia, já terá sido um grande resultado.
O Globo é um dos jornais mais tradicionais do país. Ao longo dos seus 100 anos de histórias, completados agora em 2025, passaram por ele boa parte dos melhores cronistas brasileiros. Maria Amélia Mello, com a colaboração de Cláudia Mesquita, resolveu fazer uma seleção de crônicas que abarcasse este século de história.
Assim saiu “Um século em cem crônicas – Cronistas que fizeram história no Globo” (Biblioteca Azul, 2025), obra volumosa (448 páginas em formato 15,6 x 23 cm) que reúne textos de 32 cronistas (dois a quatro textos de cada um). Ao pegar um período extenso e vários cronistas, naturalmente o resultado variou bastante.
Cronistas consagrados marcam presença, como Fernando Sabino e Rubem Braga (deste, talvez fosse melhor não repetir a crônica “A palavra”, já muito conhecida). Nelson Rodrigues também aparece, mas com destaque à crônica esportiva, sendo que a crônica política feita no Globo é um dos melhores textos da crônica brasileira.
Lá estão também Antônio Maria, nome que apenas recentemente tem merecido o destaque que merece, e Marisa Raja Gabaglia, infezmente ainda menos lembrada do que merece (a propósito, houve um erro de revisão justamente no nome dela, que aparece como “Maria”, e não Marisa, tanto no sumário como na quarta capa).
Livros de muitos cronistas, em geral, são bons principalmente para conhecermos novos nomes, isto é, cronistas que as pessoas não sabiam que mandavam bem. Nessa seleção, o vencedor talvez seja José Lins do Rego. O romancista comparece com quatro crônicas deliciosas em que mostra ser um cronista também admirável.
Zé Lins não é o único escritor de outros gêneros que merece ter um resgate na crônica. O poeta Thiago de Mello também era um cronista de mão cheia. O próprio Augusto Frederico Schmidt merece ter sua produção no gênero bem mais conhecida. Entre os mais recentes, Mauro Rasi também deveria ser mais lembrado.
O livro também exemplifica como o texto de humoristas pode se casar muito bem com a crônica. Todas as crônicas de Chico Anysio e Jô Soares presentes no livro são um deleite, e fazem crer que, se não preferissem outra forma de expressão para o seu humor, os dois poderiam ter sido alguns dos nossos melhores cronistas.
Há ainda os ótimos João Ubaldo Ribeiro e Danuza Leão, que se saíram bem em todas as crônicas selecionadas. Drummond não escreveu para o Globo, mas sua filha Maria Julieta sim, e ela também apresenta momentos muito bonitos no livro, com destaque para a crônica “Tartarugas no jardim”, em sua intensidade lírica.
De muitos escritores, há bons momentos, mas não exatamente todas as crônicas escolhidas são as mais agradáveis. É o caso, por exemplo, dos cronistas Antonio Callado, Mario Filho, Orígenes Lessa, Elsie Lessa, Artur da Távola, Arnaldo Jabor, Otto Lara Resende e Artur Xexéo – mas isso depende da subjetividade dos leitores.
O que parece não funcionar mesmo são as crônicas de Guimarães Rosa. Trata-se de um romancista e um contista como possivelmente nunca mais vai haver no Brasil, mas, no formato da crônica, o efeito do seu estilo é bem diverso. Parece que o jornal clama por um ritmo muito diferente do que Guimarães era capaz de oferecer.
Como ele, também houve outros cronistas no livro que não agradaram o resenhista, mas isso é esperado para um livro que abrange muitas décadas e que conta com autores dos mais diversos estilos. A propósito, destaca-se que todos os cronistas do livro estão mortos, inclusive os mais recentes, Fernanda Young e Cacá Diegues.
Antologias como essa, além de representarem um registro histórico para o jornal, tem a missão de orientar novas leituras para aqueles que se dispuserem a lê-las. Se as pessoas saírem dessa leitura desejando conhecer mais das crônicas de José Lins do Rego e de Marisa Raja Gabaglia, já terá sido um grande resultado.
March 31, 2026
Apesar de gostar muito de crônicas, essa coletânia não me agradou. Gosto de boa parte dos autores, mas não gostei da maioria das crônicas.
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