a arte é a mais inútil das coisas imprescindíveis. Novo livro de Liana Ferraz, autora de Sede de me beber inteira.
"Neste livro, Liana ataca com sua sensibilidade aguçada e cortante mais uma vez. Ela usa as palavras como objetos e, com isso, nos convoca a atalhos para nos encontrarmos com a gente mesmo." – Ana Suy, escritora e psicanalista
"Liana Ferraz não tem medo de se mostrar crua. Coloca o coração na ponta dos dedos e divide suas entranhas, seus devaneios, seus desejos, suas carências – e até aquilo que muita gente mal ousaria dividir em voz alta. Fica exausta? Claro. Mas se levanta cada vez mais forte, com sua vontade de viver cinco vidas ao mesmo tempo. Abraça a menina que já foi para honrar o mulherão que se tornou. Revira as gavetas da memória, cuida do que viveu e se liberta. Quando faz isso, nos impulsiona a também seguir essa trilha. Acima de tudo, Liana escreve 'amando chorando sofrendo gozando reclamando lambendo'. E uma mulher que escreve transforma o (seu) mundo inteiro." – Daniela Arrais, escritora e uma das criadoras da @contente.vc
"Com delicadeza, profundidade, complexidade e implicação – características tão importantes para o amor em que acredito –, Liana dá voz aos afetos que são processos, turbulências, turbilhões, maremotos, atravessamentos… e dúvidas, angústias, intensidades lindas e potentes. Assim, nos convida a transbordar amor. E eu acredito que o mundo é melhor quando a gente se declara ao invés de se defender. Obrigada por emprestar suas palavras a tantos corações." – Carol Tilkian, psicanalista e pesquisadora de relações
Os livros e poesias da Liana conversam muito comigo, com meu íntimo, mas esse livro conversou comigo de maneira visceral. Eu estava ali, dentro, entre vários versos. Foi uma experiência que recomendo de olhos fechados.
Ao mergulhar nesta coletânea de poesias, fui imediatamente tocada por sua simplicidade aparente que, na verdade, esconde uma profundidade emocional impressionante. Cada poema é uma pequena jóia, com frases curtas que parecem sussurrar segredos do coração, convidando à reflexão profunda. A autora consegue transmitir sentimentos intensos de uma forma acessível, tornando a leitura fluida, mas deixando espaço para que cada leitor faça suas próprias interpretações e meditações.
Um dos poemas que mais me impactou foi "Sozinha". Nele, ela retrata momentos de solitude que, ao mesmo tempo que parecem melancólicos, revelam um autoconhecimento poderoso. É uma poesia que fala sobre a importância de estar consigo mesmo, de aprender a se amar na ausência de outros. Essa mensagem ressoa de forma especial, especialmente nos tempos atuais, onde a conexão com o interior é tão necessária.
Outro poema que me marcou foi "Aromaterapia", que aborda a busca por força interna e a luta contra a dependência emocional. É uma reflexão sobre encontrar equilíbrio e coragem para se libertar de vínculos que nos aprisionam, incentivando o leitor a buscar sua própria essência e força.
A autora também não deixa de lado momentos mais leves e amorosos, trazendo uma mistura de emoções que equilibram a profundidade com ternura. Esses momentos de delicadeza tornam a leitura ainda mais completa, proporcionando uma experiência rica e multifacetada.
Liana atravessa a porta da nossa casa e nos conta de nós, de nosso íntimo, ao contar de si, de sua poesia, de seu eu-lírico que é ela, ao mesmo tempo que não é. Esse livro é uma corrente de ar frio em dia quente, mas quando venta também faz gelar. Vale muito a leitura!