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Dallas - o meu bairro

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Cresci num bairro nos anos 90. Ir para a rua era a melhor parte do dia.
No meu bairro éramos bués, cada um tinha o seu papel, sem a consciência disso.
Hoje, com a consciência disso, partilho o papel que cada um teve na minha vida. Os
primeiros ídolos estavam na rua, com quem convivíamos de perto.
Tudo girava em torno do bairro. As nossas mães
“Podes ir para a rua, mas não saias do bairro.”
Combinávamos com amigos que não eram do nosso bairro, para irem ter ao nosso
bairro. Apresentávamos amigos do nosso bairro, a amigos de outros bairros, com
orgulho.
Convido-te a ir ter ao meu bairro, conhecer os que ali cresceram comigo.

102 pages, Kindle Edition

Published July 10, 2025

4 people want to read

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Galhanas

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Community Reviews

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Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Tamára.
302 reviews231 followers
January 30, 2026
“Dallas – O Meu Bairro” é um exercício de memória e identidade. Ao longo das páginas, Galhanas conduz-nos (quase como uma visita guiada) pelas ruas do bairro. Fá-lo com uma escrita eloquente e elegante, onde a realidade convive com um humor subtil e inteligente.

Há passagens que não se limitam a contar uma história, mas que provocam o despertar de lembranças. Em vários momentos dei por mim a regressar à minha própria infância, às sensações, às pessoas e aos pequenos episódios que ficam connosco mesmo depois de tanto tempo.

Este livro é escrito como testemunho, proporcionando uma leitura honesta e empática.
Profile Image for João Faia.
87 reviews9 followers
November 10, 2025
Há livros que nos trazem a sensação de “estar lá”. "Dallas - O Meu Bairro" faz exatamente isso: não estamos só a ler a história do Galhanas, estamos a acompanhá-lo rua fora, a ouvir as vozes, a ver o campo de terra batida, a sentir aquela mistura de caos e ternura que só quem cresceu num bairro conhece.

Galhanas leva-nos de volta aos anos 90, a um bairro onde crescer era, ao mesmo tempo, uma escola de vida e um palco para histórias que hoje parecem quase inacreditáveis.

Nem tudo era fácil: havia limitações, dificuldades, o peso de um ambiente duro. Mas havia também uma força comunitária que se sente em cada página: a sensação de pertença, de família construída na rua, de amigos que se tornavam irmãos. E é impossível não sorrir ao ler certas passagens: das brincadeiras aos torneios improvisados de futebol, das alcunhas impossíveis de inventar a episódios que só quem viveu mesmo o bairro reconhece (e sim, até às famosas cuecas partilhadas …. quem sabe, sabe).

O que torna o livro especial é a voz do autor. A escrita é simples e direta, mas cheia de ritmo e personalidade. Parece que estamos sentados numa esplanada, com um café meio frio à frente, enquanto ele nos conta tudo isto olhando-nos nos olhos. Há humor, há ternura e há o direto e cru. Nada é romantizado, mas tudo é contado com afeto.

É uma leitura rápida, leve na forma mas cheia de substância emocional. Daquelas que nos fazem fechar o livro e pensar: a nossa história também vale ser contada.
Profile Image for Vouateali.lerumlivro.
77 reviews3 followers
Read
July 23, 2025
“Hoje enquanto adulto, quando piso aquele bairro, recordo-me de todos eles, de todas as brincadeiras e histórias que guardo na minha memória para sempre. Às vezes ainda olho para aquela janela do 6° direito do lote 22, e espero que a minha mãe me chame para ir para casa.”

Este livro trouxe-me de volta àquela fase pura em que o tempo parecia infinito e a rua era o nosso reino. Fez-me lembrar as escondidas com os vizinhos, os berlindes disputados no recreio e os apelidos que inventávamos sem maldade. Lembrou-me de jogar ao Super Mario na consola, de brincar na rua até o sol desaparecer, até a minha mãe gritar pelo meu primeiro e segundo nome para eu aparecer em casa.

A memória da caixa de bolachas (as butter cookies!) que afinal guardava agulhas e linhas, do pão com manteiga e açúcar, das idas ao videoclube a escolher filmes em VHS, dos CD’s que ouvíamos sem parar, dos videoclipes na MTV e das gomas compradas com moedas contadas. Recordei o telefone fixo, as fisgas improvisadas, a regra de “fazer os trabalhos de casa antes de ir brincar”, os grupos de música da nossa época e a liberdade de correr, cair e levantar sem medo.

Este livro não foi só uma história, foi um portal para o passado, para as pequenas alegrias que me formaram. Deixou-me com um sorriso no rosto e um quentinho no peito, a recordar que a infância fica sempre connosco, mesmo quando crescemos.

Este livro vai tocar-te fundo, vai-te levar a teres saudades dos tempos em que bastava a rua e um punhado de amigos para seres feliz.
Profile Image for Blog Entre Conversas.
99 reviews
September 9, 2025
Só pela viagem ao passado já valeu a pena ler. nostalgia... tanta coisa de que já não me lembrava, programas de televisão, jogos...
"𝑻𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒅𝒂 𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒕𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛 𝒆𝒖 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒖𝒎 𝒔𝒂𝒖𝒅𝒐𝒔𝒊𝒔𝒕𝒂 𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒊𝒓𝒂 𝒇𝒖𝒈𝒊𝒓 𝒖𝒎 𝒃𝒐𝒄𝒂𝒅𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒏𝒐𝒗𝒂 𝒆𝒓𝒂, 𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒖𝒏𝒊𝒄𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒂𝒑𝒂𝒓𝒆𝒍𝒉𝒐𝒔 𝒆 𝒏𝒂̃𝒐 𝒏𝒐𝒔 𝒗𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒖𝒏𝒔 𝒂𝒐𝒔 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔, 𝒑𝒐𝒓𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒅𝒊𝒔𝒕𝒓𝒂𝒊́𝒅𝒐𝒔 𝒂 𝒐𝒍𝒉𝒂𝒓 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒖𝒎 𝒂𝒑𝒂𝒓𝒆𝒍𝒉𝒐 𝒂 𝒗𝒆𝒓𝒎𝒐-𝒏𝒐𝒔 𝒖𝒏𝒔 𝒂𝒐𝒔 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔"
Profile Image for Carla Gonçalves.
63 reviews7 followers
December 29, 2025
O livro conquistou-me logo de início com o prefácio espetacular do autor. Apesar de não ter capítulos, a leitura fluiu de forma tão envolvente que só dei conta disso já na página 50. A narrativa, tão direta e verdadeira, levou-me numa viagem ao Carregado — um nome que conhecia apenas da placa da autoestrada e do famoso Marco do Big Brother (que deu um pontapé na Sónia e foi expulso… sim, era do Carregado, nunca esqueci 🤷‍♀️) — pareceu-me estar em cada história, em cada brincadeira e com cada personagem. O melhor do livro, e que para mim é de um valor fenomenal, é o sentido de humor que o autor tem e que transparece genuinamente na sua escrita. Recomendo mesmo.
Profile Image for João.
15 reviews4 followers
February 7, 2026
Há livros que lemos com os olhos, e depois há livros como "Dallas – O Meu Bairro" , que se lêem com a memória 🥹

Este livro não é apenas autobiográfico, é uma máquina do tempo.

Ao longo destas páginas, o Galhanas leva-nos de volta a uma infância que já não existe, mas que quem viveu nunca esquece. A infância dos anos 90. Aquela em que a rua era casa, a bola era desculpa para tudo (e jogar às escondidas? Que saudades) e os amigos eram presença física e não nomes num ecrã.
Brincavamos até ser noite. As mães chamavam por nós á janela (a minha andava pelo bairro á minha procura 😅)
Discutiamos, mas faziamos as pazes no mesmo dia.
E as amizades, eram reais. Eram vividas e sentidas.

Não havia telemóveis.
Não havia redes sociais.
Havia tempo, convivência e aquela liberdade que hoje é quase um mito.

É impossível ler este livro sem sorrir e sem sentir um nó na garganta. "Dallas – O Meu Bairro" fala de um sítio concreto, mas podia falar do bairro de qualquer um de nós. Das nossas ruas. Dos nossos prédios. Das nossas histórias.

É por isso que este livro é especial.

Mesmo sendo a história de vida de Fábio Galhanas, acaba por ser a autobiografia de uma geração inteira. A geração que cresceu sem filtros, sem likes, sem notificações, mas com laços fortes, memórias duradouras e histórias que ainda hoje contamos.

Este livro não romantiza em excesso.
Não embeleza com filtros.
Apenas recorda. E isso é muito mais poderoso.
Ler "Dallas – O Meu Bairro" é lembrar quem fomos.
É perceber que tivemos uma infância rica, não em coisas, mas em experiências (e que experiências 👀)
E é aceitar, com alguma saudade, que foram bons tempos… que já lá vão.
Mas que vale a pena revisitar.
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

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