(Des)Amores, perda e relações temas universais que nos acompanham desde sempre e que, inevitavelmente, estão presentes na vida de cada um de nós.
Entre o amor e paixão, conquista e perda, saudade e nostalgia, estabilidade e novidade, monotonia e desejo, padrões e erros que teimamos em repetir… (Haverá algo mais complexo do que as relações humanas?)
Vai haver um dia em que conheceremos a perda definitiva, com a finitude da vida, nos que mais amamos. (Como viver com uma saudade que nunca sara?)
É tão fácil perdermo-nos num mundo cada vez mais fragmentado em ideias, valores, empatia e colaboração. (Como podemos ser felizes e encontrar um sentido para a nossa vida, afastando-nos da superficialidade, ganância e individualidade que moldam a nossa sociedade nos dias de hoje?) Há que saber Viver e Amar. Não deixar a vida e o tempo passarem por nós, mas sermos nós a fazer o melhor uso deles. Precisamos de viver amores possíveis, aprender a envelhecer, a aceitar a finitude da vida e tornarmo-nos pessoas gratas e melhores, com tudo e todos. Por mais que nos desviemos deste caminho, não há outra maneira de vivermos felizes. É preciso Viver, não apenas existir.br> E para Amar, é essencial estar presente. Sempre. Este livro convida-te a explorar o que há de mais profundo em ti e nas tuas relações com os outros. (Podemos tratar-nos por tu, certo?)
O livro de estreia de Marta Carvalho é uma exploração emocionalmente carregada de amor, perda e a frágil complexidade das relações humanas.
Sendo o livro um compêndio de “crónicas” (creio que as posso designar desta forma), a autora demonstra uma forte sensibilidade e capacidade de nuances emocionais, numa linguagem que se apresenta crua e genuína.
É impossível deixar de sentir que, de alguma forma, todos os temas em questão são vividos pela autora, sendo um relato de uma vida real, ou simplesmente um compêndio de experiência de vida.
Creio que uma das forças do livro acaba por ser o seu retrato honesto das contradições presentes nas nossas emoções: Como a amor pode coexistir com dor; como deixar alguém ir pode nos fazer sentir, ao mesmo tempo, livres e derrotados; como a traição não terá que, necessáriamente, significar o término do amor.
Não é um livro perfeito, mas é um primeiro livro que mostra muita promessa e nos faz esperar por trabalhos futuros.
No seu todo considero que Viver e Amar (não) Basta é um sentido e sincero esforço litarário que irá ressoar com quem quer que o leia.
Terminei Viver e Amar (não) Basta e recomendo mesmo. Leiam. Este é daqueles livros que não se lêem de uma só vez, mas sim aos poucos, crónica a crónica, deixando cada palavra assentar. Fala de relações humanas na sua forma mais crua e real. Amores, desamores, falhas, recomeços… tudo aquilo que, de uma forma ou de outra, já sentimos. Há textos que nos tocam mais, talvez porque nos reconhecemos neles e nos fazem refletir. Porque, sem darmos conta, já estivemos ali.
“Só interpretamos aquilo que conseguimos compreender… e se há um poema ou texto que não nos diz nada, tudo bem. É porque aquele autor não fala a mesma linguagem que nós. Mas eu consigo entender-te, Fernando Pessoa. Consigo compreender o que sentias quando escreveste tal poema.”
E foi exatamente isso que senti ao ler este livro. Uma linguagem que compreendo, que sinto. Como se, em vários momentos, as palavras não fossem apenas da autora, fossem também um bocadinho minhas. Este livro não dá respostas fáceis. Mostra a complexidade das relações e a forma única como cada um de nós lida com elas. E, no meio disso, convida-nos a parar, refletir… e talvez perceber-nos melhor.
Recomendo muito a quem gosta de leituras que ficam. É maravilhoso. Foi uma leitura que me fez parar, sentir e onde me revi muitas vezes.
Este é um daqueles livros que nos faz parar para refletir sobre aquilo que tantas vezes ignoramos no nosso dia a dia. Ao longo do livro, a Marta aborda vários temas, como por exemplo, amor, relações, crescimento pessoal, recomeços, medo da perda e a dificuldade em encontrarmos equilíbrio num mundo cada vez mais acelerado. A escrita é simples, mas muito introspetiva, quase como se a autora estivesse a falar diretamente para nós. O que mais gostei foi da honestidade do livro, é impossível ler este livro e não o compreender porque tem um bocadinho de cada um de nós, das nossas emoções e da complexidade das relações humanas. É um livro totalmente diferente daqueles que estou habituada a ler, mas prendeu-me a atenção, não li de uma assentada, preferi ir lendo, para conseguir refletir nos diferentes temas. A minha parta favorita foi a inicial Amores e Desamores, foi também, para mim, aquela que tem o ritmo mais acelerado. No entanto, uma das crónicas que mais gostei foi “Ser e Estar” porque me trouxe uma perspetiva que embora subconsciente possa saber, raramente penso nela e fez-me refletir imenso.
No geral gostei muito da experiência. As primeiras crónicas, sobretudo as do Amores e Desamores, foram sem dúvida as que mais me prendeu. Houve textos que me deixaram, completamente agarrada, daqueles que se começam a ler e não se consegue parar, como “Fiel ao Amor”, que foi um dos pontos altos para mim.
Senti também uma ligação muito forte com as da A Eternidade das Partidas, tanto pela forma como está escrita como pelas emoções que me transmite. Já na parte do Entre Nós e o Mundo, confesso que o ritmo abrandou um pouco para mim, achei-a ligeiramente mais arrastada em comparação com o impacto inicial.
Ainda assim, é um livro que vale super a pena, especialmente pelas suas crónicas intensas e muito emocionais que realmente ficaram comigo e no meu coração ❤️🩹