Entre o coração da metrópole paulista e os invernos interioranos, L. Baldo Abre feridas, abraça a nostalgia e o amor entre suas linhas. Entre galopes contra o vento e correrias subterrâneas entre estações de trem aprendeu a amar e a sentir fome do amanhã. Escrevendo sobre as delicadezas e sobre a rispidez do silêncio dentro desta redoma de vidro.
"Um corpo de duas cabeças, um coração, um rio de veias, um par de pulmões e quatro olhos — a besta de duas cabeças, uma filha e uma mãe condenadas pela falta de solidão, mas ao mesmo tempo destinadas a ficarem sozinhas.". Eloisa e sua mãe são como um único bicho que vive entre dois corpos. Quem está viva? Quem está morta? Ao ser expulsa de suas próprias memórias, Eloisa irá conhecer a ferida que habita. Todo o sangue que escorre tem um propósito. Talvez esse seja o seu; se estatelar nos braços do tempo.