Nádia Gotlib desenvolve neste livro uma leitura fundamentada em dados de caráter biográfico e em considerações críticas sobre a obra literária e jornalística de Clarice Lispector. As duas linhas narrativas alternam-se, por vezes cruzam-se, estabelecendo diálogo que estimula as relações entre literatura e biografia, entre história e ficção. Paralelamente, surgem outras questões de interesse referentes a múltiplos agentes culturais que interferiram na formação da personalidade artística de Clarice Lispector: suas raízes ucranianas judaicas, o solo nordestino da infância e pré-adolescência, os grupos intelectuais do Rio de Janeiro dos anos de 1940, os países da Europa e os Estados Unidos, onde viveu durante quase dezesseis anos, e, de novo, o Rio de Janeiro das décadas de 1960 e 1970. A autora inclui nessa edição revista e ampliada dados recentemente descobertos, imagens inéditas e fontes bibliográficas de importância para a melhor compreensão da vida e obra de Clarice
É mestre, doutora e professora livre-docente pela Universidade de São Paulo, onde atuou, desde 1970, como professora e pesquisadora nas áreas de Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira. Atualmente é professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. É pesquisadora Sênior do CNPq. Ministrou cursos e desenvolveu seminários em várias Universidades brasileiras (entre outras, UFMG, PUC-MG, UFCE, UFAL, UnB, UFRJ, PUC-RS, UFRN, UNESP). E em universidades e centros de estudo e pesquisa estrangeiros, como, entre outras, na Universidade de Oxford (UK), como Visiting Fellow, e na mesma Universidade, como Senior Assistant Member no Saint Antony’s College; na Universidade de Buenos Aires (Argentina), como professor convidado para a Cátedra de Estudos Brasileiros e, ainda em Buenos Aires, no Centro de Estudos Brasileiros
No. Es un libro choto y controlador. A ver, Plath y Woolf se dejaban entrever bastante, pero Clarice se esconde, va hasta el fondo de las cosas para desconocerse. En el más allá está enojada. Prefiero seguir sin saber nada; lo que ella dice y ya.
Leitura indispensável para quem estuda Clarice e para quem ama literatura. Nádia Battella Gotlib tem uma prosa que, em muitos momentos, assemelha-se tanto à clariceana, tão poética, que parece que estamos lendo à própria Clarice nos contar sobre sua vida.
É uma edição belíssima, com fatos e fotos muito bem selecionados. Ao terminar, queremos desesperadamente voltar ao início para vivermos tudo mais uma vez.
“[...] a literatura de Clarice persiste nos ‘motivos’ primeiros, fiel a um dado de experiência intensa: a angústia que emerge na fala e que desmonta velhos e antigos sistemas de sentidos, anunciando um novo vir-a-ser, que se vislumbra em instantes privilegiados de vida - ou de mortes temporarias - e se consuma na plenitude da morte.” (p. 578)
A princípio, não fui a maior fã de um certo tom de “desvendar” os mistérios de Clarice. Ao longo do livro, percebi um abandono dessa postura, por sorte. Mas devo admitir que a correlação de crônicas e livros com a própria experiência individual de Clarice me pareceram uma tentativa (falha) de justificar seus escritos. De qualquer forma, tem relatos valiosos nesses livros que não se encontra em qualquer lugar. Os comentários de Olga, de Paulo, e até a carta enviada por Maury foram o ponto alto da exclusividade desse livro. O que me impressionou foi a angústia que me tomou perceber a chegada do final do livro, mesmo tendo sido uma longa jornada tê-lo lido. Parecia que não deveria ter chegado ao fim. Enfim, chega ao fim de mãos dadas com planos de viagem para Paris, com planos de almoços especiais, com a contribuição humana de sua obra “Sopro de vida” e com seu legado. À Clarice, minhas reverências humanas - sem mito, sem exaltação demais - mas de mulher pra mulher, se quiser.
My first book added that I'm waiting on a translation for (technically not my first book, what with Abdul Rahman Munif's Cities of Salt series): an excited yet uneasy feeling. However, what with the debacle over Moser, this is likely extremely necessary Lispector reading.