Nascido em Porto Alegre e filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo (Luís Veríssimo, na ortografia legal) é famoso por suas crônicas cheias de ironia humorística. Além de escritor, ele também é jornalista, publicitário, cartunista e tradutor. Entre suas paixões, estão a família, o time de paixão, Internacional de Porto Alegre, e o jazz sendo praticamente inseparável de seu saxofone. Seus amigos o definem como "uma pessoa que fala escrevendo". Em público, ele é tímido e de forma alguma aparenta ser o autor de seus irreverentes textos. É considerado o escritor que mais vende livros no Brasil.
★★✩✩✩✩✩✩✩✩ 2/10 Muito ruim Mais uma (a última, prometo-me) tentativa de ler contos e crônicas de Luis Fernando Verissimo. Péssimo. Depois de mais de um terço do livro sem que nada prestasse, e certo de que nada dali pra frente prestaria, abandonei. Nunca mais.
Este livro foi lido para o mês de Janeiro no Clube do Livro (do qual eu já falei aqui). Eu consegui ler ele antes mesmo do ano acabar (2012, quero dizer). É um livro de contos curtos, bem fininhos, que dá pra ler em um ou dois dias sem problemas. Mas acabei que fiquei com preguicinha de fazer a resenha depois. Estou fazendo este mês, o que me permite incluí-la no Desafio Literário também. Como eu falei, é um livro de contos e curtos e crônicas (a maioria não tem mais que duas ou três páginas) que o autor reuniu em um livro e o publicou em 1985. Ano em que o Brasil passava por diversas mudanças políticas, sociais e econômicas. Veríssimo retrata a inflação, a ditadura e as novas classes sociais que vinham se formando no Brasil com muito humor, recheados com uma ironia fina e quase imperceptível para os olhos mais desatentos. E ele consegue fazer isto de um modo muito acessível, mesmo para quem - como eu, nascida nos anos 90 - não viveu naquela época, ou pra quem tem pouco conhecimento sobre este período histórico brasileiro. Há ainda os contos que eu defini como conflito de gerações. Como Doutro Mindinho, Recriação e Gerações, por exemplo. "A mãe do Freud" (o conto mais engraçado e que dá nome ao livro) é uma leitura leve, aparentemente, no início, sem outras consequências. Mas depois do riso, sempre vem um questionamento, que às vezes leva a uma certa identificação.
Taí um ótimo presente para o dia das mães, embora algumas possam pensar que você deva estar de sacanagem. Pena que algumas crônicas sejam bem fraquinhas mas as muito boas acabm compensando.