Em O rei de ferro, primeiro volume épico da série Os reis malditos, de Maurice Druon, traições, ambição e maldições ecoam pelos salões do poder em uma das épocas mais turbulentas da história da França.
Em 1314, ao fim de um longo processo que culmina na condenação à morte na fogueira de Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, inicia-se no reino da França uma era de maldição que se estenderá por treze gerações descendentes do rei Felipe IV, também conhecido como Felipe, o Belo, por sua beleza lendária, e como Rei de Ferro, pelo seu caráter rígido e justo.
Ao longo deste relato ficcionalizado, os reis morrerão sem herdeiros, a cristandade se verá privada de um pontífice e os reinos vizinhos se voltarão contra a França – o que levará todos a acreditarem que a maldição proferida por Jacques de Molay era real.
Contudo, será contra a figura do conde Robert d’Artois que de fato se cumprirá a maldição do templário. Deserdado de seu condado desde a infância, ele nutre um ódio ferrenho por sua tia Mahaut. Obcecado com a reconquista do que considera legitimamente seu, o conde não hesitará em trazer à tona calúnias para destruir sua tia e suas primas e ver restituídas as terras que lhe pertencem.
Em sua empreitada, conseguirá enclausurar as esposas dos três filhos do rei Felipe IV e condenar à morte os cavaleiros d’Aunay. Este escândalo, conhecido como “a torre de Nesle”, assombrará os últimos anos do reinado de Felipe, o Belo.
Traições, ambição e maldições ecoam pelos salões do poder em uma das épocas mais turbulentas da história da França. Os sete volumes da série Os reis malditos narram os bastidores do trono francês no século XIV — desde o reinado de Felipe IV, o Belo, e a dramática execução do grão-mestre dos Templários, Jacques de Molay, em 1314, até a ascensão de Felipe VI, catorze anos depois. Traduzida em dezenas de idiomas e aclamada mundialmente, esta obra-prima é considerada o mais grandioso romance histórico contemporâneo, uma verdadeira saga de sangue, poder e intriga que inspirou gerações
“Esta é a versão original de A guerra dos tronos.” — George R. R. Martin.
Maurice Druon was born in Paris. He is the nephew of the writer Joseph Kessel, with whom he wrote the Chant des Partisans, which, with music composed by Anna Marly, was used as an anthem by the French Resistance during the Second World War.
In 1948 he received the Prix Goncourt for his novel Les grandes familles. On December 8, 1966, he was elected to the 30th seat of the Académie française, succeeding Georges Duhamel.
While his scholarly writing earned him a seat at the Académie, he is best known for a series of seven historical novels published in the 1950s under the title Les Rois Maudits (The Accursed Kings).
He was Minister of Cultural Affairs in 1973 and 1974 in Pierre Messmer's cabinet, and a deputy of Paris from 1978 to 1981.
“O Rei de Ferro”, de Maurice Druon, abre a coleção de sete volumes “Os Reis Malditos” com uma narrativa que retrata os últimos dias do reinado de Filipe, o Belo, mostrando como a maldição lançada pelo Grão-Mestre dos Templários desencadeia uma teia de intrigas políticas, rivalidades familiares e disputas de poder que abalam a monarquia francesa. A trama mistura personagens históricos e intrigas palacianas, mostrando como reis, rainhas e nobres tramaram alianças, traições e julgamentos que moldaram o destino de uma sociedade inteira. A leitura é uma ficção histórica com riqueza de detalhes e a sensação de estar acompanhando os fios invisíveis que conectam decisões políticas a transformações sociais duradouras. Para mim, foi uma das experiências mais marcantes do ano: além de gostar profundamente desse gênero que mistura história e literatura, pude ler o livro em Paris e caminhar por alguns dos cenários onde, ainda que à distância do tempo, esses episódios aconteceram.