Em uma época que glorifica a ambição sem limites, o renomado e premiado teólogo Miroslav Volf levanta uma questão qual é o verdadeiro preço de nosso desejo de grandeza? Nesta obra provocadora, ele nos desafia a questionar os pilares de uma sociedade obcecada por conquistas e hierarquias.
Com insights penetrantes, Volf expõe a moralidade duvidosa da busca por superioridade, revelando como essa obsessão, frequentemente acompanhada de ostentação e comparação, contradiz a humildade fundamental da fé cristã e aprisiona as pessoas em um ciclo destrutivo.
O custo da ambição propõe um caminho abandonar a armadilha da competição para abraçar uma vida de propósito, humildade e significado genuíno.
Miroslav Volf is the Henry B. Wright Professor of Theology at Yale Divinity School and the founding director of the Yale Center for Faith & Culture. “One of the most celebrated theologians of our time,” (Rowan Williams, Archbishop of Canterbury), Volf is a leading expert on religion and conflict. His recent books include Against the Tide: Love in a Time of Petty Dreams and Persisting Enmities, and Exclusion & Embrace: A Theological Exploration of Identity, Otherness, and Reconciliation—winner of the 2002 Grawmeyer Award in Religion.
Neste livro, Miroslav Volf confronta a lógica da superioridade. Para ele, ambição é querer valer mais. Trata-se de um movimento que exige comparação constante e alimenta a crença na autojustificação. A ambição nasce do medo de ser comum e funciona como um vício central, capaz de organizar e potencializar outros vícios. É perigosa porque apresenta-se como um hábito cotidiano, socialmente premiado e espiritualmente disfarçado. Promete vida, mas entrega exaustão, isolamento e ressentimento.
A libertação da ambição, segundo o livro, vem de uma reordenação espiritual. Ela começa com o reconhecimento de que Deus é aquele a quem toda a glória é devida e que glorificá-lo implica assumir uma postura interior marcada por gratidão, contentamento e fidelidade. Essa atitude funciona como um antídoto discreto contra a necessidade de se provar, sem cair na armadilha de uma humildade autodestrutiva, igualmente centrada no eu. O ponto de partida é o descanso existencial oferecido pela gratuidade do amor de Deus. Quando isso se perde, o ego ocupa o lugar do centro da vida.
O livro escapa dos padrões da autoajuda rasa, que ora alimenta egos, ora impõe caminhos rígidos. Volf escreve a partir de quem conhece por dentro o mundo acadêmico e suas disputas por reconhecimento, o que confere ao texto um peso específico. A leitura me tornou mais atento ao que ele chama de “esforço por superioridade”. Um dia de cada vez, tenho aprendido a reconhecer esse padrão, nomear o engano, abandonar a comparação e aceitar limites com liberdade. O livro me ajudou a distinguir ambição de excelência e a reafirmar um desejo mais simples: fazer o bem e servir naquilo para o que entendo que fui chamado.