"Um livro transgeracional sobre a arte de perder e de se reencontrar. Um impactante romance em elipses sobre aqueles lutos que apenas a descoberta de uma língua íntima pode traduzir." – CHRISTIAN DUNKER
Em uma madrugada como outra qualquer, Malena Matrice, lendária multiartista americana da década de 1980, descobre um segredo assustador de sua família. E é assim que, neste fluxo de consciência hipnotizante, somos convidados, a partir de muitas vozes, a desvendar os enigmas, limites e nuances de nossas relações mais profundas.
Combinando suspense e ousadia de estilo, Piscinas Russas discute as histórias que nos formam enquanto pátrias e pessoas, questiona as fronteiras entre autoria e ficção, enquanto também celebra a beleza maior da a capacidade de, a partir do contato com o idioma particular do outro, acessarmos nossos próprios espaços desconhecidos.
"[Renata é] uma escritora que, por conhecer bem os meandros da literatura, constrói personagens de notável densidade e desafia, com destreza e originalidade, os limites entre realidade e ficção." – MARIA ESTHER MACIEL
Renata Belmonte é advogada e escritora. Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo e Mestre em Direito e Desenvolvimento pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Em 2010, foi aluna dos cursos Gender Violence da Harvard Law School e World Poverty and Human Rights da Harvard Extension School. Possui pós-graduação em Direito de Estado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e é autora dos livros: Femininamente (Prêmio Braskem Cultura e Arte 2003), O que não pode ser (Prêmio Cultura e Arte Banco Capital 2006) e Vestígios da Senhorita B. (Coleção Cartas Bahianas, EPP, 2009). Participou das antologias de contos Outras moradas (EPP, 2007) e Como se não houvesse amanhã- 20 contos inspirados em músicas da Legião Urbana (Record, 2010). Autora do romance Mundos de uma noite só (Faria e Silva, 2020), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos.Já colaborou com diversas revistas como World Poverty and Human Rights, Iararana, Bestiário, Rascunho, Verbo 21, Cronópios e Vaia. Em 2008, foi uma das escritoras estudadas no livro Quem conta um conto: estudos sobre contistas brasileiras estreantes nos anos 90 e 2000, organizado por Helena Parente Cunha e escrito por doutorandos da UFRJ.
Precisei de uns dias após finalizar a leitura para finalmente escrever a avaliação sobre este livro da Renata, que tem tudo para virar um dos clássicos da literatura brasileira. Personagens bem trabalhadas, história com suspense, ligação com obra anterior (que não impede a leitura desta como início). A arquitetura dos romances de Renata impressiona e eu mal posso esperar seu próximo lançamento.