«Desde a idade de seis anos, fui muito contrabandista». O concelho de Chaves e a comarca de Verin, entre velhos quotidianos e novas modalidades emblematizantes. Paula Godinho La raia galaico-portuguesa en tiempos convulsos. Nuevas interpretaciones sob
DULCE FREIRE nasceu em Alvaiázere, a 10 de Janeiro de 1969. Licenciada em História (1992), Mestre em História dos séculos XIX e XX (1998) e Doutora em História Económica e Social Contemporânea (2008), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É Professora Auxiliar na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Presidente da European Rural History Organisation (EURHO) e, entre 2017 e 2024, coordenadora do projecto ReSEED – Rescuing the seeds’ heritage: engaging in a new framework of agriculture and innovation since the 18th century, financiado pelo European Research Council (https://reseed.uc.pt/). Foi investigadora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realizou o seu pós-doutoramento, e investigadora colaboradora do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL), onde foi vogal da direcção (2009-2013) e Vice-Presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social (2017-2021). Desde 1990, direcciona os interesses de pesquisa para temáticas relacionadas com a história rural e da agricultura em contextos portugueses e ibéricos. Tem vindo a analisar políticas e enquadramento institucional, movimentos sociais, memória, processos de inovação tecnológica e mudança social. Procurando desenvolver pesquisas interdisciplinares tem participado em diferentes equipas de investigação e recorrido a instrumentos teóricos e metodológicos que permitam relacionar testemunhos escritos, orais e visuais. Foi research fellow no Institute of European Studies da University of Califórnia at Berkeley (2001), tendo realizado outras estadias de pesquisa na École de Hautes Études en Sciences Sociales (2005) e na Universidade de Santiago de Compostela (2006). Foi ainda secretária da revista Penélope. Fazer e desfazer a História (1993-1998); redactora da revista História (1994-2007); docente de cadeiras nas áreas da História Económica e Social e das Metodologias para as Ciências Sociais (Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 1999-2008; Escola Superior de Educação de Setúbal, 2005); coordenadora do projecto Agricultura em Portugal: alimentação, desenvolvimento e sustentabilidade, 1870-2010 (2012-2015), além de consultora das séries A Febre do Ouro Negro e Raia dos Medos, exibidas pela RTP (1999-2000) e de várias exposições e outras iniciativas com carácter de divulgação. Autora de várias obras e artigos em revistas científicas nacionais e internacionais, é co-editora (com Pedro Lains) do livro colectivo An Agrarian History of Portugal, 1000-2000 (Brill Academic Publishers, 2017).
Loxicamente isto non é ningunha historieta de aventuras nin nada que se lle pareza. É investigación e recollida de testemuños reais de contrabando ao longo da fronteira luso-española. Mais, o contrabando realmente se resume en pasar de xeito ilegal certos produtos sen ser capturados polos guardas fiscais? Evidentemente, non. O contrabando é un negocio que constituíu un fenómeno social e a base da economía da maioría de familias (das clases menos favorecidas), que alén de reducirse ao mero intercambio, tamén implicaba unha relación e confianza provocadas por ese contacto tan especial. Era un modo de vida, que na altura estaba totalmente asentado na sociedade. Grazas a este fenómeno, ambos lados (sobre todo galegos e portugueses) houbo e hai (aínda que de xeito diferente e diminuído) unha maneira máis estreita de relacionármonos cos veciños, de comprensión lingüística, cultural e afectiva moi singular e marcadamente diferenciada do resto da comunidade portuguesa e española (nomeadamente, a galega), unha comunidade raiana.
P.D.: De todos os artigos, o mellor, sen dúbida foi o de «Desde a idade de seis anos, fui muito contrabandista» de Paula Gondinho. Espectacular. E, nun segundo lugar o de Eduarda Rovisco «La empresa más grande que tenía el gobierno portugués y el español era el contrabando», outra xoia máis. P.D.2: Fíxoseme unha lectura moi fluída e dinámica, non só pola natureza do tema, interesante de por si, senón por como está escrito, de xeito moi sinxeliño.