Anselm Jappe decidiu colocar no papel as reflexões que deram origem a este livro em 2018, após o desmoronamento de um famoso viaduto na Itália, construído em concreto armado. Antes que essa obra inaugurada em 1967 viesse abaixo, porém, o estado deplorável da cidade administrativa de Chandigarh, na Índia, inaugurada nos anos 1950, já havia instigado o pensamento de Jappe sobre o uso e o abuso do material que se tornou a estrela da construção civil em todo o mundo no século XX — e assim continua —, fazendo a fama de arquitetos celebridades enquanto espalha pelo mundo feiura e edificações de vida útil curtíssima, ignorando as realidades locais e contribuindo para a degradação do meio ambiente. "O concreto constitui um dos lados concretos da abstração mercantil produzida pelo valor, que é, ele próprio, criado pelo trabalho abstrato", escreve. "Não se trata de um dito gracioso com base num jogo de palavras. Esse material aparentemente inofensivo pode realmente ser considerado o lado concreto da abstração capitalista?"
Anselm Jappe grew up in Cologne and in the Périgord. He studied in Paris and Rome where he obtained, respectively, a master's and then a doctorate degree in philosophy. His advisor was Mario Permiola. A member of the Krisis Groupe, he has published numerous articles in different journals and reviews, including Iride (Florence), Il Manifesto (Rome), L'Indice (Milan) and Mania (Barcelona). In his writings, he has attempted to revive critical theory through a new interpretation of the work of Karl Marx. He is currently teaching aesthetics at the Accademia delle Belle Arti di Frosinone.
Not that bad but much too superficial compared to its promises. The only noteworthy pages come at the very end when Jappe begins to consider concrete as some kind of hypostasis of value (as in Wertkritik).
Lecture super intéressante sur l’histoire du béton, sur son pouvoir et sa signification! M’a bcp ouvert les yeux sur ce matériau, et m’a rendue tres fachée
Trois étoiles car il a le mérite d'exister, et de poser la critique de l’omniprésence de ce matériau, depuis ses enjeux environnementaux majeurs jusqu'à la standardisation du monde, dont il est effectivement un des (nombreux) chantres. Il est souvent question de CO2 et de plastique dans l'actualité mais le béton, lui, s'est jusqu'à présent surtout faufilé entre les gouttes.
Alors merci, Livre, d'attirer notre attention à tou.te.s sur le sujet.
Ce travail gagnerait toutefois tellement à être moins manichéen, et surtout à moins recourir au jugement de valeur esthétique qui ne vaut, malheureusement, pas grand chose en soi. À la laideur présupposée du béton, je pourrais apporter pléthore de contre-exemples, que nous en resterions au même point, celui d'une discussion de comptoir.
Le dernier chapitre verse dans une profusion de concepts et de mots décidément un peu trop pompeux pour être honnêtes. Dispensable, mais cela n'est que mon avis...
Eu já li livros sobre arquitetura, mas essa foi a primeira vez que li um livro sobre engenharia, mais precisamente sobre o armado, concreto armado. O livro começa falando sobre a queda e subsequente destruição de uma ponte na Itália e de outras delas ao redor do mundo. O livro fala sobre o brutalismo, estilo presente nas construções de universidades, em que o concreto é o elemento principal. Ele fala sobre Le Corbusier e sua predileção pelo uso do concreto. Fala como o concreto mudou as formas de construção principalmente a partir do final do século XIX e quais são os dividendos ambientais para a utilização em profusão do concreto no mundo. Também traz um capítulo em que expõe como o concreto flerta com o abstrato, talvez a parte mais filosófica do livro. Contudo, eu, que queria que o autor escrevesse mais sobre a simbologia do concreto e onde ela pode ser encontrada no nosso cotidiano, fiquei desabado que nem a ponte que partiu no começo do livro, um tanto decepcionado. Entretanto, os engenheiros se sentirão contemplados.
Erschreckend ist die Kurzlebigkeit dieses Baustoffs der uns überall umgibt - der Stahl im Inneren ist anfällig für Korrosion, was aber von außen meist unsichtbar bleibt. Ebenfalls betrüblich ist, wie dieser Baustoff traditionelle Architektur und handwerkliches Wissen zum Aussterben bringt. Und die ökologischen Folgen von Beton sind verheerend. Das alles sind valide Punkte, die Anselm Jappe klar ausarbeitet.
Aber ich habe den Eindruck, es ging dem Autor hauptsächlich darum, gegen die Ästhetik der Betonbauten zu wettern. Ab und zu hat er durchaus gute Kritikpunkte (insb. an LeCobusiers autozentrierter Stadt), aber meistens bleibt es beim Geschmacksurteil.
Die architekturhistorischen Betrachtungen werden in Beziehung gesetzt mit der europäischen Ideengeschichte. Besonders ausführlich geht es um Descartes, Marx, Futuristen, Situationisiten, Faschismus und Sozialismus und ihre jeweilige Haltung zu Architektur.
Wer Bock auf sowas hat, ist mit diesem Buch gut beraten. An einigen Stellen wirkt es allerdings ein bisschen wie sehr gehobenes Geschwafel. Insbesondere wenn es darum geht, einen Wortwitz zu Beton (concrete) und der Abstraktion der Arbeit zu erklären. Trotzdem bereue ich nicht, mit diesem Buch Zeit verbracht zu haben.
Hormigón, de Anselm Jappe, propón unha lectura marxista do material máis omnipresente da modernidade: o formigón como símbolo e consecuencia da lóxica capitalista. A obra destaca pola súa ambición teórica e pola capacidade de vincular arquitectura, economía e ecoloxía nun mesmo discurso crítico.
Pero esa mesma amplitude converte o ensaio nun texto denso, repetitivo e, en ocasións, máis retórico ca analítico.
A falta de profundidade técnica e o ton excesivamente transversal, pretendendo tocar sempre todos os paus á vez, fan que a argumentación perda forza a medida que avanza, reducindo un tema fascinante a un exercicio de denuncia algo monótono.
Gustaravos se buscades unha reflexión filosófica e ideolóxica sobre o mundo construído, máis ca unha análise concreta e rigorosa.
L'ouvrage est intéressant mais honnêtement très dommage qu'autant d'arguments soient introduits sans jamais être approfondis au détriment d'une critique acerbe sur l'esthétique. Les promesses écrites en introduction de l'ouvrage ne sont pas tenues, ce qui est très regrettable car les thématiques abordées sont passionnantes.
Livro interessante mas reacionário. Não apresenta soluções embora sintetize com clareza o diagnóstico ao problema do uso de um material como o betão na sociedade capitalista.
Didáctico ensayo sobre el hormigón, que el autor utiliza como alegoría de muchas más cosas. Muy divertido cuando pone a parir a Le Corbusier, ofrece análisis sociológicos lúcidos acerca de cómo el espacio que ocupamos (y el material del mismo) condiciona nuestra vida.
“…quase dá para acreditar que certos indivíduos se dão conta dos horrores da sociedade em que vivem, mas, estimando que é impossível impedi-los, preferem tirar proveito da situação para angariar meios de escapar individualmente.”
Apenas um dos trechos de um livro surpreendente, que aparentava ser muito técnico, coisa que ele não deixa de ser enquanto usa o concreto como maneira de criticar e compreender o capitalismo e seus efeitos na sociedade ao longo dos anos.