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O Capital no Antropoceno

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Uma chamada de atenção audaciosa e urgente para o retorno ao marxismo na luta contra as mudanças climáticas.

Como é possível que, numa sociedade aparentemente abundante, tantas pessoas vivam em pobreza, sem acesso a cuidados de saúde, obrigadas a ter múltiplos empregos e, mesmo assim, cheguem ao final do mês sem dinheiro, enquanto o planeta que nos sustenta continua a ser destruído?

A civilização enfrenta uma grave crise existencial na era do Antropoceno, em que a atividade económica destrói cruelmente a Terra e condena a humanidade a uma catástrofe ambiental. Sem uma ação sobre as alterações climáticas, o mundo voltará a um estado de barbárie. Não há plano B para o planeta Terra.

O jovem filósofo japonês Kohei Saito regressou aos cadernos do velho filósofo alemão Karl Marx, desaparecido em 1883, e encontrou neles soluções atuais que podem, realmente, salvar o mundo no século XXI. Este livro é o resultado dessa pesquisa.

Kohei Saito desafia o capitalismo, mostrando como este sistema não só alimenta a desigualdade social, mas também acelera a degradação ambiental. A solução para superar esta crise? O decrescimento - a desaceleração da economia, a redução do consumo e a redefinição das nossas prioridades. Inspirado pela ecologia marxista, Saito propõe uma sociedade mais justa, em que o foco se desvie dos lucros das grandes empresas e se concentre nas necessidades humanas essenciais.

Esta é uma abordagem inovadora e crucial para enfrentar a crise climática, apontando um novo caminho para uma sociedade mais equilibrada e sustentável. É a oportunidade de criar uma sociedade mais justa, antes que seja tarde de mais.

276 pages, Kindle Edition

Published September 3, 2025

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About the author

Kōhei Saitō

17 books298 followers
Kohei Saito received his Ph.D. from Humboldt University in Berlin. He is currently associate professor of political economy at Osaka City University. He has published articles and reviews on Marx’s ecology, including “The Emergence of Marx’s Critique of Modern Agriculture,” and “Marx’s Ecological Notebooks,” both in Monthly Review. He is working on editing the complete works of Marx and Engels, Marx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA) Volume IV/18, which includes a number of Marx’s natural scientific notebooks.

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Profile Image for João Carraça.
2 reviews
December 1, 2025
Eu nunca me deixei convencer por "bestsellers" mas ter dado uma chance a este livro foi definitivamente uma das melhores decisões de 2025. É um livro que cumpre perfeitamente com o seu manifesto de "desafiar tudo o que se pensa sobre crescimento económico". A provocação inicial é clara "os ODS [Objetivos de Desensolvimento Sustentável] são o ópio do povo!", daqui o autor explora as contradições do que denomina como o "imperialismo ecológico" e o "estilo de vida imperial" numa análise sistemática, e profundamente relevante, da sua visão do desenvolvimento económico das sociedade do Norte Global - que externalizam os custos, nomeadamente climáticos, para os países do Sul Global através de três mecanismos: transferência técnica, espacial e temporal. Sobre este enquadramento emergem um conjunto de críticas ao Keynesianismo Climático assente na explicitação das contradições do "crescimento económico verde", seja pelo mito do "decoupling" - a dissociação das emissões de CO2 do crescimento económico -, ou pelo paradoxo de Jevons - o aumento da eficiência, nomeadamente tecnológica, é necessário para o decoupling mas agrava a crise climática. Desta forma o autor abre caminho para a sua tese do decrescimento económico como a alternativa política necessária, e possível, para um combate efetivo das alterações climática. É através de uma "reabilitação" dos últimos escritos de Marx - já no final da sua vida - que o autor sedimenta a sua proposta de "comunismo de decrescimento". Com base no resgate da teoria do "metabolismo material" e por via de uma reedificação dos "bens comuns" pelos quais Marx se interessou no final da sua vida, nomeadamente, pelo seu concato com as leituras de Karl Fraas - um agrónomo alemão - e os estudos sobre as comunidades de marco dos antigos povos germânicos. Contestando as visões de um Marx produtivista e eurocêntrico, tal como identificadas no primeiro volume do Capital, o autor pinta uma nova leitura da tardia teoria ecológica marxiana com destino ao comunismo de decrescimento. Vale a pena ler!
8 reviews
November 21, 2025
Adorei. Um pouco repetitivo, mas traz uma análise dos desafios atuais da sociedade pós-pandemia com uma visão que critica tanto o capitalismo quanto a maioria da esquerda atual que segue ingenuamente desconectada da realidade e incapaz de enfrentar o neoliberalismo e a extrema direita. O livro critica a interpretação errada da Rússia e China dos estudos de Marx e mostra caminhos mais democráticos para uma sociedade verde e sem desequilíbrios.
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