Com verve e dotes de cronista, DJ Dolores conduz o leitor pelos recantos inesperados de lugares tão diferentes quanto Recife e Abu Dhabi, na companhia de motoristas de táxi, figuras misteriosas da vida noturna de toda parte e gente ilustre como Gonzagão, Naná Vasconcelos, Gilberto Gil, Chico Buarque e Lia de Itamaracá, sempre num ritmo que às vezes tem o gingado do frevo, mas também o compasso lento das memórias mais afetivas, como se ele fosse o Antônio Maria do Manguebeat, à maneira do cronista e compositor recifense, a cena musical que viveu ao lado de companheiros como Chico Science.
DJ Dolores resgata suas memórias da cena manguebeat, e as eternizam por meio da música e da poesia. essa obra me fez mergulhar em cenas que nunca vivenciei, de uma época que eu sequer era nascida. relatada pela ótica de um conterrâneo meu, que ao sair do Sergipe, se encantou com as belezas e ilusões do grande Recife. é um livro para revisitar inúmeras vezes, sempre que me sinto nostálgica sobre essa cidade que mora no meu coração. não sei quem mais poderia proporcionar tal sentimento com tamanha sensibilidade, além do próprio DJ Dolores.
This book is an excellent book for those who would like to know more about Recife’s history but in a different context and perspective. But also shows Dj Dolores side and view of the world. It’s an easy reading and a poetic view with simple words.
um livro de curtas histórias pra quem gosta de música. conheci dj dolores por conta duma música que era parte de uma playlist num curso de dança contemporânea que fiz em 2013, ainda no ensino médio. depois de uns anos, fui atrás de descobrir de quem era a música que tinha um refrão que ficou na cabeça por anos (a quem interessar, a música é “de dar dó”). aí comecei a ouvir os álbuns inteiros e gostei, aí fui num show da lia de itamaracá e o encontrei no palco. aí andando pelo sebo encontro esse belo livrinho, e pensei que só podia sair coisa boa dali. ele escreve do jeito que eu gosto de ler. livro gostoso, com boas histórias e boas tiradas e cheio de descrições lindas de recife. viva lia, viva chico science, viva o mangue beat e viva dj dolores!