«Fidj, que é feito do Carlitos?». São estas as últimas palavras da mãe de Zé, um notário de cerca de quarenta anos, casado e pai de dois filhos, com raízes cabo-verdianas. Mas quem é este «Carlitos» que passa a assombrá-lo diariamente? E qual a história deste Zé, um homem negro que vive na Margem Sul do Tejo? A resposta está num velho edifício, plantado na localidade de Porto Brandão, um lazareto que foi em tempos casa de mais de duzentas famílias vindas de Cabo Verde: o Asilo 28 de Maio. Durante anos, Zé julgou que Carlitos, o velho amigo com quem crescera no Asilo, estava morto. Pela primeira vez em muito tempo, as últimas palavras da sua mãe vêm acender-lhe a esperança de o reencontrar. Um romance de personagens sonhadoras e resistentes, que nos conta como a amizade pode transformar a vida.
Um relato que leva o leitor numa viagem incrível . Uma escrita fácil de ler mas profunda e com bastante sentimento. "Se eu vou escrever, muito a escrever, se vou esquecer, muito a esquecer, até dia que vou voltar "
Um belo livro cheio de emoções, recordações e bastante profundo. Neste livro cada página dá vontade em continuar a lê-lo para descobrir o que vem a seguir e ainda dá ao leitor uma vontade enorme visitar o Porto Brandão e Cabo Verde.