Cristo só surgiria no século seguinte e, supõe-se, já Júlio César identificava, nos confins da Ibéria, um povo «que nem se governa nem se deixa governar». Nós, portugueses, envolvemo-nos pouco como cidadãos em iniciativas coletivas, cívicas, associativas ou de voluntariado, por estas não serem apelativas e por termos um sistema de governação muito centralizado e distante? Ou porque possuímos uma matriz individualista e conformista? Este livro analisa a evolução da participação cívica em Portugal, no contexto do 50º aniversário do 25 de Abril. Esclarece conceitos e metodologias, ilustra práticas e iniciativas promovidas por cidadãos e pela administração local, e identifica desafios e possibilidades para uma ação coletiva mais democrática, inclusiva e pluralista. A bem de todos e de cada um.
Ainda em época eleitoral e depois de uma outra leitura da Fundação Francisco Manuel dos Santos muito desapontante, decidi requisitar este também da BiblioLed!! E valeu muito a pena!!! Este livro não se foca na participação eleitoral, mas sim noutros papeis em como se pode envolver a comunidade nas decisões políticas, trazer a política mais perto das pessoas. O livro foca-se em como isto não está muito devolvido em Portugal, mencionando alguns planos/movimentos que foram usados nos últimos 50 anos, e depois menciona exemplos mesmo organizados no país (mais no Norte, organizados pela Universidade de Aveiro) que trabalharam para o benefício deste ideal. Honestamente, uma leitura muito interessante, com uma boa perspectiva do que a política poderia e deveria ser!!!
Muito entusiasmada com a conversa de apresentação do livro segunda-feira. Aprendi muito e emocionei-me com a capacidade que temos, em comunidade, de fazer acontecer.