A Opus Sky—o conjunto dos três principais satélites de telecomunicação do território nacional, também conhecidos como a starlink brasileira, exigem observação e manutenção constante. Porém o seu bom funcionamento está ameaçado, desde que a astronauta Lilith, que chefia a nave de reparos sozinha, parou de desenvolver seu trabalho, além de não responder a seus superiores na Terra. Para intervir e evitar um colapso cibernético, Maitê Rangel, renomada psicóloga, autora do livro “A mente no espaço” e especializada em saúde mental de tripulações espaciais, é alocada para conduzir o caso e evitar um desastre maior. Agora, o limite entre profissionalismo e desejo tece um perigoso espaço entre elas, uma vez que—apesar das diferenças—Maitê e Lilith têm mais em comum do que é permitido que ambas admitam para elas mesmas.
Toda a ideia de fazer terapia pra uma I.A. que controla satélites de uma rede mundial de internet, já é bizarro por só só, mas o negócio vai escalonando, porque a terapeuta, se apaixona por ela, a I.A. se chama Lilith, e a falecida esposa da terapeuta é Eva, sim, é uma fan fic de Gênesis, da bíblia, se a autora quis ser sutil, só me deu risada, tudo pra mim foi completamente hilário, elas se apaixonando, fazendo sexo, a chefe da terapeuta apesar de ser uma chefe horrível, parece ser a única pessoa sensata nessa situação, e ela ainda viu elas bebendo vinho, que vergonha meu pai, o terapeuta da terapeuta também é sensato, algum terapeuta tem que ser né, o sotaque das outras I.A, da deepweb, é um riso a parte, e o final, não tem final, isso é uma parte 1, achei muita sacanagem. Aliás, a música do "espaço entre nós" toca o tempo todo, e é absolutamente chata o tempo todo.
"O Espaço Entre Nós" brilha pela produção sonora e elenco estelar, com destaque para Alanis Guillen e Alice Carvalho. Porém, a experiência cansa pelo excesso de repetições e avisos redundantes. A trama sáfica entre humana e IA falha na verossimilhança: a inteligência artificial demora a se comportar como tal e a lógica do mundo parece pouco pesquisada. Com conflitos de resolução fácil e uma protagonista pouco envolvente, os antagonistas acabam soando como as figuras mais realistas. É uma obra com grande potencial estético, mas que deixa a desejar na profundidade técnica e emocional da história.
Gostei bastante desse audiobook, mas é uma premissa BEM peculiar, nem tanto pela relação entre humanos e IA, mas sim pelos detalhes tecnológicos da história, que ficam em segundo plano, mas, para mim, são a parte mais bizarra.
Não fica tão difícil entender a relação entre as duas se paramos para pensar que a IA apresenta traços marcantes de outra pessoa humana, que foram embutidos nela de propósito.