Arte, crime e destino se entrelaçam no romance eletrizante de Edney Silvestre
No final do século XIX, Vincent van Gogh travou sua batalha mais contra a rejeição à sua arte revolucionária, a pobreza e os fantasmas que o levariam ao trágico desfecho em Auvers-sur-Oise. Entre telas vibrantes e noites de tormento, Van Gogh jamais poderia imaginar que sua última obra atravessaria o tempo para transformar a vida de um jovem brasileiro.
O jovem é Igor Brown, no Rio de Janeiro em 2024, que se sustenta com trabalhos sexuais e relações efêmeras sob a fachada de tradutor de Libras. Tudo muda quando é envolvido no roubo de um quadro perdido de Van Gogh ― uma obra tida como destruída durante a Segunda Guerra. Escondida em um apartamento de luxo no Leblon, a pintura levará a conspirações, perseguições e decisões de vida ou morte.
Com sua narrativa única que combina suspense, crime e poesia, Edney Silvestre, ganhador do Jabuti de Melhor Romance e traduzido em sete países europeus, constrói um diálogo inesperado entre o gênio atormentado e um jovem à deriva. O último Van Gogh é um romance arrebatador sobre invisibilidade social, desejo, ambição ― e a arte como forma de redenção.
EDNEY SILVESTRE nasceu em Valença (RJ), em 1950. Jornalista de longa carreira, se destacou na cobertura dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 para a Rede Globo - quando era correspondente em Nova York. É apresentador do programa GloboNews Literatura. Seu primeiro romance, Se eu fechar os olhos agora (2009), conquistou elogios da crítica e prêmios como o Jabuti, de melhor romance, e São Paulo, de autor estreante, e foi publicado em outros sete países.
Quando li o primeiro capítulo levei um susto. Achei horrível!
Fiquei com muito medo de não gostar do livro que estava tão ansiosa para ler, mas, felizmente, não foi o que aconteceu.
Me incomodou um pouco a forma extremamente explícita e o constante uso de palavras baixas, mas conforme fui lendo entendi que isso era necessário para que o leitor pudesse realmente entrar na cabeça do personagem.
Eu amo quando o livro me desperta interesse e curiosidade para pesquisar sobre temas que eu não tinha pensado antes de ler. Depois dessa leitura, pude aprender muito sobre como a Segunda Guerra levou à destruição e ao desaparecimento de diversas obras, do trabalho de muitas pessoas incríveis.
O livro não foi o que eu esperava, mas tive muitas surpresas positivas.
Adorei o livro! Ele tem de tudo um pouco: crime, história da arte, suspense, ficção misturada com vida real. A trama prende e a leitura é bem fluida, apesar de ser cheia de detalhes (às vezes até demais). Recomendo, mas vale o aviso: em alguns trechos a linguagem é mais pesada, já que a história é narrada por um jovem michê do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, o livro também traz partes mais cultas e muita informação interessante, o que deixa a leitura ainda mais rica.