Ser pai ou mãe, não é fácil. Ainda mais agora, sob o olhar atento das redes sociais, de influencers, de coaches e psicólogos. Ser pai ou mãe é profissão de risco, hipervigiada por uma sociedade que só aceita a perfeição. E que impõe regras tão certeiras, que aos pais só lhes resta sentir que ficam sempre um pouco aquém. E por isso sentem-se culpados.
Mas não deviam! Porque os pais saudáveis zangam-se, ficam elétricos e impossíveis, cansam-se e resmungam, a ponto de precisarem de férias de pais. E precisam de férias! Mas porque não passam sem os filhos, entregam-se a eles perdidamente, mesmo que por vezes não os percebam, não entendam o que lhes é pedido, fiquem perplexos com os seus livros de reclamações. Por isso tudo, Eduardo Sá decidiu escrever Queridos Filhos!
Não é um livro de instruções que transforme pais empenhados em tecnocratas da parentalidade. Não é um tutorial sem pés nem cabeça, que ensine fórmulas que nenhum ser humano consiga cumprir à risca. É, antes, um livro sobre a liberdade dos pais.
Chega de livros que dizem aos pais que, para serem bons pais, não deviam errar! Nem tentar. Nem falar alto. Nem ficar, de vez em quando, à beira de um ataque de nervos. Os pais saudáveis precisam de errar sem que haja alguém a culpá-los por eles quererem ser "só" bons pais.
Eduardo Sá nasceu em Leiria, em 1962. Hoje é psicólogo, psicanalista e professor de Psicologia clínica no Instituto Superior de Psicologia Aplicada em Lisboa e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, onde se formou. Desde muito cedo começou a colaborar em diversas publicações, tendo percorrido as revistas Xis, Adolescentes, Pais, a Notícias Magazine do Diário de Notícias ou o jornal Público.