Leitura essencial para entender o poder da linguagem sobre a nossa forma de ver o mundo
As formas de consumir informação estão em constante transformação, mas há algo que a maneira como enquadramos o que queremos dizer e que, muitas vezes, revela nossa visão de mundo.
Nestas páginas, a linguista Jana Viscardi expõe os desafios e as contradições do jornalismo sem deixar de reconhecer sua importância na construção de narrativas que moldam a realidade. Com análises afiadas e exemplos reais de manchetes variadas, a autora revela como pequenas escolhas na linguagem fazem diferença na produção de conhecimento. Como nos comunicamos importa é um convite a questionar e ampliar sua leitura de mundo.
Provocativo, necessário e atual, este livro é uma reflexão urgente sobre poder, linguagem e verdade.
Comprei esse livro para dar de presente para o meu tio e acabei lendo depois que ele leu. Quando comprei, pensei que o livro seria mais teórico, falando sobre como as vicissitudes e idiossincrasias do jornalismo nos ajudavam a compreender melhor as coisas. Mas, pelo contrário, este livro não é nada teórico, é mais prático. Ele trata mesmo das notícias online que trazem agravantes na forma como comunicam os acontecimentos e como comunicam mal esses acontecimentos. A autora traz capítulos que tratam de assuntos delicados e que precisam ser tratados com respeito, como a política, os feminicídios e o racismo (faltou a homofobia). É um livro curto e rápido de ler, escrito de maneira agradável. Porém, também é um livro com letras e entrelinhas grandes, que poderia ter sido lançado de uma maneira mais acessível dado o pouco conteúdo da publicação, que li em trinta minutos. Para quem tem interesse na construção linguística das manchetes e das notícias, é uma ótima pedida.
é tão raso que não dá nem pra chamar de análise do discurso, nem mesmo análise crítica da mídia... está mais próximo de um letramento acerca de práticas viciadas do jornalismo brasileiro, construído e mantido por uma branquitude atravessada por vieses de raça, classe e gênero - apesar de a autora não mencionar classe no livro.
Quando comecei a ler considerei que poderia ser interessante para trabalhar com alunos do primeiro período de Comunicação, mas no fim cheguei à conclusão que é mais adequado a alunos de ensino fundamental/médio mesmo. Alunos de graduação tem condições de ler e compreender obras teóricas e analíticas do que livro escrito por youtuber.