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Batida só
Perante o diagnóstico inesperado de uma arritmia grave com tratamento longo e incerto, e a solicitação médica de evitar «toda e qualquer emoção forte», a jornalista que protagoniza este livro sente que não apanhou apenas um susto no meio da rua. Apanhou um susto no meio da vida, ainda com ex‑namorados por resolver, pais complicados por cuidar, uma rotina diária exigente por cumprir e uns quantos sonhos por organizar.
Partindo em busca de sossego e de várias camadas de cura, ela conduz os leitores por uma trama sobre doença, corpo, fé, morte, vontade de viver e as coisas que são essenciais. Pelo menos até perceber que os batimentos cardíacos são tão difíceis de controlar como batidas inesperadas na porta, fios de memória, ligações, medos ou desejos.
Partindo em busca de sossego e de várias camadas de cura, ela conduz os leitores por uma trama sobre doença, corpo, fé, morte, vontade de viver e as coisas que são essenciais. Pelo menos até perceber que os batimentos cardíacos são tão difíceis de controlar como batidas inesperadas na porta, fios de memória, ligações, medos ou desejos.
240 pages, Hardcover
Published September 11, 2025
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 127 reviews
October 15, 2025
Um dia, Maria João sente uma dor e só acorda no hospital. Lá, dizem-lhe que tem uma arritmia que pode ser tratada com medicação e, caso isso não resulte, terá de fazer uma cirurgia para matar a parte do músculo que bate sem ter de o fazer. Para não ter emoções fortes e evitar batidas extra, resolve voltar à casa vazia dos avós na terra onde passou a sua infância e adolescência. Claro que o sossego dela teria de ser interrompido, caso contrário, para quê escrever um livro, não é verdade?
Se quiserem saber o resto da história é ler o livro que, não sendo perfeito, tem até muitos acontecimentos caídos do céu e mal desenvolvidos ou explorados e personagens que aparecem e depois, comos os brasileiros dizem, ficam esquecidas no churrasco, mas vale pela escrita, que nos enreda e envolve e é, parafraseando mais uma vez os brasileiros, muito gostosa, e vale também pela evolução da relação entre a Maria João e o miúdo e entre a Maria João e a sua condição de saúde.
Obrigada, querida Cristina, pela excelente companhia e por podermos ficar as duas um pouco wtf com alguns dos acontecimentos que fomos lendo.
Era para tudo aquilo ser triste. E, de certa forma, era. Aquele catálogo de corpos adoecidos, aquela fratura exposta da fragilidade humana. Mas tinha alguma coisa boa que captei e não soube elaborar, até chegar ao caixa. Ali, atrás da funcionária de cabelos ensebados que vendia as fichas, havia um cartaz: não deixem de viver. Assim, em caixa-alta, como a gritar para os clientes. Então é isso, pensei, pegando a ficha e cruzando a pista até ao bar. Enquanto muitos – até compreensivelmente – estavam entrevados em casa, aquela turma tinha escolhido viver. Com dor, com pino, com atadura, com prótese, com fezes. E aquilo era bonito. Tão bonito que me deu ainda mais vontade de me curar para seguir sofrendo a vida.
Se quiserem saber o resto da história é ler o livro que, não sendo perfeito, tem até muitos acontecimentos caídos do céu e mal desenvolvidos ou explorados e personagens que aparecem e depois, comos os brasileiros dizem, ficam esquecidas no churrasco, mas vale pela escrita, que nos enreda e envolve e é, parafraseando mais uma vez os brasileiros, muito gostosa, e vale também pela evolução da relação entre a Maria João e o miúdo e entre a Maria João e a sua condição de saúde.
Obrigada, querida Cristina, pela excelente companhia e por podermos ficar as duas um pouco wtf com alguns dos acontecimentos que fomos lendo.
Era para tudo aquilo ser triste. E, de certa forma, era. Aquele catálogo de corpos adoecidos, aquela fratura exposta da fragilidade humana. Mas tinha alguma coisa boa que captei e não soube elaborar, até chegar ao caixa. Ali, atrás da funcionária de cabelos ensebados que vendia as fichas, havia um cartaz: não deixem de viver. Assim, em caixa-alta, como a gritar para os clientes. Então é isso, pensei, pegando a ficha e cruzando a pista até ao bar. Enquanto muitos – até compreensivelmente – estavam entrevados em casa, aquela turma tinha escolhido viver. Com dor, com pino, com atadura, com prótese, com fezes. E aquilo era bonito. Tão bonito que me deu ainda mais vontade de me curar para seguir sofrendo a vida.
January 20, 2026
Desculpem!
December 27, 2025
Um susto e um desmaio. Na sequência deste episódio, uma jovem mulher, com uma profissão exigente como jornalista, um ex-namorado idiota e pais complicados descobre que tem uma patologia cardíaca grave e que não pode viver emoções fortes mas como??? Essa é a grande questão. A vida acontece e muitas situações não se conseguem evitar. O que se iria passar e como iria encarar era o que eu queria saber. E gostei tanto da Maria João e do seu humor que fiquei presa nesta narrativa que se desenrola rapidamente e que leva a tantas reflexões. Uma história simples, coloquial e despretensiosa para se pensar seriamente sobre a vida. Afinal, quanto menos se sente mais nos distanciamos da nossa própria natureza, exceto quando um filho de uma amiga de infância sofre de uma doença cancerígena e decide intervir.
January 25, 2026
3,5 estrelas. Eu adoro a forma como a Giovana narra. A história - mesmo eu não amando a protagonista, Maria João - estava interessante no início, mas no meio fui ficando incomodada com o desenvolvimento e receosa. Achei que ia virar uma história de superação através da fé. Mas o final me conquistou. Ficou misterioso mas ainda sim interessante. Quebrou as falsas expectativas que eu tinha.
June 26, 2026
Poucas vezes eu me arrependo de insistir para terminar um livro do qual não estou gostando, no mínimo porque gosto de falar mal com propriedade, mas este aqui eu me arrependi sim. Joguei meu tempo no lixo. Uma premissa que poderia ser super bem explorada para falar sobre as emoções humanas vira uma história sem rumo e mal escrita, com frases truncadas e personagens completamente desinteressantes. Já é o segundo livro da autora que eu leio e odiei ambos, então agora vou me permitir não tentar mais. Realmente não entendo o hype.
June 30, 2025
A Giovana Madalosso tem um jeito com finais. Não sei se gostei mais do que de Tudo Pode Ser Roubado, mas realmente gostei muito. Fiz infinitas marcações.
March 9, 2026
"Batida Só" (Giovana Madalosso, Ed. Todavia, 240p.) é o terceiro livro que leio da autora e, assim como para a Carla Madeira, acho que já posso dizer com certa segurança que ela não escreve livros ruins.
Agora acompanhamos Maria João, uma mulher que leva uma vida relativamente comum até receber um diagnóstico que muda completamente sua rotina e sua forma de enxergar o mundo. A partir desse momento, a narrativa se concentra no impacto da doença não apenas em seu corpo, mas também em sua vida emocional, em suas relações e na maneira como ela passa a lidar com o tempo, o medo e a própria fragilidade.
Maria João é o centro da história. A personagem é construída de forma muito humana: ela oscila entre momentos de força, negação, cansaço e esperança. Ao longo do livro, vemos como ela tenta manter alguma normalidade enquanto enfrenta consultas, tratamentos e a constante presença da incerteza. Ao mesmo tempo, a narrativa revela seus pensamentos mais íntimos, seus receios e a forma como a doença a obriga a rever prioridades e sentimentos.
O que torna o romance interessante é que Madalosso poderia ter escolhido um caminho mais fácil ao abordar o tema da doença, explorando apenas o drama ou apelando para um sentimentalismo mais óbvio. Em vez disso, a autora opta por um tratamento mais sensível. Livraço!
Avaliação Final: 9,5/10
Status: 13º livro de 2026
Próxima Leitura: "A Noite Em Que Ela Desapareceu" (Lisa Jewell)
Agora acompanhamos Maria João, uma mulher que leva uma vida relativamente comum até receber um diagnóstico que muda completamente sua rotina e sua forma de enxergar o mundo. A partir desse momento, a narrativa se concentra no impacto da doença não apenas em seu corpo, mas também em sua vida emocional, em suas relações e na maneira como ela passa a lidar com o tempo, o medo e a própria fragilidade.
Maria João é o centro da história. A personagem é construída de forma muito humana: ela oscila entre momentos de força, negação, cansaço e esperança. Ao longo do livro, vemos como ela tenta manter alguma normalidade enquanto enfrenta consultas, tratamentos e a constante presença da incerteza. Ao mesmo tempo, a narrativa revela seus pensamentos mais íntimos, seus receios e a forma como a doença a obriga a rever prioridades e sentimentos.
O que torna o romance interessante é que Madalosso poderia ter escolhido um caminho mais fácil ao abordar o tema da doença, explorando apenas o drama ou apelando para um sentimentalismo mais óbvio. Em vez disso, a autora opta por um tratamento mais sensível. Livraço!
Avaliação Final: 9,5/10
Status: 13º livro de 2026
Próxima Leitura: "A Noite Em Que Ela Desapareceu" (Lisa Jewell)
October 15, 2025
3.5 ⭐️
Batida Só é uma leitura gostosa, e o texto da Giovana é muito bom! Tem muitas passagens bonitas, umas sacadas engraçadas e personagens interessantes. Talvez pra mim o que faltou a mais foi carisma da personagem principal, gostei mais dos secundários (Nico e sua mãe). A história em si não tem nada demais, não é muito marcante, então gostei da leitura como um todo principalmente por conta do estilo do texto da autora mesmo.
Batida Só é uma leitura gostosa, e o texto da Giovana é muito bom! Tem muitas passagens bonitas, umas sacadas engraçadas e personagens interessantes. Talvez pra mim o que faltou a mais foi carisma da personagem principal, gostei mais dos secundários (Nico e sua mãe). A história em si não tem nada demais, não é muito marcante, então gostei da leitura como um todo principalmente por conta do estilo do texto da autora mesmo.
July 20, 2025
narra o encontro e amizade de uma cética “fervorosa” com a amiga crente de infancia. entre elas, nico, o elo entre as duas figuras e a melhor personagem do livro.
a demonstração que a fé é necessária para vivermos, e que é diversa, podendo ser “exercida” de diferentes maneiras.
andar com duas moedinhas no bolso, vai que.
a demonstração que a fé é necessária para vivermos, e que é diversa, podendo ser “exercida” de diferentes maneiras.
andar com duas moedinhas no bolso, vai que.
August 24, 2025
Giovana Madalosso reafirma, em Batida Só, sua habilidade de construir narrativas que combinam ritmo envolvente e densidade temática. A prosa é marcada por um narrador em primeira pessoa de forte presença, cuja voz conduz o leitor por uma trama que alterna momentos de introspecção e tensão, sempre com uma cadência muito própria — quase musical, como sugere o título.
A autora trabalha com camadas simbólicas e motivos recorrentes que dialogam com questões existenciais, sem abrir mão de um realismo sensorial que aproxima o leitor das cenas. A construção dos personagens é minuciosa: gestos, silêncios e pequenas ações revelam mais do que longos discursos, e a ambientação é tão precisa que se torna quase um personagem à parte.
A leitura me rendeu muitas marcações — frases lapidares, imagens poéticas e observações sutis que merecem ser revisitadas. Madalosso tem um talento especial para criar passagens que condensam emoção e reflexão em poucas linhas, e isso se mantém aqui.
No entanto, como não sou particularmente fã de finais abertos, este desfecho me deixou com a sensação de que a narrativa poderia ter se fechado de forma mais contundente. Ainda assim, reconheço que essa escolha estilística dialoga com a proposta do livro e com a liberdade interpretativa que a autora costuma oferecer.
Embora Suíte Tóquio e Tudo Pode Ser Roubado permaneçam como minhas obras favoritas dela, Batida Só foi uma boa leitura — instigante, bem escrita e repleta de momentos que justificam cada marcação feita ao longo do caminho.
A autora trabalha com camadas simbólicas e motivos recorrentes que dialogam com questões existenciais, sem abrir mão de um realismo sensorial que aproxima o leitor das cenas. A construção dos personagens é minuciosa: gestos, silêncios e pequenas ações revelam mais do que longos discursos, e a ambientação é tão precisa que se torna quase um personagem à parte.
A leitura me rendeu muitas marcações — frases lapidares, imagens poéticas e observações sutis que merecem ser revisitadas. Madalosso tem um talento especial para criar passagens que condensam emoção e reflexão em poucas linhas, e isso se mantém aqui.
No entanto, como não sou particularmente fã de finais abertos, este desfecho me deixou com a sensação de que a narrativa poderia ter se fechado de forma mais contundente. Ainda assim, reconheço que essa escolha estilística dialoga com a proposta do livro e com a liberdade interpretativa que a autora costuma oferecer.
Embora Suíte Tóquio e Tudo Pode Ser Roubado permaneçam como minhas obras favoritas dela, Batida Só foi uma boa leitura — instigante, bem escrita e repleta de momentos que justificam cada marcação feita ao longo do caminho.
February 27, 2026
Um dos piores livros que já tive o desprazer de ler. Na verdade acho que o pior.
Caí na armadilha de ler este livro por indicação de um clube de leitura — e confesso que a experiência me fez questionar a curadoria do próprio clube.
É desnecessário espalhar hate na internet, mas aqui cabe um alerta sincero: FUJAM!!!!!!!
. Há uma ou outra frase de efeito, mas nada que construa uma narrativa consistente ou memorável. O texto aposta em um fluxo de consciência que, longe de parecer profundo, soa apenas RUIM.
Se dizem que os livros bons não devem ser lidos porque não sobra tempo para os ótimos… fuja! Apenas fuja!
E ah, não aguentei terminar. Usei a leitura assistiva do kindle para concluir essa redação aqui.
Caí na armadilha de ler este livro por indicação de um clube de leitura — e confesso que a experiência me fez questionar a curadoria do próprio clube.
É desnecessário espalhar hate na internet, mas aqui cabe um alerta sincero: FUJAM!!!!!!!
. Há uma ou outra frase de efeito, mas nada que construa uma narrativa consistente ou memorável. O texto aposta em um fluxo de consciência que, longe de parecer profundo, soa apenas RUIM.
Se dizem que os livros bons não devem ser lidos porque não sobra tempo para os ótimos… fuja! Apenas fuja!
E ah, não aguentei terminar. Usei a leitura assistiva do kindle para concluir essa redação aqui.
April 15, 2026
Mais um livro muito bom da Giovana que pela idade / relevância / produção recente dá pra colocar no mesmo balaio de escritoras com a Carla Madeira, Aline Bei e Mariana Salomão. Mas aí reside um dos principais méritos dela: se você, leitor atento, passou os olhos por esses 3 nomes acima e não foi tomado por algum sentimento de desgraça, então precisa conhecer melhor o universo dessas 3 ótimas escritoras brasileiras. Donde é possível dizer que a Giovana vive muito bem com suas estórias, sem precisar recorrer a temas desgracentos que, por alguma razão schadenfreudiana, toca mais no coração das pessoas.
Além disso, a Giovana consegue criar personagens com sérios defeitos morais que ainda sim você simpatiza e torce por eles (esse é meu segundo livro dela, sinto que no Suite Tóquio isso deve se aprofundar), sendo eles protagonistas ou não. Li uma coluna recente dela na FSP onde relata alguns bullyings que sofreu na adolescência por questões ligadas à ditadura da beleza, acho que daí vem um rico material...
E o na Batida Só, se tentasse fazer uma resenha mais séria / direcionada, teria alguma dificuldade em contar a estória. É como se ela fosse secundária vis-á-vis esse painel incrível de pessoas moralmente reprováveis que navegam na sociedade buscando algum tipo de sobrevivência digna. A protagonista aqui nos limites de suas taquicardias, Sara, a amiga de infância, adepta dos "fins justificam os meios" e Nico, que você sente vontade de abraçá-lo a cada aparição...
Dito isso, falta alguma coisa para ela ganhar a quinta estrela (daí de cima só a Carla Madeira ganhou!), torço por isso e, em breve, vou de Suite Tóquio pra alcançar esse objetivo. Vem comigo!
Além disso, a Giovana consegue criar personagens com sérios defeitos morais que ainda sim você simpatiza e torce por eles (esse é meu segundo livro dela, sinto que no Suite Tóquio isso deve se aprofundar), sendo eles protagonistas ou não. Li uma coluna recente dela na FSP onde relata alguns bullyings que sofreu na adolescência por questões ligadas à ditadura da beleza, acho que daí vem um rico material...
E o na Batida Só, se tentasse fazer uma resenha mais séria / direcionada, teria alguma dificuldade em contar a estória. É como se ela fosse secundária vis-á-vis esse painel incrível de pessoas moralmente reprováveis que navegam na sociedade buscando algum tipo de sobrevivência digna. A protagonista aqui nos limites de suas taquicardias, Sara, a amiga de infância, adepta dos "fins justificam os meios" e Nico, que você sente vontade de abraçá-lo a cada aparição...
Dito isso, falta alguma coisa para ela ganhar a quinta estrela (daí de cima só a Carla Madeira ganhou!), torço por isso e, em breve, vou de Suite Tóquio pra alcançar esse objetivo. Vem comigo!
July 28, 2026
A Giovana nunca vai saber o que fez por mim🥹<3
July 5, 2025
"Uns dias depois, anotei: a vida chacoalha, bate, esfola, fura, rasga, cerze, massageia, infla, esfalfa, acaricia, quebra, arrebenta, arregaça, une, junta, cola, espatifa, amortece, corta, anestesia, queima, alivia, dobra, rompe, ata, lanha, acalenta, solapa, estilhaça, reagrupa, afaga. O choro limpa. Daí começa tudo de novo, mas de outro lugar."
August 25, 2026
Segundo livro que leio da autora e, tenho a dizer, muito bom! Estou fã!
Confesso que comecei a ficar com algum medo pelo rumo da história, mas também curioso por esse motivo. Não me desiludiu, chegando mesmo a emocionar-me no final, tão simples e complexo, estrangeiro a nós que preferimos duvidar do que temos certezas e confiar no que temos dúvidas. Como a morte.
Maria João descobre um problema de saúde que a obriga a tornar-se apática (aquando de um outro acontecimento): não se pode emocionar, não se pode cansar, não pode rir, chorar, ficar nervosa… Como se vive estando restringido ao que nos move? Às emoções? Ao prazer?
Vamos acompanhando esta sua nova vida mas, sendo ela jornalista, desbravando mar adentro este caleidoscópio de emoções (ou a falta de), mistérios e acontecimentos inesperados que nos são tão comuns — como encontrar uma amiga de infância e tudo o que isso implica, as nossas memórias, infâncias e a nossa mortalidade, refletida nos outros.
À semelhança do primeiro livro, temos aqui muitas críticas que, ao contrário do que certas reviews dizem, fazem sentido estar lá, afinal existimos com elas, desde as alterações climáticas, segurança nas ruas até à religião e fé que cada um tem, ou não.
Madalosso é certeira nas palavras e expressões que usa, o que me ajuda a prender, muito facilmente, na história.
O que faríamos se soubéssemos que tínhamos os tempos contados? Os que não são crentes passariam a ser? Tomaríamos cuidados redobrados, mesmo sem ter a certeza de que ficaríamos bem, ou iríamos aproveitar ao máximo, fazendo e sendo algo que já queríamos há algum tempo, arriscando até a própria saúde, como que numa ode aos sentimentos, uma última experiência por todos eles.
Acreditamos mesmo no que acreditamos? Somos o que achamos ser? Em que medida nos conhecemos e até onde iríamos por alguém (ou por nós) doente?
“A sociedade ensina-nos a distinguir vinhos, mas não nos prepara para a morte.” Diria mesmo que não nos ensina a viver, omitindo ou não dando a devida importância a “sitios” que considero valerem a pena serem visitados —Como o que pensavam os grandes pensadores (fiquei tão contente por encontrar referências a mitos gregos aquí 🫶🏻).
Escrevo esta review enquanto espero, há mais de hora e meia, por uma amiga que já não vejo há anos. Por via das dúvidas, espero agora: que garantia tenho de conseguir esperar noutro dia? Amanhã? Terei um amanhã?
Confesso que comecei a ficar com algum medo pelo rumo da história, mas também curioso por esse motivo. Não me desiludiu, chegando mesmo a emocionar-me no final, tão simples e complexo, estrangeiro a nós que preferimos duvidar do que temos certezas e confiar no que temos dúvidas. Como a morte.
Maria João descobre um problema de saúde que a obriga a tornar-se apática (aquando de um outro acontecimento): não se pode emocionar, não se pode cansar, não pode rir, chorar, ficar nervosa… Como se vive estando restringido ao que nos move? Às emoções? Ao prazer?
Vamos acompanhando esta sua nova vida mas, sendo ela jornalista, desbravando mar adentro este caleidoscópio de emoções (ou a falta de), mistérios e acontecimentos inesperados que nos são tão comuns — como encontrar uma amiga de infância e tudo o que isso implica, as nossas memórias, infâncias e a nossa mortalidade, refletida nos outros.
À semelhança do primeiro livro, temos aqui muitas críticas que, ao contrário do que certas reviews dizem, fazem sentido estar lá, afinal existimos com elas, desde as alterações climáticas, segurança nas ruas até à religião e fé que cada um tem, ou não.
Madalosso é certeira nas palavras e expressões que usa, o que me ajuda a prender, muito facilmente, na história.
O que faríamos se soubéssemos que tínhamos os tempos contados? Os que não são crentes passariam a ser? Tomaríamos cuidados redobrados, mesmo sem ter a certeza de que ficaríamos bem, ou iríamos aproveitar ao máximo, fazendo e sendo algo que já queríamos há algum tempo, arriscando até a própria saúde, como que numa ode aos sentimentos, uma última experiência por todos eles.
Acreditamos mesmo no que acreditamos? Somos o que achamos ser? Em que medida nos conhecemos e até onde iríamos por alguém (ou por nós) doente?
“A sociedade ensina-nos a distinguir vinhos, mas não nos prepara para a morte.” Diria mesmo que não nos ensina a viver, omitindo ou não dando a devida importância a “sitios” que considero valerem a pena serem visitados —Como o que pensavam os grandes pensadores (fiquei tão contente por encontrar referências a mitos gregos aquí 🫶🏻).
Escrevo esta review enquanto espero, há mais de hora e meia, por uma amiga que já não vejo há anos. Por via das dúvidas, espero agora: que garantia tenho de conseguir esperar noutro dia? Amanhã? Terei um amanhã?
October 18, 2025
mais uma canetada da Giovana!!! é impressionante como ela consegue tecer uma narrativa tão fluida e tão profunda, sempre cheia de reflexões difíceis e pertinentes. os temas dessa obra são muito viscerais, e, tendo assistido ela falar sobre a escrita do livro num encontro numa livraria, consegui entender pq essas temáticas da doença e da fé foram tão importantes pra ela.
os personagens são maravilhosos e lindos de acompanhar, cada um é super único e vivo no texto. todo o enredo em si tbm me deixou muito satisfeito com cada desdobramento. é um livro q levanta tantos questionamentos sobre o q é estar vivo, sobre ser capaz de sentir e sobre a natureza da crença e da perseverança q vou passar um bom tempo digerindo tudo isso. a Giovana é uma autora absurda, preciso já do próximo romance!!
os personagens são maravilhosos e lindos de acompanhar, cada um é super único e vivo no texto. todo o enredo em si tbm me deixou muito satisfeito com cada desdobramento. é um livro q levanta tantos questionamentos sobre o q é estar vivo, sobre ser capaz de sentir e sobre a natureza da crença e da perseverança q vou passar um bom tempo digerindo tudo isso. a Giovana é uma autora absurda, preciso já do próximo romance!!
September 10, 2026
É uma história muito tocante, sobre uma jornalista habituada a viver no corrupio, surpreendida por um problema cardíaco que a obriga a abrandar. E o assombroso desafio que é ter de serenar as mil e uma emoções que vivemos todos os dias, como chorar, rir ou enervarmo-nos, que nela podem despoletar uma taquicardia potencialmente fatal.
Gostei muito, mas não adorei. Talvez esperasse algo diferente, mais emocionante, e a páginas tantas, a história mergulha num certo marasmo e até numa certa confusão de personagens que aparecem e desaparecem. A parte mais bonita é a improvável amizade entre a personagem principal e uma criança. A triste realidade sobre como a doença é capaz de unir duas pessoas tão diferentes, com algo em comum.
Gostei muito, mas não adorei. Talvez esperasse algo diferente, mais emocionante, e a páginas tantas, a história mergulha num certo marasmo e até numa certa confusão de personagens que aparecem e desaparecem. A parte mais bonita é a improvável amizade entre a personagem principal e uma criança. A triste realidade sobre como a doença é capaz de unir duas pessoas tão diferentes, com algo em comum.
August 19, 2025
Fazia tempo que eu não me deliciava assim ao ler um livro. É uma história que poderia ser sobre morte, mas decide ser sobre vida, sobre viver bem a vida que nos resta.
Esta é contada em primeira pessoa por uma jornalista que, ao sofrer um quase-assalto em uma cidade grande se descobre com uma arritmia cardíaca. Ao tentar evitar grandes emoções, se vê de repente largando a rotina em um grande jornal para ir parar na casa que fora de seus avós em uma cidade do interior, na qual viveu uma boa parte do seu passado. O que ela não esperava era que Nico bateria à sua porta com um santuário e seus dedinhos rijos. Vale muito a pena ler.
Esta é contada em primeira pessoa por uma jornalista que, ao sofrer um quase-assalto em uma cidade grande se descobre com uma arritmia cardíaca. Ao tentar evitar grandes emoções, se vê de repente largando a rotina em um grande jornal para ir parar na casa que fora de seus avós em uma cidade do interior, na qual viveu uma boa parte do seu passado. O que ela não esperava era que Nico bateria à sua porta com um santuário e seus dedinhos rijos. Vale muito a pena ler.
January 15, 2026
Já posso dizer que foi um dos melhores do ano? Tá liberado já?
Que livro fantástico, que história linda e que final maravilhoso. Mete medo na gente pela sinopse mas é um deleite de leitura. Personagens incríveis, uma ideia extremamente original. Que demais. Que a Giovana era boa escritora a gente já sabia, mas nesse aqui ela se superou.
Livro gostoso de ler e da um quentinho maravilhoso no coração.
Que livro fantástico, que história linda e que final maravilhoso. Mete medo na gente pela sinopse mas é um deleite de leitura. Personagens incríveis, uma ideia extremamente original. Que demais. Que a Giovana era boa escritora a gente já sabia, mas nesse aqui ela se superou.
Livro gostoso de ler e da um quentinho maravilhoso no coração.
August 11, 2025
Toda vez que a Giovana lança um livro, paro tudo que estou fazendo para ler. Que escrita excelente.
January 7, 2026
Baita texto bom. Divertido, complexo, humano.
March 19, 2026
Um livro sobre a forma como a doença e a fé se misturam, e como não se misturam também.
Apesar dos temas sensíveis é uma leitura leve, com trechos muito bonitos e quase poéticos.
Gostei muito 🤍.
Apesar dos temas sensíveis é uma leitura leve, com trechos muito bonitos e quase poéticos.
Gostei muito 🤍.
June 22, 2026
Meu deus!!!
Que historia.
Que escrita linda.
Eu quero. Eu preciso acreditar.
Ouvi na Audible com a narraçao da autora!
Amei
Que historia.
Que escrita linda.
Eu quero. Eu preciso acreditar.
Ouvi na Audible com a narraçao da autora!
Amei
July 24, 2026
Escrita incrível! A história não é memorável mas prende e no fim literatura contemporânea brasileira é sempre bom
January 6, 2026
Lindo, lindo, lindo! ❤️🩹
May 18, 2026
Gostei muito, cada batida do coração pode representar um pouco de algum medo nosso que nos impede de seguir para o desejo... até que... encontramos alguém pra compartilhar!
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