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Doce amargo: Um relato em quadrinhos do maior desastre ambiental do Brasil

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Em 5 de novembro de 2015, a barragem de rejeitos de minério de ferro de Fundão, em Mariana (MG), se rompeu. A estrutura armazenava 55 milhões de metros cúbicos de resíduos, o equivalente a 21 mil piscinas olímpicas, que desceram pela natureza como uma onda de destruição. A lama tóxica percorreu 660 quilômetros pelo Rio Doce, atingindo 38 municípios, matando pessoas, engolindo comunidades inteiras e lavouras, e eliminando toda forma de vida em um dos rios mais importantes do país. O impacto chegou à foz, no Espírito Santo, e alcançou o oceano Atlântico.

No caminho da lama estava Governador Valadares, cidade de quase 280 mil habitantes que tinha o Rio Doce como única fonte de abastecimento. Quando as torneiras secaram, a maior cidade do leste mineiro ficou à beira do colapso. Morador da cidade, João Marcos Mendonça viveu essa realidade com sua família e transformou o primeiro ano após o desastre em um relato pessoal em quadrinhos. Medo, caos, angústia e incerteza se misturam às promessas não cumpridas, e também aos pequenos acontecimentos do dia a dia, que ganham outro peso no cenário da maior tragédia ambiental brasileira.

Kindle Edition

Published September 4, 2025

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Profile Image for Guilherme Smee.
Author 28 books195 followers
December 11, 2025
Desde a capa, passando pelo layout até as paletas de cores, Doce Amargo lembra um quadrinho de Fabien Toulmé. Inclusive, quando vi na Livraria Paisagem, onde comprei, achei que era um novo lançamento do Toulmé que não conhecia. Mas, apesar de parecer, Doce Amargo não lembra Toulmé nem no tom nem na narrativa da história. Enquanto Toulmé parece ter um senso de comunidade, sensível à dor alheia, João Marcos faz uma história autocentrada nos seus problemas. Assim, o maior desastre ambiental do Brasil dá uma sensação de algo menor e menos importante, porque não temos a perspectiva das pessoas que foram completamente e irreversivelmente afetadas por um desastre. E não estou falando somente da falta d'água como problema. Me chamou a atenção que o nome Companhia Vale do Rio Doce, ou só Vale, a grande responsável por tudo isso, não é citado uma única vez no quadrinho. Além disso, o quadrinho não dá folêgo ao leitor — mas de um jeito ruim —; todos os quadros têm texto, e muito texto. A grade de seis quadros que não varia também dá essa sensação. Infelizmente, esse quadrinho não me sensibilizou como eu achei que teria sido quando o adquiri.
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