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O lado bom da solidão: O prazer de passar um tempo com você mesmo

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Saiba como transformar o estar só em autoconhecimento, liberdade e prazer na própria companhia

Em O lado bom da solidão, Borja Vilaseca — um dos maiores nomes do desenvolvimento pessoal — nos convida a enxergar o estar só de uma forma totalmente não como fracasso ou isolamento, mas como uma oportunidade de cura, reconciliação e crescimento interior.

Vivemos em uma sociedade hiperconectada, onde estar sozinho é quase um tabu. Mas, para Vilaseca, a solidão é uma aliada poderosa. Ao abrir mão da necessidade constante de validação externa, aprendemos a olhar para dentro e a preencher o vazio existencial que tantas vezes tentamos esconder por meio de relações superficiais e distrações.

Com reflexões profundas, histórias inspiradoras e práticas acessíveis para o dia a dia, este livro mostra como cultivar momentos de solitude pode ajudar a curar feridas emocionais, fortalecer a autoestima e resgatar nossa criança interior. Ler um livro, caminhar sozinho, tomar um café em silêncio ou simplesmente desacelerar torna-se, então, um convite para descobrir quem realmente somos — e quem podemos ser.

Prepare-se para uma jornada de autoconhecimento, liberdade emocional e prazer em estar na sua própria companhia. Uma leitura essencial para quem deseja trocar a dependência emocional pela verdadeira liberdade de ser quem é.

161 pages, Kindle Edition

Published September 15, 2025

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Borja Vilaseca

28 books173 followers

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Profile Image for Carla Parreira .
2,143 reviews4 followers
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March 4, 2026
Melhores trechos: "...É uma lei imutável: a proximidade gera cumplicidade, calor e carinho, mas também atrito, o que às vezes fere e machuca. Diante desse dilema, há quem tenda a se dividir em excesso, caindo em um dos dois extremos. De um lado, vemos aqueles que — por não saberem estar sós — se perdem nas outras pessoas, acreditando que precisam e dependem delas para obter amor e se sentir felizes. Nesses casos, suas relações são contaminadas com o vírus do apego insano — mais conhecido como 'dependência emocional' —, gerando inúmeras brigas, discussões e mal-entendidos. E, em muitos casos, acabam mal. Do outro lado estão aqueles que — por não saberem conviver — se perdem em si mesmos, acreditando que não precisam de ninguém nem dependem de nada. É assim que ficam viciados na droga da indiferença, tornando-se ermitões completamente antissociais. E, em muitos casos, terminam ressentidos e amargurados. Sei de tudo isso por experiência própria. Transitei pelos dois extremos em etapas diferentes da minha vida e demorei muitos anos para compreender — e mais alguns para constatar — que a verdade não é branca imaculada nem preta como breu, mas cinza, que tende a percorrer o caminho do meio... Enquanto não se sentir à vontade estando só, nunca saberá se está escolhendo alguém por amor ou por medo da solidão... O grande desafio que este livro propõe é que você conquiste a solitude, aprendendo a estar à vontade em sua própria companhia. Isto é, a saber estar sozinho sem se sentir só. No final das contas, tudo se resume à relação íntima que você mantém (ou não) consigo mesmo. Não há solidão pior do que se sentir só estando acompanhado. A consequência direta de acreditar que solidão e solitude são sinônimos é que estar sozinho é muito malvisto em nossa sociedade. De fato, carrega uma conotação muito negativa. Especialmente na Espanha e na América Latina. Nesses lugares, a imensa maioria das pessoas exalta o coletivo e demoniza a individualidade... Do ponto de vista psicológico, o que está por trás da solidão? O que torna algumas pessoas mais suscetíveis a sofrer com isso do que outras? Há duas causas principais. A primeira é a falta de autoestima. Isso acontece quando você pensa que 'o amor vem de fora', acreditando que a fonte do seu bem-estar vem apenas das suas relações com os outros. É assim que aos poucos você se esquece de si mesmo e negligencia suas próprias necessidades emocionais... Nesse caso, a falta de amor-próprio leva você a querer ser amado. E precisar ser útil, dando todo o poder aos membros do seu meio familiar e social. Por não saber ser uma companhia para si, você depende da companhia de outras pessoas para não sentir a dor da solidão. A principal consequência dessa forma errada de pensar e agir é que você uma hora ou outra acaba se perdendo nas pessoas ao seu redor, estabelecendo vínculos contaminados por apegos doentios e dependência emocional... De repente, começou a se sentir como um ente separado não apenas de sua mãe, mas também de tudo o que percebia com a ajuda de seus próprios sentidos. Foi então que a sensação de solidão, abandono e falta de amor começou a se instalar dentro de você, para o resto da vida... A sensação de separação é um sintoma que revela duas questões muito básicas: o seu grau de desconexão interna com a sua verdadeira essência e o seu nível de ignorância e desconhecimento em relação à sua identidade autêntica. O problema é que se trata de duas experiências incompreensíveis do ponto de vista puramente teórico e racional. Elas só podem ser compreendidas com a própria experiência transpessoal, que está além da mente, da linguagem e — obviamente — do próprio ego... O amor é a nossa gasolina existencial, mas ainda hoje é um recurso muito escasso. Poucas pessoas foram verdadeiramente amadas durante a infância. Pouquíssimas. É por isso que você provavelmente não sabe o que é o amor verdadeiro. Pense bem: como você vai saber amar se não foi amado em nenhum momento do seu desenvolvimento psicológico?... O carinho que seus pais lhe deram não é tão importante, mas sim o carinho que você pensou ter recebido. A verdade é que em muitos momentos você não se sentiu verdadeiramente amado por eles. Muito pelo contrário: em muitas ocasiões você experimentou sentimentos de solidão, rejeição e abandono. É por isso que há uma parte de você que se sente como um 'órfão emocional'. Deve-se notar que, quando criança, você interpretava tudo o que lhe acontecia de uma maneira excessivamente egocêntrica. Consequentemente, você levou para o lado pessoal a atitude e o comportamento de seus pais. No entanto, a incapacidade de seus pais de amar não teve nada a ver com você. Como poderiam amar você se na infância deles também não foram amados pelos pais? Como poderiam amar você se lhes faltava amor-próprio?O fato é que, visto que sua fonte de autoestima tinha pouquíssimo volume, você desenvolveu a crença inconsciente de que não era amado porque era inerentemente defeituoso e indigno de amor... O impulso de se conectar com outro ser humano — pelo canal que for — é um reflexo que ocorre inconsciente e automaticamente. Ao agir dessa forma, você inibe qualquer possibilidade de se sentir sozinho. É uma emoção que você não se permite experimentar nem por um segundo... Embora não seja fácil encontrar a felicidade aí dentro, é impossível encontrá-la em qualquer outro lugar. Sobretudo porque a realização que você deseja vem de dentro, não de fora. Outros podem lhe proporcionar proteção, apoio, cumplicidade, carinho, prazer, entretenimento, recursos, serviços, oportunidade. Mas não podem lhe dar felicidade nem fazê-lo feliz — porque ser feliz é o estado natural do seu ser. Você é feliz quando vive conectado e em harmonia consigo mesmo, com sua verdadeira essência. Sobretudo quando ama. Desmistificar as relações humanas passa inevitavelmente por compreender que mais do que gerar bem-estar, elas potencializam aquilo que carregamos dentro de nós... Ao se reconectar com sua criança interior, você ousa ser e fazer o que seu coração lhe diz e não tanto o que a sociedade espera de você. De repente, você se permite brincar e aproveitar a vida de maneira mais plena. Na verdade, você sente uma alegria imensa simplesmente por estar vivo. É assim que você descobre que gosta mais de estar consigo mesmo do que com qualquer outra pessoa. Essa descoberta o liberta do vício na nicotina social, superando assim a sua sociodependência. Como resultado, você enfim será capaz de estabelecer laços íntimos genuinamente livres e amorosos. Se você é mãe ou pai, passa a amar seus filhos incondicionalmente, evitando cometer os mesmos erros que seus pais cometeram com você. Pensar que sua infância deveria ter sido diferente do que foi não é apenas um absurdo, mas também um erro. Da mesma forma que a flor de lótus não pode crescer sem lama, ao se reconciliar com sua criança interior você toma consciência de que as adversidades e o sofrimento dos seus primeiros anos foram o que permitiram seu crescimento e florescimento como adulto. Tudo se resume à sua capacidade de reinterpretar e reescrever a sua história, aprendendo a separar o joio do trigo. Isso envolve compreender que o que aconteceu é uma coisa — circunstâncias e fatos objetivos — e o que você fez com isso é outra bem diferente. Estar em paz com o seu passado e grato por ele permite que você se sinta confortável e feliz no presente, olhando para o futuro com confiança e otimismo. Nunca é tarde para ter uma infância feliz. O mundo está cheio de pessoas sociodependentes que precisam umas das outras para matar o tédio de uma existência vazia e sem sentido. Elas são tão viciadas em nicotina social que nunca questionam o motivo de sua interação constante com as pessoas, e estão tão desconectadas de si mesmas que não têm alternativa melhor... Chorar de maneira consciente — estar de fato presente enquanto sente a dor — é a melhor terapia que existe para curar sua criança interior. Isto é, curar as feridas e os traumas originados durante a sua infância. É essencial que você enfrente emoções dolorosas do passado, vivenciando-as novamente, com consciência, na idade adulta. Só então você poderá curá-las, integrá-las e transcendê-las. Caso contrário, elas sofrem mutações psicossomáticas, tornando-se atos autodestrutivos e comportamentos prejudiciais que podem levar à doença mental, à depressão ou ao suicídio. O choro é o instrumento que a vida lhe deu para se limpar de todas as toxinas emocionais que acumula. Prepare-se, porque depois de limpar toda a sujeira que entupia os canos, chorar se torna tão natural quanto respirar. Já posso dizer que, dependendo de como foi o relacionamento com seus pais, você talvez acabe enchendo uma piscina olímpica com lágrimas. Na medida em que você purga e purifica sua dor, aos poucos vai recuperando o dom da sensibilidade, de entusiasmar-se com coisas que antes passavam despercebidas ou eram tidas como certas. Não deixe para amanhã, se puder, comece a chorar hoje. Sua saúde emocional vai agradecer. Quando você chora, nunca chora por aquilo que está chorando, mas por todas as coisas pelas quais não chorou no devido tempo... O amor não acaba quando duas pessoas se casam, mas quando deixam de se comportar como namorados. Ao dar um ao outro mais espaço para solidão e liberdade, evita-se atritos e discussões desnecessárias que só ocorrem quando passamos muito tempo juntos. Novamente, o importante é a qualidade e não tanto a quantidade. Se você for honesto consigo mesmo, reconhecerá que às vezes é um pouco cansativo morar junto. Na verdade, há quem procure qualquer desculpa para não estar em casa. O mais comum é passar mais tempo no trabalho a fim de voltar para casa o mais tarde possível. Ou até mesmo arranjar um emprego em outra cidade, para não ter outra escolha senão passar alguns dias por semana fora. É claro que o living apart together não é para todos. Se for uma opção que realmente combina com você, saiba que é preciso muita maturidade para colocá-la em prática. É essencial que ambos no casal estejam comprometidos em cultivar o amor, bem como em respeitar a liberdade um do outro. Também é fundamental que estabeleçam um novo acordo que garanta uma sólida organização logística, econômica e familiar. Mais importante que isso, é que se comuniquem com honestidade e se tornem uma equipe, compartilhando responsabilidades sem ter que fazer tudo juntos o tempo todo. Paradoxalmente, quanto mais espaço vocês derem um ao outro, mais unidos vocês se sentirão..."
Profile Image for Ana Paula Mendes.
2 reviews
December 30, 2025
Amei a abordagem e a linguagem fluida do livro em tempo que traz referências do que está abordando.
A leitura é fluida e os contos são bem legais como introdução dos capítulos.
Profile Image for Ellen Mendonça.
1 review
February 14, 2026
Muito bom. Esse livro é um tratado sobre o caminho para a libertação através da solidão. De maneira humilde e cheia de referências, o autor nos conduz a um passeio guiado pela sua própria jornada. Eu já li muito sobre solidão, mas pela primeira vez consegui entendê-la conceitualmente. Estou pronta para minha própria jornada!
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