Um neurocientista tenta entender como o cérebro dos artistas funciona — com suas tramas, idiossincrasias, vícios e vida emocional.
Mentes Como funciona o cérebro dos artistas, de Mario de la Piedra Walter, é uma investigação fascinante sobre a ligação entre genialidade, criatividade e transtornos mentais. Com uma abordagem interdisciplinar que une neurociência, psicologia, arte e história, o autor analisa as vidas e mentes de grandes figuras como Van Gogh, Frida Kahlo, Dostoiévski, Borges, Virginia Woolf, entre outros. O livro propõe uma reflexão até que ponto o que chamamos de "neurodivergência" influencia a produção artística e intelectual? Através de estudos de caso e evidências científicas, o autor traça um panorama da relação entre cérebro, sofrimento e criação. Além disso, discute temas contemporâneos como o impacto da inteligência artificial na arte e a possibilidade de substituir o "gênio humano" por máquinas.
Mario de la Piedra Walter (Ciudad de México, 1991) estudió Medicina en la Universidad La Salle y un Máster en Neurociencias en la de Bremen (Alemania). Durante su posgrado realizó prácticas de investigación en el centro de Neurorrehabilitación de Burgau en Bavaria, especializado en desórdenes de la consciencia; así como en Klinikum-Bremen-Ost donde publicó trabajos sobre el síndrome de la heminegligencia. Colabora habitualmente con medios especializados, como Mercurio Volante y Nexos, y ha impartido ponencias en congresos, hospitales y universidades en México y Alemania. Desde 2022 trabaja en el área de Neurología el hospital UKB de Berlín.
Buen punto de vista de la genialidad de los autores y artistas, desde una óptica de la ciencia, clasificación, pertenencia y encasillamiento, me gusta la libertad que te da el ser “diferente” y tener ese permiso de explorarte y ver que resultas, los que aquí se mencionan claramente son famosos y gente que aporto a la sociedad y la civilización.
“ Lo que eres no es lo que cuenta, sino lo que ellos creen que eres “
“ Más que enmascarar su comportamiento, tuvo la brillantez y valentía de explotarlo. Incapaz de encajar en el mundo, diseñó el suyo propio. Somos nosotros, inmersos en la cultura de masas, los que vivimos en su universo. “ ( Andy Warhol )
Disfruté mucho de este libro, es una hermosa forma de combinar la divulgación científica con las historias no romantizadas de varios artistas a quienes se les caracteriza erróneamente como “genixs por sus trastornos”. Un libro escrito de manera simple para entender de neurociencias si no estás familiarizado con ellas, y si lo estás, de mirarlas a través del arte. Mi único comentario es que me encantaría una siguiente edición con todos los cuadros que se mencionan, ya que si uno no los conoce tiene que tener a la mano donde buscarlos, porque es realmente hermoso leer las historia de su creación o de sus artistas mientras se mira la pieza. Por último, pienso que despierta un debate y reflexión muy relevantes acerca de dónde viene el arte y hacia dónde va.
O termo psicodélico foi cunhado pelo psiquiatra britânico Humphry Osmond no final dos anos 1950 para descrever efeitos de substância que produzem mudanças na percepção no estado de ânimo e no pensamento sem afetar a memória ou as habilidades cognitivas. Provem do grego psyche (“mente“ ou “alma“) e de delitos “manifesto”) e faço referência, assim como o Nierika, ao que a mente revela ou manifesta.
A mescalina, substância psicoativa do peiote foi identificada por Arthur Haffer em 1897 e sintetizada por Ernest Spa em 1918. A princípio, pensou-se que ela poderia ser usada como modelo para usar estudar a psicose, uma espécie de porta de entrada para as doenças mentais. O Professor de psicologia na Universidade Pensilvânia Samuel Ferber, descreveu em 1923 os efeitos do peiote como um estado em que “o foco de atenção é supranormalmente claro, é possível perceber estímulos acima do seu limiar sensorial e se nota distorção do espaço e do tempo. Página 30
No romance distópico Aldos Huxley Admiravel Mundo Novo (1932), Aldo Huxley , o governo mantém seus cidadãos controlados com uma substância conhecida como soma, que causa uma sensação “eufórica, narcótica e agradavelmente alucinógena” . Inspirado em uma substância psicoativa consumida pelos brâmanes no período vedico da Índia, Huxley incluiu o efeito dos psicodélico sobre o estado de ânimo e, anos depois, se tornaria um dos maiores promotores. página 30
O dia 19 de abril é celebrado como o dia da bicicleta para comemorar esse acontecimento, um marco na cultura nas ciências.e é fruto do médico que acidentalmente se intoxicou enquanto manipulava uma substância que tinha sintetizado cinco anos antes em seu laboratório na Basileia com a esperança de obter um estimulante Cardio respiratório. Ao chegar em casa foi invadido por uma sensação prazerosa e quase onírica, que parecia estimular sua imaginação. Três dias depois desses decidiu ingerir a substância para estabelecer experimentalmente a dose efetiva. Quando voltava para casa de bicicleta começou a sentir que, embora, pedalasse pedalasse o tempo parecia permanecer imóvel já em casa percebeu cores e jogos de forma sem precedentes que persistiam atrás dos meus olhos fechados. Imagens caleidoscópicas e fantásticas avançavam sobre mim alternando-se, entrelaçando-se, abrindo-se e fechando-se em círculos e espirais, explodindo em fontes de cores, reorganizando-se e se híbridos em um fluxo constante.página 31
Em 1953 Aldos Huxley publicou o famoso ensaio “as portas da percepção“, baseado em suas experiências com a mescalina. O título faz referência a um livro do poeta mítico William Blake. O Casamento do céu e do inferno (1790), que a alude em um de seus versos, a concepção platônica da realidade a qual só temos acesso parcial por meio das sombras de nossa caverna. Para Huxley, a realidade era limitada pelos filtros da experiência consciente, que impedia a passagem de imagens e impressões difíceis de serem processadas. Os psicodélicos eram uma porta de entrada para essas experiências, uma forma de libertar a mente dos filtros da consciência. Sua influência foi tão grande que a substâncias psicodélicas se tornaram um emblema dos movimentos contra culturais. A música e a arte foram tão influenciadas que o cantor norte-americano Tim Morris nomeou sua mística banda de rock The Doors em homenagem ao ensaio de Huxley. Página 31
Em seu discurso de aceitação do prêmio Nobel em 2010, Mario Vargas Llosa fez um elogio comovente a ficção e, especial, a literatura. As primeiras linhas condensam de forma memorável o valor — muitas vezes subestimado — da leitura: “Aprendi a ler aos cinco anos, na aula de irmão Justiniano,. é a coisa mais importante que me aconteceu na vida” . página 43
De todas as manifestações artísticas, talvez a literatura seja a que mais nos aproxima como indivíduos. O livro, em si, é um objeto inanimado — um conjunto de matéria orgânica que repousa silencioso sobre uma estante —, mas, ao abri-lo, aquele rio de tinta e símbolos estranhos se organiza e parece ganhar vida. Só quando nos debruçamos sobre seu interior é que objeto nos fala o livro, como eu diria Borges, nada mais é do que “uma extensão da memória e da imaginação“. Ou nas palavras do físico Carl Sagan, é Um objeto plano, feito de uma árvore, com partes flexíveis nas quais estão impressos montes de garatujas curiosas. Mas, quando se começa a ler,, entra-se na mente de outra pessoa — talvez alguém que tenha morrido há milhares de anos. Através do tempo, o autor fala clara e silenciosamente, dirigindo-se a nós e entrando em nossa mente.a escrita é talvez, a maior das invenções humanas.une pessoas que não se conhecem.personagens de livros de épocas distantes romper a cadeia do tempo. Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer a magia funcionar. Página 44 Ler não só nos permite viajar por mundos diferentes; em sua existência, nos possibilita também experimentar outras vidas — e isso não é uma metáfora. Tudo indica que a ficção, mais do que um simples entretenimento, é uma ferramenta evolutiva de sobrevivência: tão útil quanto entalhar um achado ou fabricar um anzol, ela nos ajuda a interpretar o comportamento alheio e, mais fundamental ainda, a compreender a nós mesmos.página 44
Em 1992 um grupo de de neci liderado por giácomo Rizzolatti estudava — por meio de eletrodos inseridos no cérebro — a atividade elétrica dos neurônios de macacos ao realizarem movimentos com as mãos. Já haviam identificado a resposta de neurônios específicos a ações como pegar um amendoim. Mas, como ocorrem muitas grandes descobertas científicas — isto é, por acaso —, durante uma pausa para o almoço, perceber o disparos de atividade neural quase idêntica aos obtidos durante as tarefas anteriores. No entanto, para surpresa dos pesquisadores os macacos não tinham feito nenhum movimento.ou seja, os mesmos neurônios que ativavam quando o macaco estendia a mão para pegar comida também disparavam quando ele via os pesquisadores pegarem seu almoço. Independentemente de quem executasse o gesto, o neurônio disparava diante do mesmo movimento. Tinham descoberto um novo tipo de neurônio: a frase os neurônios-espelho. página 45
Segundo o o Neuroscientist rama, a descoberta dos neurônios espelho poderia representar para psicologia o que o DNA representa para biologia: o marco teórico unificado para explicar muitas das atividades mentais que não podem ser estudadas experimentalmente, em especial as duas que mais define o ser humano: a empatia e a linguagem página 46 Descreve o aprendizado de um bebê para o aperfeiçoamento de suas habilidades motoras ou seja ele presta muita atenção nas caretas de quem chama atenção dele. E essas expressões passo com o tempo, a ter um significado para ele, que começa a reconhecer nelas diferentes estados de ânimo: alegria, raiva, tristeza e etc. de forma mais clara: se haver alguém sorrir, em meu cérebro se ativo os mesmos neurônios que quando eu mesmo sorrio, mais do que o gesto, é a emoção dessa pessoa que se produz em mim.é assim que nos enxergamos nos outros, que sentimos suas alegrias e suas dores, que choramos assistindo um filme, que ficamos arrepiados a ver um atleta cruzar a linha de chegada, que sentimos um nó na garganta observar alguém que perdeu um ente querido.ser simpático é sentir o páthos ( sofrimento) do outro. Página 46 Uma vez que temos essas duas habilidades — ler as intenções do outro e imitar suas vocalizações estamos no caminho da evolução da linguagem. Dessa forma, habilidades humanas que por muito tempo foram vistas como dons divinos se revelam meros fenômenos biológicos que, embora complexos, não são insondáveis. Aainda não conseguimos quantificar as atividades mentais, mas os neurônios-espelho nos oferece um marco teórico para estudá-las. Página 47 ———
La fragmentariedad se ve trastocada en esta apasionante lectura. En "Mentes geniales", el autor unifica dos campos aparentemente opuestos: el arte y la biología. De esta manera, Mario de la Piedra busca la estética en la complejidad de la máquina humana, invitando al lector a maravillarse con curiosidad ante el arte de la ciencia y la ciencia del arte. El autor va más allá de lo predecible en obras de neurociencia —donde lo común es limitarse a hablar sobre sinapsis y neuronas— y logra vincular estos procesos con las historias y obras de figuras como Borges, Van Gogh, Frida Kahlo y Kandinsky. Además, analiza como las condiciones mentales (la epilepsia, la depresión o la sinestesia) influyeron en la creación de estos genios, pero sin reducir el arte a un simple diagnóstico médico. Asimismo, toca un tema actual que invita a la reflexión: la Inteligencia Artificial. De la Piedra sostiene que la IA no reemplazará al artista, sino que lo obligará a explorar aquello que solo lo humano puede expresar. Aunque su prosa por momentos roza lo poético, se trata de una obra de divulgación científica accesible para todo público, que no requiere ser un experto en medicina o crítica de arte para ser disfrutada.
Ah, qué bien me la pasé leyendo este libro que a través de la mente de ciertos artistas como Frida Kahlo, Dostoyevski, Andy Warhol, Virgina Woolf etc... la neurociencia entra y nos explica algunas de las condiciones mentales y físicas de ellos y cómo de manera científica está comprobado que esas dolencias estaban reflejadas en sus obras.
Interesantísimo porque hablamos de ciencia no se supuestos.
Tenía un poco de miedo de que fuera complicado por los temas de neurociencias pero para nada! Muy ligero. ¡Me lo comí en unos días ! Es increíble todo lo que una persona puede saber de tantos temas.
Extraordinaria lectura, aprecio mucho al autor la manera de combinar la ciencia con el arte de una forma tan fluida en temas que al público en general se nos complica entender. Excelente descripción de algunas funciones cerebrales y las implicaciones en el desarrollo de ciertos trastornos que afectan a ciertos individuos de una forma extraordinaria