Como a Alemanha se nazificou? Como trabalhadores, acadêmicos, mulheres, políticos, todo tipo de cidadão acatou as ideias absurdas de superioridade racial e de dominação, que estavam explícitas nos discursos nazistas e, desde logo, foram colocadas em prática? Este livro apresenta a resposta a esta indagação, revelando um surpreendente povo de Hitler mostrando-se ativo e passivo, aceitando e até se beneficiando com as loucuras sociais e individuais vindas dos líderes. O “fenômeno” da nazificação torna se, para o leitor, finalmente compreensível. Intelectuais, professores, estudantes, políticos e diplomatas terão, agora, uma obra importante nas estantes, nas mesas de trabalho e na cabeça de cada um. Verdades reveladas com clareza, cuidado e responsabilidade, como o público brasileiro precisa e merece.
Me interessei pelo tema e fiquei feliz que tinha disponível o trabalho de um historiador brasileiro sobre o tema. Entretanto, me incomodou o uso da Hannah Arendt o flerte com a teoria do totalitarismo (fruto da guerra fria). Apesar disso, aproveitei o que foi possível do livro, alguns dados e análises, apesar do autor focar muito na propaganda e educação, eu não acho que isso explica tudo, havia agência da sociedade e interesse. Enfim, o livro funciona como introdução a esse debate, é necessário expandir com outras leituras que infelizmente não estão disponíveis em português.