"E o maior pedido de perdão que fazemos nesta vida é a nós próprios."
"Afinal, que diferença faz morrer de velhice, de sida, de glioblastoma ou de enfisema pulmonar? A morte é o que é, definitiva. Tem o condão de, ocasionalmente, chegar antes do tempo, ainda em vida do morto que por ela esperava."
"...aquele amor quase fraternal que algumas amizades assumem."
"No fim de contas, isso é que importa, certo?
O quê?
Aquilo que se sente."
"Os nossos filhos são sempre miúdos..."
"A raiva é uma emoção domesticável. A culpa, por outro lado, não é uma emoção, é um lastro inapagável."
"...quando se ama alguém, essa pessoa não tem peso."
"Somos assim, criaturas de apego; erramos porque não temos outra maneira de aprender. E, às vezes, erramos apenas pelo prazer de errar. Amar o erro é adorar secretamente a nossa imperfeição. E esse é o gesto mais difícil."
"...amor é o compromisso que dois amantes assumem depois da paixão."
"...que ter aquilo que muito queremos é também abrir a porta para o perdermos."
"E talvez não exista culpa pior do que aquela que nasce do esquecimento."
"Queremos a experiência, seja ela qual for. E disso que é feita a vida, certo? A experiência da paixão, da amizade, do amor, mas também da dor, da violência e da destruição."
"Os segredos fazem isto, corroem-nos, e à relação que temos com os outros, Os segredos são o cancro da alma. E mantemo-los porque achamos que, sem eles, deixaríamos de ser nós próprios, abriríamos a porta a uma qualquer espécie de catástrofe do nosso eu. Somos tão ingénuos."