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Fantasmas

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Daniel Munduruku, vencedor do Prêmio Jabuti, estreia na Editora Record com um romance potente sobre memória, justiça e ancestralidade.

A pedido de seu advogado de defesa, um indígena aprisionado conta suas memórias. É assim que conhecemos o episódio traumático em que homens brancos, denominados por ele como “fantasmas”, dizimaram seu povo. Movido pela dor, confessa seu o assassinato dos responsáveis pelo fim do seu povo. No entanto, sem provas de seu testemunho, cabe ao advogado Salomão, um homem negro, lutar por sua liberdade – e assim nasce uma amizade inesperada, movida por uma busca não calar o passado.

A novidade do romance de Munduruku está em contar a história de um massacre indígena e o movimento, por vezes violento, de vingança, do ponto de vista dos indígenas. Na trama, é a aliança entre minorias que conta a história, fazendo deste livro uma espécie de ponto de virada no nosso modo de ver a literatura. É a construção de uma nova lei, de uma nova justiça, e, quando a verdade finalmente vem à tona, o destino desses personagens marcantes é conduzido a um final que transcende o que pode ser explicado.

“Ao longo de mais de sessenta obras, Daniel Munduruku escreve para produzir manifestos, pensando no futuro sem se esquecer daquilo que permanece desde seus ancestrais, apesar do colonialismo que subsiste como força de destruição e apagamento.” ­— Maria da Conceição de Almeida para a orelha de Fantasmas.

“Este romance toca em muitos pontos sensíveis e profundos. É muito interessante acompanhar as reflexões de um jovem negro advogado e de um jovem indígena aprisionado não só em uma cela, mas também nas memórias do massacre de seu povo.” ­— Maria Luiza Jorge para a quarta capa de Fantasmas.

117 pages, Kindle Edition

First published October 20, 2025

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About the author

Daniel Munduruku

69 books56 followers
Escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia.
Doutor em Educação pela USP.
É pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar.
Diretor presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais.
Autor de 52 livros para crianças, jovens e educadores é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura.
Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena.
Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
Em 2017 foi contemplado com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil.
Ganhador do Prêmio da Fundação Bunge pelo conjunto de sua obra e atuação cultural, em 2018.
Reside em Lorena, interior de SP.

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Profile Image for Diana Passy.
145 reviews318 followers
Read
December 24, 2025
“Por que quero me vingar? Porque mataram toda a minha família. Porque estou sozinho no mundo. Porque não posso mais dar continuidade para meu povo. Porque sou o último que restou de uma grande família que era feliz e foi dizimada. Esperar pela justiça? Qual justiça? Fantasmas só olham para si mesmos.
Vocês fingem que existe uma justiça para fazer com que as pessoas não se rebelem contra o sistema que vocês criaram. (…) Dentro de mim a única voz que grita alto é da vingança. Sei que o doutor vai pensar que vingança é coisa ruim. Talvez no vocabulário de vocês seja. Vocês acreditam que o mundo é povoado por gente boa e gente ruim e que todo mundo deve ser bom, querer o bem dos outros e viver uma vida serena e calma. Lamento, não é assim que as coisas são de fato. A dor que mora dentro de quem sofre uma injustiça sobrevive para sempre. Na cidade dos fantasmas dizem que a justiça é a única forma de fazer parar a dor. Mas nem sempre a justiça é justa. E, quando a justiça não é justa, sobra apenas a vingança. No seu mundo, as pessoas aprendem a superar a raiva porque a elas é prometida uma justiça divina. O deus que seu mundo cultua é menos guerreiro que no meu.”
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