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Em busca de sentido

Em nova tradução, esta edição para jovens leitores traz na íntegra o relato biográfico de Viktor Frankl sobre o Holocausto, seguido de um resumo dos principais conceitos da logoterapia, dois discursos inéditos e uma carta do autor, além de um glossário e uma cronologia da vida de Frankl e do Holocausto. Conta ainda com prefácios de Victor Sales Pinheiro e John Boyne e um epílogo de William J. Winslade. Os materiais suplementares dão ainda mais vida à inesquecível e impactante história do autor, tanto em termos de conteúdo quanto de contexto histórico, enriquecendo assim uma obra clássica que nos ensina a viver, nos liberta do derrotismo moral e nos convoca a uma existência mais responsável.

177 pages, Kindle Edition

Published September 3, 2025

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About the author

Viktor E. Frankl

212 books8,645 followers
Viktor Emil Frankl was an Austrian neurologist, psychologist, philosopher, and Holocaust survivor, who founded logotherapy, a school of psychotherapy that describes a search for a life's meaning as the central human motivational force. Logotherapy is part of existential and humanistic psychology theories.
Logotherapy was promoted as the third school of Viennese Psychotherapy, after those established by Sigmund Freud and Alfred Adler.
Frankl published 39 books. The autobiographical Man's Search for Meaning, a best-selling book, is based on his experiences in various Nazi concentration camps.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Rafael Silva Araujo.
5 reviews1 follower
March 19, 2026
Apesar da cosmovisão judaica do autor, que não enxerga a esperança e o sentido da vida como Cristo Jesus (ele é existencialista, mas não ateu), achei o livro proveitoso pois mostra que mesmo em meio a sofrimentos profundos, como o que ele e seus irmãos passaram no campo de concentração, o sentido da vida está fora de nós e a esperança só acaba quando a vida acaba.

A espera por um amor, uma pessoa ou o desejo de realizar uma obra, tudo isso nos dá mais força para viver. O livro trata da nossa responsabilidade de enxergar o que a vida pede de nós mesmo em meio a dor. Como cristão de linha calvinista, sei que o sentido da minha vida perpassa o Evangelho e sei que qualquer realização pessoal ou serviço ao próximo tem como fim a glória de Deus. Deus esse que é amor.
39 reviews
September 21, 2026
Livro curto, fácil de ler, em que pese a história absolutamente traumática. O autor fala do seu tempo nos campos de concentração nazistas e como isso influenciou sua percepção do que é necessário para que superemos as adversidades. Eu terminei o livro muito inspirado. Diria que durou umas 24 horas, depois voltei ao meu padrão, mas não deixa de ser um bom livro.

Acho que nunca sublinhei tantos trechos em algo que li depois da universidade. Abaixo, os meus favoritos.

"Um pensamento se apossava de mim: pela primeira vez na vida, percebi a verdade proclamada em canções por tantos poetas, considerada como a suprema sabedoria por tantos pensadores: a verdade de que o amor é o supremo e mais elevado objetivo a que o homem pode aspirar. Foi então que entendi o sentido do maior segredo que a poesia, a razão e a fé têm para nos revelar: a salvação do homem se dá pelo amor e no amor. Compreendi que um homem, a quem mais nada resta neste mundo, ainda pode experimentar a felicidade, mesmo que por um breve momento, ao contemplar aqueles que ama. Na situação de extrema desolação, em que não há espaço para nenhum esforço humano e em que a única realização possível talvez seja suportar corretamente o sofrimento - ou seja, com honradez -, um homem consegue se realizar pela contemplação amorosa que traz do ente querido."

"Mais importante ainda: será que as reações dos prisioneiros diante da realidade específica do campo de concentração provam que o homem não pode escapar das influências do seu entorno? Será que o homem não tem escolha de ação frente a essas circunstâncias?

Podemos responder a essas perguntas com base tanto na experiência quanto no princípio. As experiências de vida no campo indicam que o homem te, de fato, uma escolha de ação. Houve exemplos suficientes, muitas vezes heroicos, para comprovar que a apatia podia ser superada e a irritabilidade, eliminada. O homem pode preservar um vestígio de liberdade espiritual, de independência mental, mesmo nessas condições terríveis de estresse físico e psíquico. Nós, que já estivemos em campos de concentração, podemos lembrar os homens que passavam pelos barracões para confortar os outros, dando-lhes o pedaço de pão que lhes restava. Podem ter sido poucos, mas eles são prova suficiente de que tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas, ou seja, a de escolher nossa atitude diante de qualquer circunstância, de escolher nosso próprio caminho."

"Aqueles que sabem como é íntima a ligação entre o estado mental de uma pessoa (sua coragem e esperança, ou a falta delas) e a imunidade de seu corpo compreendem que uma repentina perda de esperança e coragem pode ter um efeito mortal. A verdadeira causa da morte do meu amigo foi o fato de que a libertação esperada não chegara, o que o deixou profundamente decepcionado, o que de repente baixou sua resistência física contra a infecção de tifo que estava latente. Sua fé no futuro e a sua vontade de viver haviam morrido e o corpo sucumbiu à doença, dando razão à voz do sonho afinal."

"O que realmente deveríamos fazer era realizar uma mudança fundamental em nossa atitude em relação à vida. Nós mesmos tivemos de aprender e, além disso, ensinar aos desesperados que, na verdade, não importava o que esperávamos da vida, mas o que a vida esperava de nós. Tínhamos de parar de perguntar qual é o sentido da vida e reconhecer que é a vida que nos está perguntando isso, todos os dias e todas as horas. Nossa resposta deve consistir menos em conversas e reflexões, e mais na ação correta e na conduta correta. Viver, em última análise, significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para seus problemas e cumprir as tarefas que a vida constantemente apresenta a cada indivíduo.

Essas tarefas e, portanto, o sentido da vida, diferem de pessoa para pessoa e de momento para momento. Assim, é impossível definir o sentido da vida de modo geral. Perguntas sobre o sentido da vida nunca são respondidas com afirmativas definitivas. A "vida" não é algo vago, mas muito real e concreto, assim como as tarefas da vida são igualmente reais e concretas. Elas formam o destino do homem, que é diferente e único para cada indivíduo."

"Essa singularidade e particularidade, que distingue cada indivíduo e dá sentido à sua existência, exerce influência tanto sobre o trabalho criativo quanto sobre o amor humano. Quando se compreende a impossibilidade de substituirmos uma pessoa, a responsabilidade de um homem em relação à sua existência e continuidade floresce em toda a sua grandeza. Aquele que se conscientiza de sua responsabilidade em relação a um ser humano afetivamente ligado a ele e que aguarda o seu retorno, ou em relação a um trabalho inacabado, jamais conseguirá jogar fora sua vida. Ele conhece o 'porquê' de sua existência, e terá condições de suportar quase qualquer 'como'."

"Durante essa fase psicológica, foi possível observar que os indivíduos de natureza mais primitiva não saíram ilesos da brutalidade que os cercara no campo de concentração. Uma vez livres, parecia-lhes normal usar sua liberdade de modo desregrado e cruel. A única diferença é que, agora, eles é que eram os opressores e não os oprimidos, os instigadores, e não o alvo, de deliberada transgressão e injustiça, justificando seu comportamento pelas terríveis situações vividas."

"Só muito lentamente esses homens foram trazidos de volta à verdade comum de que não temos o direito de fazer o que é errado, mesmo que o errado nos tenha acometido. Tínhamos de conduzi-los novamente a essa verdade a qualquer custo, ou as consequências seriam muito mais graves do que alguns poucos hectares de aveia pisoteados. Ainda consigo vislumbrar um prisioneiro que, arregaçando as mangas da camisa e botando a mão direita bem debaixo do meu nariz, bradou 'Que esta mão seja cortada se eu não a manchar de sangue no dia em que chegar em casa!'. Devo observar que o homem que disse essas palavras não era um mau sujeito. Tinha sido o melhor dos companheiros no campo, e depois fora dele. Além da distorção moral resultante do relaxamento repentino da pressão mental, havia duas outras experiências fundamentais que ameaçavam prejudicar o caráter prisioneiro posto em liberdade: a amargura e a desilusão quando retomava sua vida anterior".

"De acordo com a logoterapia, esse esforço para encontrar um sentido na vida é a nossa principal força motivacional."

"O vazio existencial se manifesta principalmente no estado de tédio. (...) o crescente processo de automação provavelmente levará a um aumento nas horas de lazer disponíveis para o trabalhador comum. É triste que muitos deles não saberão o que fazer com todo o seu tempo livre recém-adquirido."

"(...) a saúde mental se baseia num certo grau de tensão: a tensão entre o que já se alcançou e o que ainda se deve realizar, ou a lacuna entre o que se é e o que se deve ser. (...) Na verdade, o homem precisa não de um estado sem tensões. mas de luta: a luta por um objetivo que valha a pena, uma causa escolhida livremente."

"Ao declarar que o homem é responsável e deve realizar o sentido potencial de sua vida, desejo enfatizar que o verdadeiro sentido da vida deve ser descoberto no mundo, não no homem ou mesmo em sua psique, como se fosse um sistema fechado. Chamei essa característica constitutiva de 'auto-transcendência da existência humana', querendo dizer que o ser humano sempre se dirige a algo ou alguém para além de si mesmo, seja um sentido a ser realizado, seja outro ser humano. Quanto mais o indivíduo se esquecer de si mesmo, entregando-se a uma causa para servir, ou a alguém para amar, mais humano e realizado ele será."

"Quando não somos mais capazes de mudar uma situação (...), somos desafiados a mudar nós mesmos."

"Da mesma forma, todo ser humano tem a liberdade de mudar a qualquer momento. (...) O homem é capaz de mudar o mundo para melhor, se possível, e de mudar a si mesmo para melhor, se necessário".
Profile Image for Francisco  Pires.
6 reviews
August 3, 2026
O livro é, sem dúvida, uma obra impressionante sobre a resiliência humana e a forma como Frankl descreve a vida nos campos de concentração é de uma clareza que impacta profundamente. A ideia de que podemos escolher nossa atitude diante do sofrimento é poderosa e fica com o leitor.

No entanto, não consegui conectar plenamente o livro com minha vida. O sofrimento descrito por Frankl é de uma escala tão extrema que parece distante demais para ser aplicado às dores mais silenciosas e internas que carregamos. Ele fala sobre encontrar sentido em meio ao caos, mas não sobre como lidar com a culpa, o apego ou a sensação de estar descolado da própria vida.

É um livro importante e que merece ser lido, mas talvez não seja o mais adequado para quem está tentando encontrar sentido em meio a dores cotidianas. Frankl oferece uma visão ampla e profunda sobre o sofrimento humano, e os limites éticos e morais das pessoas, que faz com que a escala da dor que ele descreve seja tão extrema que é difícil traçar um paralelo com as lutas mais comuns da vida. Ainda assim, fica como um lembrete poderoso de que, mesmo nos piores cenários, ainda há espaço para escolha.
Profile Image for Pr-Ricardo Castro Ibve.
15 reviews
February 20, 2026
Em 2021 tive uma severa crise de ansiedade. a minha psicóloga que é adepta da logoterapia me indicou os escritos de Victor Frankl. porém, só agora li por completo esta obra e estou maravilhado. a história de vida desse homem é impressionante e comovente, mas também é inspiradora. e o fato de como ele encarar a vida nos aponta o caminho de como encontrar realmente o sentido para viver.
2 reviews
June 27, 2026
Um livro transformador, bom para ler uma vez por ano, para edificar-nos e não esquecer!
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