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A justa desproporção
Um dos grandes cultores da língua portuguesa, Daniel Jonas estreia-se na prosa com uma «quase-ficção». Encontramos aqui uma peculiar forma de pensar o mundo e a linguagem, figuras com quem já nos cruzámos, obsessões comuns. Misturando biobiologia e astrologia, fala-se de Dante e Rui Reininho como de Camões e Teena Marie, viaja-se de Paris a Massamá ao cemitério, discorre-se sobre conselhos vínicos ou champignons.
A justa desproporção atravessa o cinema, a música e a literatura, e faz paragens em Shakespeare, Dylan, Beckett, Buñuel, Truffaut: todos lhe servem para partilhar intuições sobre descobertas contraceptivas, os programas da tarde na televisão e certas expressões de despedida. Entre a tudologia, a hipocondria e as saudades de sítios aonde nunca fomos, há lugar para os grandes temas — amizade, morte, humor — e para se reflectir sobre a inesperada relação de causalidade entre fins trágicos e más interpretações.
A justa desproporção atravessa o cinema, a música e a literatura, e faz paragens em Shakespeare, Dylan, Beckett, Buñuel, Truffaut: todos lhe servem para partilhar intuições sobre descobertas contraceptivas, os programas da tarde na televisão e certas expressões de despedida. Entre a tudologia, a hipocondria e as saudades de sítios aonde nunca fomos, há lugar para os grandes temas — amizade, morte, humor — e para se reflectir sobre a inesperada relação de causalidade entre fins trágicos e más interpretações.
272 pages, Paperback
First published September 22, 2025
About the author
Daniel Jonas
46 books23 followersDaniel Jonas nasceu no Porto, em 1973. É Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa com uma dissertação sobre o poeta inglês John Milton, de que resultou a tradução de Paraíso Perdido (Cotovia, 2006).
Além da escrita para teatro, em que se estreou com Nenhures (Cotovia, 2008), publicou seis livros de poemas, entre os quais Nó (Assírio & Alvim, 2014) - vencendo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes (2015) - e, mais recentemente, Bisonte (Assírio & Alvim, 2016).
Dedica-se também à tradução, tendo vertido para português textos de Waugh, Huysmans, Pirandello, Auden, Shakespeare e Lowry, entre outros.
Além da escrita para teatro, em que se estreou com Nenhures (Cotovia, 2008), publicou seis livros de poemas, entre os quais Nó (Assírio & Alvim, 2014) - vencendo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes (2015) - e, mais recentemente, Bisonte (Assírio & Alvim, 2016).
Dedica-se também à tradução, tendo vertido para português textos de Waugh, Huysmans, Pirandello, Auden, Shakespeare e Lowry, entre outros.
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Community Reviews
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
January 18, 2026
Ler prosa escrita por um poeta é como ler um cardápio naquele jantar com aquele tio que paga
January 23, 2026
3,5.
Embora a maioria dos textos sejam pensamentos sem particular interesse, alguns são excelentes. Percebe-se a inteligência e talento do autor. Pelo que leio sobre ele, admito que a poesia seja o terreno em que mais brilha. Possivelmente apenas uma primeira experiência em prosa, que será aprimorada em futuras obras.
Embora a maioria dos textos sejam pensamentos sem particular interesse, alguns são excelentes. Percebe-se a inteligência e talento do autor. Pelo que leio sobre ele, admito que a poesia seja o terreno em que mais brilha. Possivelmente apenas uma primeira experiência em prosa, que será aprimorada em futuras obras.
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