Do mesmo autor de Mitologia dos orixás, este livro apresenta e interpreta mitos de origem iorubá a partir de dezoito orixás, iluminando suas forças, dilemas e vínculos profundos com a subjetividade humana. O resultado é uma obra que combina ensaio literário e reflexão sociológica, capaz de instigar e emocionar quem acredita e quem não.
"Este livro foi escrito para quem crê e para quem não crê." Assim começa este Orixá Os deuses que habitam em nós, com uma frase que não apenas apresenta a obra mais recente de Reginaldo Prandi, mas também demarca as duas faces do a de pesquisador e especialista incontornável em religiões afro-brasileiras e a de antigo e respeitado membro do candomblé.
Nestas páginas, Prandi se vale de seus conhecimentos teóricos e práticos — reunidos a partir de décadas de convivência do autor com os terreiros afro-brasileiros e orientados pelo rigor acadêmico — para construir uma leitura contemporânea dos mitos dos orixás.
Longe de propor uma doutrina ou uma introdução religiosa, Orixás oferece um mergulho na dimensão simbólica dos deuses iorubás como metáforas vivas da alma humana e das forças da natureza, criadas por um autor que anda no fio da navalha. A obra se destina ao leitor leigo e ao iniciado, ao curioso e ao estudioso — a todos que buscam compreender o que esses deuses e deusas ancestrais ainda têm a nos dizer sobre quem somos.
Doutor (1976) e livre-docente (1989) em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), é professor titular desde 1993 do Departamento de Sociologia da mesma universidade.
Tendo completado o ensino médio no Instituto de Educação "Monsenhor Gonçalves" em São José do Rio Preto, mudou-se em 1964 de Potirendaba para a cidade de São Paulo, iniciando o curso de medicina veterinária na USP, curso que abandonou ao completar o bacharelado em ciências sociais na Fundação Santo André em 1970. Iniciou, no ano seguinte, os estudos de pós-graduação em sociologia na USP (mestrado e doutorado).
Foi pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) desde sua fundação em 1969 até 1987 e professor da PUC-SP de 1972 até 1976. Em 1976 foi aprovado em concurso público para trabalhar como professor da USP, na Área de Sociologia do Departamento de Ciências Sociais, atual Departamento de Sociologia. Aposentou-se em 2005, continuando o trabalho docente como professor colaborador e desde 2012 como professor sênior do mesmo departamento.
Em 1983 fez parte do grupo que fundou o Datafolha, instituto de pesquisa do jornal Folha de S. Paulo, tendo criado a metodologia usada até o presente pelo instituto.
Participou do Comitê de Ciências Sociais do CNPq (1997-2000), coordenou o Comitê de Sociologia da Capes (2001-2004) e foi membro do Comitê Acadêmico da Anpocs (1992-1996). É pesquisador do CNPq desde 1975, enquadrado no nível 1A a partir de 1996 e pesquisador Sênior desde março de 2020.
Trabalha na área de sociologia, com ênfase em sociologia da religião, atuando principalmente nos seguintes temas: religiões afro-brasileiras (candomblé e umbanda), catolicismo, espiritismo e pentecostalismo. Além de artigos e capítulos, é autor de mais de 30 livros, incluindo obras de sociologia, mitologia e ficção, gênero a que vem se dedicando desde 2003.
Recebeu em 2018 o título de Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
lindíssimo! chorei em vários momentos de tanto que as histórias me tocaram e se conectaram comigo. não é um livro para ler de uma vez; os capítulos são densos de informação e precisei de um tempinho pra digerir cada um deles. li em uma viagem rodeada de natureza, então foi uma experiência muito muito especial.