"A história é tão absurda quanto plausí cento e onze meninas menores de idade são levadas a julgamento pelo assassinato brutal de um homem comum. Elas nada dizem. Não se defendem. Não imploram. Apenas permanecem — presentes, caladas, incômodas. E, nesse silêncio coletivo, a autora constrói o mais eloquente dos gritos.
S. Ganeff não espera autorização para narrar o que precisa ser dito, sua inquietação ultrapassa os limites da dogmática jurídica. Sua ficção desafia os limites da verossimilhança e denuncia com elegância a teatralização do Judiciário, a negligência institucional e a violência silenciosa sofrida por quem nunca teve voz.
Cada página de Entrelinhas provoca, cada silêncio acusa, cada detalhe escancara a falência dos sistemas que juramos justos. É um livro que não se lê — se enfrenta. Uma obra que exige do leitor coragem para ocupar o lugar do júri, não apenas como espectador, mas como parte viva do julgamento. Ao fim da leitura, talvez você não saiba de que lado ficar — mas certamente não sairá ileso.
S. Ganeff nasceu na cidade de São Paulo, mas não sei se ainda está por lá. Já fez natação, ballet, sapateado, capoeira, Kumon e Cultura Inglesa. Já tentou carreira de hostess, gênio da matemática, atriz e estudante exemplar; além de já ter participado de diversos congressos sobre asma. Contudo, por conta de suas habilidades cognitivas escassas e falta de coordenação motora, não foi possível a desenvoltura de tais atividades. Mas agora, com você lendo este livro e repercutindo suas palavras divinas, S. Ganeff pode finalmente descobrir seu propósito.
Fiquei empolgada com o formato, com a criatividade, inovação…acho muito interessante quando autores se permitem usar mais do que só palavras!
Mas a empolgação foi ficando cansada, era muita firula, muita volta pra falar da mesma coisa, tudo muito óbvio com pouco espaço de interpretação e muuuuita forçação pra ser poético.
Eram frases bonitas, claro! Mas pra que um livro só de frase de efeito com vocabulário de música da anavitoria?
a temática é muito interessante e chama atenção pra um assunto importantíssimo, mas foi difícil seguir a leitura até o final. muitas coisas estão nas entrelinhas, mas em vários momentos o texto dá muitas várias voltar pra dizer a mesma coisa, é recheado de detalhes que não acrescentam tanto à história e muito repetitivo, se tornando cansativo
A temática é muito importante, a estrutura muito criativa (apesar de que li o livro digital, então perdi esse fator) e de fato a história é muito empolgante e desperta curiosidade.
Mas desde o início, das notas da autora, me incomodou a escrita... as dezenas de "meu caro leitor" e o texto cheio de firulas para dizer coisas simples que acabavam se perdendo em meio a tantas palavras bonitas me deixou extremamente irritada, o que é pior, porque eu também estava extremamente curiosa.
A dor daquelas meninas é tão real que muitas vezes me emocionei.
fiquei um pouco triste que eu peguei o livro pelo kindle unlimited mas ele não veio com a escrita "original", com as duas partes "juntas" como no livro físico :/
mesmo assim, apesar de querer que algumas coisas fossem um pouco mais desenvolvidas (principalmente sobre as meninas), achei um livro incrível no que ele se propõe a fazer e tem uma escrita que me pegou muito, além de fugir um pouco do que a gente enxerga como a norma na literatura. acho que uma parte minha esperava algo um pouquinho diferente, mas!! também não esperava esse final
Li o livro pelo Kindle e isso com certeza matou a melhor parte da experiência… pelo que vi em outras avaliações e pelo que é descrito no prefácio, a melhor parte da leitura, e o que torna o livro tão diferente, vem da diagramação em entrelinhas que só existe na versão física. Gostei muito da história e das personagens, mas a leitura tradicional do formato digital acaba ficando mais repetitiva e engessada, comprometendo o objetivo inicial e a intenção original da autora.
O livro entrelinhas, me cativou bastante no começo e me manteve entretida na leitura. O assunto retratado é muito importante e sensível e foi retratado com muita seriedade e clareza, trazendo as histórias das personagens de forma surpreendente. Senti que o final poderia ser um pouco mais desenvolvido.
Acho que o livro abordou o tópico dos muitos abusos que meninas sofrem de maneira delicada e com muita empatia, mas a escrita não me agradou. Muitas palavras para dizer a mesma coisa, expressões rebuscadas que não tinham profundidade nenhuma e repetições desnecessárias (o juiz tem o hábito de coçar o nariz, tá bom, a gente já entendeu, não precisa fazer ele coçar o nariz a cada cinco linhas).
como pode uma premissa tão boa ter se tornado uma história tão desinteressante com pouquíssimos pontos altos... mesmo sendo um livro curto, ele consegue ser cansativo. um ponto positivo aqui é a maneira sensivel a autora aborda as violências sofridas por essas meninas, mas infelizmente todo o resto deixou a desejar. queria que o desenvolvimento fosse melhor.
sinceramente estava gostando bastante do começo e da construção que estava sendo feita mas ficou muito decepcionante a partir do último capítulo da primeira parte que foi muito underwhelming
talvez seja parcialmente minha culpa por esperar e ter esperanças tão grandes em uma história tão interessante para um livro tão curto
3.5. A mensagem é muito boa e o tema é bem necessário, porém senti que em determinado momento as frases que eram para ser poéticas foram ficando muito repetitivas e cansativas, mas tirando isso, ainda assim é um livro bom e vale a leitura
Gostei de como foi contado a história porém sinto que faltou detalhes, principalmente o pós, o ue aconteceu com as meninas? Não é explicado, é sinto que elas mereciam ter suas histórias contadas até o fim, sem um final aberto para "poesia"