Alguns romances nascem na escuridão. Uma mulher ama um demônio condenado à ruína. Uma bruxa se apaixona por seu inimigo natural. E enquanto o mundo se curva a uma profecia, duas amigas resistem juntas ao fim.
Eulora e Mira lutam para conquistar seu lugar como bruxas. Mas a Mãe do coven parece empenhada em afastar qualquer jovem de concluir a iniciação naquele ano. Ao mesmo tempo, uma criatura demoníaca ronda a floresta de Vereluna, atraindo caçadores e despertando segredos que deveriam permanecer enterrados.
Todos esses eventos parecem estar ligados, de alguma forma, às duas meninas.
Flores que Crescem nas Sombras é uma bela e perturbadora narrativa sobre amizade, amadurecimento e as paixões que florescem mesmo na escuridão. Ao longo de cinco anos, você testemunhará amores, horrores e sentimentos que moldam a vida de Eulora e Mira — até que virar a última página seja como se despedir de duas velhas amigas.
“Havia uma palavra para isso no idioma do norte, era a união dos símbolos para coração e quebrado. Juntos, eles não simbolizavam desilusão ou dor, formavam a palavra kraveth, a beleza naquilo que resiste.”
Foi um desses livros que eu não sabia que precisava ler até começar. No começo, estranhei um pouco a troca constante de personagens e acjei que isso não fosse me prender, que eu fosse deixar de lado e pelos deuses, eu iria me arrepender era tanto se fizesse isso.
Não é apenas um livro de bruxas e demônios, caçadores, intrigas e um pequeno romance. É um aprendizado. As palavras se enraizam no seu peito até apertam de uma forma que dói, mas ensina, e talvez por isso seja tão eficaz.
Mira e Eurola passaram por maus bocados, e mesmo com tudo caminhando para um final triste, elas se reegueram, como sempre, apoiando uma na outra.
Nessa história não tem vilões hediondos para você odiar e nem heróis de capa vermelha para venerar. Tudo aqui é moldado em um equilíbrio tão perfeito que, por muitas vezes, eu me peguei limpando lágrimas salgadas do meu rosto, emocionada com os sentimentos dos personagens que pareciam vibrar na minha alma. ( Confesso que, mesmo agora, escrevendo uma resenha segundos antes de fechar meu Kindle, ainda choro. )
Vai ser uma história que vou favoritar e, daqui um tempo, quando sentir que está tudo ruindo ao meu redor lerei de novo. Até porque, aqui eu aprendi.
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe.
Esse livro me pegou pela jugular. Um dos melhores livros que li em 2026. Sensível, romântico, maravilhoso, cheio de referências a obras incríveis. Amei!!!