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Sagas Lendárias Islandesas

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Esta coletânea reúne as principais sagas lendárias, obras anônimas escritas na Islândia entre os séculos XIII e XIV. A edição conta com uma introdução que situa os textos na produção islandesa e no contexto nórdico medieval, e as traduções, feitas diretamente dos originais em islandês antigo, são ricamente anotadas. O livro apresenta as mais importantes sagas heroicas:

Saga dos Volsungos
Saga de Ragnarr Lodbrók
Conto dos filhos de Ragnarr
Saga de Hervör e Heidrekr
Saga de Hrólfr Kraki
Saga de Thorsteinn Víkingsson
Saga de Egill maneta e Ásmundr, o matador de berserkir
As sagas islandesas são um grupo de textos escritos em prosa na Islândia durante a Idade Média, mais precisamente durante os séculos XII, XIII e XIV. A Islândia foi colonizada por povos escandinavos, vindos principalmente da atual Noruega, a partir da segunda metade do século IX. Por volta do ano 1000, a Islândia aderiu oficialmente ao cristianismo e, em alguns séculos, uma cultura letrada se desenvolveu na ilha. O uso do alfabeto latino na escrita islandesa medieval possibilitou o desenvolvimento de uma vasta literatura em vernáculo, na qual floresceram, entre outros textos, as sagas.

As sagas islandesas constituem um gênero literário à parte e são bastante diversas entre si: há sagas sobre famílias que colonizaram a Islândia, sobre foras-da-lei famosos, sobre reis, bispos e santos, sobre heróis de um passado mítico, entre outros temas. Todas elas foram escritas em prosa, mas muitas trazem também poemas incorporados às narrativas.

Dentre os diversos tipos de sagas estão as sagas lendárias, ou “histórias dos tempos antigos das terras do norte” (fornaldarsögur norðurlanda). Essas sagas são fruto de compilações e reelaborações de antigas lendas nórdicas, ou, em alguns casos, criações ficcionais propriamente ditas (como romances) numa ambientação lendária. Muitos desses textos possuem um tênue fundo histórico, e neles deparamo-nos com a memória longínqua de reis e rainhas anteriores à Era Viking. Mas essas narrativas também são repletas de deuses e seres mitológicos, magos e feiticeiras, gigantes, anões e elfos, serpentes gigantes, espadas mágicas e guerreiros e guerreiras de força e coragem sobre-humanas.

400 pages, Hardcover

Published January 1, 2025

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About the author

Anonymous

3,455 followers
Books can be attributed to "Anonymous" for several reasons:

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* They are traditional stories not attributed to a specific author
* They are religious texts not generally attributed to a specific author

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Profile Image for Erich Cavalcanti.
269 reviews3 followers
October 3, 2025
Cada uma das sagas vive independentemente e tem seu próprio caminho narrativo. Mas é interessante notar as pequenas conexões que aparecem. A saga dos Volsungos e a saga de Hervör e Heidrekr são dois grandes caminhos narrativos que desaguam na saga de Ragnarr e seus filhos, pois os filhos de Ragnarr são descendentes tanto na linhagem dos Volsungos quanto da linhagem de Hervör. Faço imediatamente a conexão com Elrond, que vem da junção entre a saga de Beren e Luthien e a saga da Queda de Gondolin. Mas, diferente de Tolkien que tem uma visão cristã que o leva a uma perspectiva de sagas de amor (talvez essa associação minha seja incorreta, mas realmente Tolkien evita que essas duas grandes histórias sejam arcos de vingança), vemos aqui nas sagas islandesas sagas de poder, honra, cobiça, desonra e vingança.

Temos também a visão da mulher forte na saga de Hervör e Heidrekr, que me faz pensar em Luthien. Mas naturalmente que não existem tantas analogias aqui. São histórias bem diferentes, é apenas divertido perceber algumas conexões.

Depois vamos à saga de Thorstein Vikingsson, que tem conexões com a história de Hrólfr Kraki através de Halfdan. Já a saga de Egill Maneta e Ásmundr me parece se desconectar um pouco e lembra as velhas histórias de interação como ciclopes e gigantes.

Alguns aspectos em comum nas sagas:

- Uma espada mágica. Na saga dos Volsungos vemos uma espada concedida por Odinn, na saga de Hervör e Heridrekr vemos uma espada concedida por anões. Vemos novamente uma espada mágica aparecendo na saga de Hrólfr.

- Incesto. Tanto intencional quanto acidental. O intencional que me surpreendeu foi na saga dos Volsungos, dos irmãos se deitarem juntos (com a irmã disfarçada). E o acidental que me chocou foi na saga de Hrólfr, sendo que achei estranho levarem tão “de boa” a situação. Eu esperava algo mais perto do que vemos em Os filhos de Húrin, com desespero transparecendo nos personagens ao entender a realidade.

- Certo canibalismo. Às vezes comendo partes de um ser que já foi humano, às vezes comendo humanos mesmo. Vemos isso nos Volsungos com a ideia de que o coração de Fafnir concede sabedoria e poderes. Também aparece na saga de Hrólfr, em que vemos o coração de um monstro sendo capaz de conceder coragem

- Presença mística. Vemos muitas vezes Odinn ou outras figuras da cultura nórdica aparecendo na história. E Odinn se mostra como bom e ruim. Ele aparece quase que pregando uma peça. Se você reage bem, recebe uma recompensa. Se você reage mal, recebe uma punição. E vemos isso volta e meia modificando completamente o tabuleiro da trama.

As três sagas iniciais sem conectam muito bem. A ultimas três destoam um pouco. Em Hrólfr Krari parece que nos aproximamos de histórias de cavalaria como histórias do Rei Arthur. Vemos grandes desafios sendo resolvidos por poucos personagens que portam um grande poder. Inclusive esse é o cenário mais honroso que acompanhamos. Pois nos outros casos vemos traição atrás de traição. Em relação a conquistas, as escalas de conquista na saga de Hrólfr e de Ragnarr e seus filhos são similares. Sendo que com Ragnarr seus filhos que seriam seus campeões.

Eu queria organizar as arvores genealogicas e comecei a fazer isso no computador. Mas acabei parando, quem sabe em uma releitura.
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