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Que Presidente da República para Portugal?

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Em janeiro de 2026 teremos eleições presidenciais e, poucas semanas depois, haverá um novo inquilino no Palácio de Belém. Seguindo a tradição, lá permanecerá por dez anos, se for reeleito para um segundo mandato.

Justifica-se na atual conjuntura abordar amplamente a questão do sentido do mandato presidencial no nosso sistema político-constitucional, nomeadamente quanto aos seus poderes e aos seus limites, tendo em conta o crucial princípio constitucional da separação de poderes entre o Presidente da República e os demais órgãos do poder político, a Assembleia da República e o Governo, de modo a evitar sobreposições ou conflitos institucionais e a promover a estabilidade política e governativa.

Organizado em quatro capítulos – Perfil constitucional do Presidente da República; O que o Presidente da República não deve fazer; O que o próximo Presidente da República deve fazer; Propostas de alteração constitucional –, este livro contém sugestões para um projeto de revisão constitucional no capítulo do Presidente da República e preceitos conexos, de modo a torná-lo menos suscetível de pôr em causa a separação e o equilíbrio de poderes, em prol da estabilidade política e governativa, no sentido de preparar a Constituição para gerir a nossa vida coletiva durante mais meio século.

256 pages, Paperback

Published January 1, 2025

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About the author

Vital Moreira

35 books3 followers
VITAL MARTINS MOREIRA nasceu em Anadia, a 8 de Novembro de 1944. É licenciado em Direito e doutorado em Ciências Jurídico-Económicas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde é professor catedrático jubilado e presidente do Centro de Estudos de Direito Público e Regulação (CEDIPRE). Foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976) e deputado à Assembleia da República (1976-82), pelo PCP e, posteriormente, pelo PS (1995-1999), tendo sido ainda eleito deputado ao Parlamento Europeu (2009-2014), onde foi presidente da Comissão de Comércio Internacional. Foi ainda juiz conselheiro no Tribunal Constitucional (1983-1989) e Presidente da Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário da República (2007-2008). Tem colaborado regularmente na imprensa, sendo hoje colunista no Diário Económico.

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Profile Image for Diogo Abreu.
10 reviews
October 31, 2025
As ideias apresentadas são interessantes, e dificilmente refutáveis se concordarmos com as duas premissas na sua base: que o sistema político português é parlamentarista, e que assim se deve manter. É com base nestas duas ideias fundamentais que Vital Moreira descreve o comportamento desejável por um PR num sistema desta natureza e formula uma proposta de revisão constitucional para reforçar estas definições e separações de poder.

'Que Presidente da República para Portugal?' é um livro que peca pela repetição, sobretudo no segundo capítulo. A cópia quase integral das entradas no blogue 'Causa Nossa' diminui o impacto das ideias, não só porque lemos de uma assentada as críticas reiteradas (por reincidência do PR) de 10 anos de mandato, mas também por demonstrar uma falta de interesse em ir além disso. Em compilar e articular de outra forma as ideias, com um formato mais coerente, conexo, e conciso.

Todavia, recomendo a sua leitura, mesmo que seja na diagonal, para ajudar a esclarecer qual é o papel do PR atualmente consagrado na Constituição e como o PR deve atuar.
Profile Image for Pedro Rocha.
20 reviews3 followers
November 7, 2025
Um excelente livro sobre o papel do Presidente da República no sistema de governo português e sobre os perigos de ter presidentes que não compreendem ou não querem compreender as suas funções e os poderes que lhes estão constitucionalmente atribuídos.

Esta é uma excelente leitura, mesmo para aqueles que não gostam do nosso sistema de governo e que desenham para si as alternativas mais apropriadas. Este é, para já, o sistema que temos. Este é, para já, o sistema para o qual elegemos.

Fica no entanto por responder uma questão: como convencer os portugueses a votar em candidatos que mostrem entender a posição constitucional do Presidente da República, quando sabemos que nenhum o fez, que nenhum o faz e que um intervencionismo à Marcelo Rebelo de Sousa tem impactos reais e visíveis na governação do país, que podem beneficiar ou prejudicar o nosso "lado" político.
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