O efeito Urano é um reencontro com a mente inquieta de Fernanda Young através de uma narrativa LGBTQIAPN+.
Poucos autores brasileiros foram tão viscerais quanto Fernanda Young. Sua literatura é inquieta e provocadora. Em O efeito Urano, Young desmonta ideias prontas sobre amor por meio de uma linguagem afiada, sem medo do desconforto, e exibe seu talento literário nesta ficção absurdamente incomum.
Cristiana é uma jornalista freelancer em um casamento funcional com Guido, um bem-sucedido psicanalista. No entanto, um acidente astrológico entre Urano e Saturno marca uma virada na vida de Cristiana, que passa a agir de forma impulsiva, tomada por um desejo que nem ela consegue entender.
A amizade da jornalista com Helena, uma mulher lésbica e segura de si, altera a dinâmica do casal, e o que poderia ser apenas uma experiência se torna um processo de profunda mudança. Cristiana se move entre atração e culpa, colocando à prova tudo o que considerava estável e cometendo loucuras que bagunçam sua rotina pragmática de então.
Esta nova edição de O efeito Urano é um reencontro com a mente borbulhante de uma autora que marcou a literatura brasileira com intensidade. Com o olhar ácido que lhe é característico, Fernanda Young transita entre o banal e o imprudente, apresentando personagens que não buscam redenção, mas lucidez.
“Devo muito à Fernanda Young, à jovem e young Fernanda de Nikiti.” – Fernanda Torres
“Tem gente que fez tanto que não morre. Sinto isso sobre a Fernanda Young.” – Fernanda Nobre
“Fernanda foi uma mulher transgressora em tudo que se propôs a fazer em literatura, TV, cinema, teatro e na vida.” – Camila Pitanga
“O efeito Urano é o melhor livro de Fernanda Young. (...) A autora implode com a narrativa tradicional, mergulhando nas inovações da literatura contemporânea, algo em que escritores do presente deveriam se inspirar.” – Marcelo Rubens Paiva, Folha de S.Paulo
Fernanda Maria Young de Carvalho Machado foi uma escritora, roteirista, apresentadora de tv e atriz brasileira.
O primeiro trabalho de Fernanda escrevendo para a televisão foi em 1995, na série A comédia da vida privada. O texto original era de Luis Fernando Verissimo, no entanto, Fernanda e o seu marido (Alexandre Machado) adaptaram o clássico para a televisão. Em parceria com o marido, ela também escreveu para a rede Globo as seguintes produções: Os Normais (2001-2003), Os Aspones (2004), Super Sincero (2005), Minha Nada Mole Vida (2006), O Sistema (2007), Nada Fofa (2008), Separação?! (2010), Macho-Man (2011), Como Aproveitar o Fim do Mundo (2012).
Em 1996, Fernanda Young lançou o seu primeiro livro intitulado Vergonha dos pés.
Normalmente quando eu não gosto de um livro eu abandono ele, pq não consigo ler. Me esforcei pra ler esse até o final pra poder ter alguma opinião concreta kkkkkk.
"Não há fronteiras para onde alguém pode ir. Há, no entanto, dentro de todos nós, um alarme contra as correntes mais fortes. Nunca temi afogar-me. Helena sempre."
A escrita da Fernanda Young é cheia de belas frases e analogias, que me fizeram grudar em alguns trechos e pensar. O livro tem um tempo psicológico muito bacana também, e que é colocado a prova por um narrador onisciente e pelo marido psiquiatra.
Mas, sendo um livro de 2011, tem certos esteriótipos, palavras, e pensamentos que me incomodaram muito, em relação a LGBTs, pessoas gordas, entre outros. Não valeu a pena.
Um livro que entretém, a escrita de Fernanda é fluida e descomplicada, apesar das muitas referências e conexões intelectuais (contextualizada pela vida da personagem). Alguns trechos são fortes e podem tocar pessoas que passam ou passaram por situações parecidas.
O ritmo e a cadência de Fernanda fazem a mais chata receita de bolo ser a mais interessante das coisas. Porque é como alguém falando absurdos em mesa de bar: é impossível não olhar. Não ficar puto. Não discordar mesmo sabendo que a pessoa em questão só fala absurdos pra que alguma coisa se contorça naquilo que chamamos normal.
Fernanda faz isso o tempo todo. Fez isso nos Normais, faz isso de maneira brilhante em qualquer livro. E me desculpem os fãs - eu aqui incluso, há-há - mas os livros de Fernanda são tão maiores que suas personagens engraçadinhas que tenho vontade de berrar na rua: Fernanda é uma gênia e fodam-se os Ruis e Vanis! Fernanda! Fernanda!
Eu adoraria que você tivesse tido uma bombinha de asma quando precisou. Ou que ela tivesse funcionado. A morte é mesmo uma coisa muito estúpida.
Um registro visceral de uma paixão. A história tem um ritmo acelerado e interessante, um discurso bem colocado, com palavrão junto, que adoro. Recomendo.
O enredo é bom, mas a narração é muito arrastada, além de ser recheado de esteriótipos que atingiram o meu íntimo como mulher lésbica. Não recomendaria para ninguém.
gente vamos ler fernanda young?!!!! ela talvez seja das loucas mais loucas que tem por aí e por ser tão louca ela sabe de tudo de tudo sobre ser mulher entende com todas as palavras no vocabulário e explica, concretiza tudo aquilo que a gente sabe mais ou menos a gente sabe mais ou menos como são grandes as amizades femininas a gente sabe mais ou menos como é grande ser mulher mais ou menos como é amar e não amar mais mas ela não sabe mais ou menos, ela sabe tooootal vamos ler fernanda young e pelo amor de deus, vamos todas nos preparar desde JÁ! para o retorno de saturno acho que não vai ser fácil pra ninguém tá
É um belo relato sobre como é se apaixonar de forma avassaladora.
O livro corre de forma muito fluida, dá vontade de continuar lendo, a autora tem frases, analogias e metáforas muito boas, me fez marcar vááários trechos.
É também um livro sobre traição, sobre a comunidade LGBTQIAP+ que, acredito que pelo ano de publicação, traz termos e formas de se referir aos membros dessa comunidade que hoje em dia não são mais utilizados por serem ofensivos e/ou pejorativos. Apesar disso, não me incomodou ao ponto de não querer terminar a leitura.
Que abracinho caloroso e sincero numa época tãoooooo solitária quando falamos de "vida real", e o maremoto de ilusões que criamos nas diferentes personas da psique, que alimentam a gente dia e noite. Ao mesmo tempo que te faz chorar, te faz rir e gritar tb, dentro de si. Completamente dentro.
Fernanda, que mulher! Sempre transformando tudo, até coisas bestas da rotina, em coisas grandiosas. O livro é urbano, realista, tem esse toque ácido de ver um mundo cinza que só a autora é capaz de trazer. Ela tinha sempre esse toque de Midas. Sinto falta!
primeiro livro da fernanda que leio e já me apaixonei pelo jeito sarcástico que ela escreve. gostei demais da personagem principal, achei ela maluca doida histérica obsessiva incrível e apaixonada, mesmo que sofrendo nessa paixão. quero ler mais dela
Primeiro contato que tenho com a obra dela e o que mais me marcou nessa leitura foi a escrita irreverente de Fernanda Young. Me senti compreendida pela mente inquieta da personagem Cristiana que se depara com um conflito moral ao se apaixonar por uma amiga, pois ela é casada, e no final descobrimos que o sentimento não é recíproco. A personagem tenta contar essa história de amor ou quase amor, de forma não linear, com um humor ácido na busca por uma clareza sobre o que aconteceu e o que a levou a transgredir limites.
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Fernanda podrida escribir tan solo una letra en un papel y aun así me encantaría, me fascina. acoto, no digo que sea la mejor escritora del mundo... pero me encanta.