Gostei bastante dessa continuação, mas tenho algumas ressalvas. Adorei como Bandeira faz uma reflexão importantíssima sobre os problemas ambientais que o Brasil enfrenta, que não mudaram muito (infelizmente, pioraram) dos anos 1980 para cá, com uma linguagem jovem e bem gostosa. Comparado ao primeiro, achei esse um pouquinho mais pesado, com algumas cenas de violência, mas nada que vá assustar a pessoa ou prejudicar a leveza da história. Assim como no primeiro, eu descobri a identidade do vilão antes de ser revelado, então achei bem previsível. O livro fala bastante sobre identidade indígena e eu ficava com bastante medo de ele acabar caindo em algum esteriótipo mas, felizmente, isso não aconteceu (pelo menos não que eu tenha percebido, acho que seria interessante que algum indígena pudesse discorrer sobre isso). É uma leitura rápida, pra se terminar em poucas horas.