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Livro de Horas #IV

A Palavra Imediata: Livro de Horas IV

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Os avulsos de Llansol, na sua grande diversidade, são, como ela própria sugere, uma espécie de terreno inculto onde «todo o escrito está plantado», ou talvez, mais propriamente, um terreno de sementeira onde começa a germinar o pensamento ou se vê já desabrochar a escrita, de forma mais ou menos desordenada, em alguns casos pequenas narrativas autónomas ou mesmo toda a estrutura de um livro, como no exemplo das fichas de formato A5 e várias folhas A4 (provavelmente de 1972-73, em Lovaina), que contêm o que pode ter sido o nascimento de «O Livro das Comunidades». Nesses papéis vai caindo, desde os anos de Lovaina, nas décadas de sessenta e setenta do século passado, até à penúltima jornada desta vida, a palavra imediata de Llansol, a que ela um dia se referiu como «essa palavra que agora brilhava como um vidro sob a oscilação do luar».

224 pages, Paperback

First published September 1, 2014

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About the author

Maria Gabriela Llansol

64 books87 followers
MARIA GABRIELA LLANSOL nasceu a 24 de Novembro de 1931, em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Regressou há alguns anos a Portugal. É um caso ímpar na ficção contemporânea, de jorrante, inesperada e original criatividade. De estilo muito próprio, a sua forte personalidade afirmou-se desde 1957, com as narrativas de Os Pregos na Erva, consolidando-se com O Livro das Comunidades, 1978, e com todas as suas obras posteriores, de que poderemos salientar A Restante Vida, 1978, e Um Beijo Dado mais tarde, 1990, e Lisboaleipzig, 1994 e 1995. Aliando a subjectividade enunciativa a um forte pendor mítico de implicação lírica, que funda numa visão da vida e do mundo de tipo religioso herético, sensualista e naturalista, a sua ficção caracteriza-se por uma hibridez de registos e de convocação, temporal e espacial de entidades, que no entanto assume uma coesão que lhe é dada por uma marca discursiva persistente e inconfundível. Faleceu a 3 de Março de 2008, em Sintra.

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Profile Image for Paula  Abreu Silva.
388 reviews115 followers
March 29, 2022
" ... se escrevo é para exprimir quanto um livro é secundário no espaço dos interesses pouco fundos do comércio da literatura. Refiro-me ao comércio dos escritores, e dos que os acompanham constantemente para os empobrecer da consciência da escrita. Há uma desordem de valores, e uma perda de perspectiva; um verdadeiro texto principia por ser um interesse particular que repete um acto universal. Infelizmente, na literatura portuguesa contemporânea quase não há interesses particulares. Limpa dos ramos da adulação, e das perspectivas monetárias e que dão prestígio, tornou-se um tronco seco e nu; de quem escreve para quem lê, sustentado por mil nadas que enganam - o que falta é precisamente o texto."
Página 220
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