Para quando uma edição em português de Portugal? É o que influencia a minha avaliação final...
Quando estudava fotografia, tive de ler alguns destes ensaios de Joan Fontcuberta e hoje, finalmente, reli uns e conheci outros, e todos eles continuam tão pertinentes para a nossa visão e posicionamento perante a imagem e o que fazemos dela… principalmente nestes novos tempos em que a fotografia digital e os paradigmas das imagens das redes sociais se impõem de forma tão exaustiva e cansativa!
Não é um livro apenas para estudantes ou profissionais da fotografia! É um livro para todos os que usam e se relacionam com a imagem… ou seja, todos nós!
A fotografia sempre foi a arte visual mais democrática de todas, acessível a todos, e continua a ter a mesma linguagem e validade nos nossos dias, mesmo quando se escolhe continuar a usar ovos ou caixas pretas. Como eu prefiro continuar a fazer …
“... e em geral está claro que os suportes fotoquímicos têm os dias contados. Talvez não desapareçam por completo, mas ficarão relegados em um futuro bastante próximo ao terreno das experiências minoritárias, “artesanais”. Mas o grande público agradece à tecnologia digital porque é mais prática, mais rápida, mais potente, mais barata, mais limpa. (...) Esse é um assunto que afeta a economia e a sociologia, mas que radicalizou no plano ontológico o debate sobre a suposta morte da fotografia. Embora, se me permitem, uma pequena digressão, nos perguntemos a quem essa morte (fotografia analógica) proporciona maiores benefícios. Resposta: às galinhas (que já não se verão forçadas à produção descomunal de ovos, dos quais é obtida a gelatina dos filmes fotossensíveis). Talvez, pois, o lobby galináceo esteja por trás do irrefreável impulso da fotografia digital.”