Após o anúncio de que o Guaiamum Gigante aparecerá na praia de Cabo Branco, Ygo decide que não quer perder a oportunidade de finalmente ver esse bichão de perto.
Na companhia das amigas Vitória e Duda, o trio atravessa toda a cidade de João Pessoa sobre suas bicicletas numa corrida contra o tempo para acompanhar o visitante.
O boato é que o enorme siri está vindo para impedir a obra de alargamento da orla da praia. O único problema é que a prefeitura tem uma arma secreta que pode enterrar o plano do crustáceo e garantir que a operação absurda siga à toda.
Quer você encare Boca de siri como uma ficção ecológica ou uma batalha épica entre monstros e mecha, a história expõe as mudanças que os ecossistemas de diversas cidades têm sofrido em nome do “progresso”, muitas vezes ignorando a relação intrincada dos moradores com a natureza. Paulo Moreira, autor premiado de Bom dia, Socorro, nos leva para pedalar por João Pessoa, homenageando a cidade com o humor descontraído (e desbocado) de três adolescentes indo tirar a prova se essa história de pescador é mesmo verdade ou não.
que história deliciosa! amei o tanto que a cidade faz parte da narrativa e curti mt msm a dinâmica entre os protagonistas! tb foi interessante acompanhar as várias camadas dessa história, o q permite q a gente trace vários paralelos com a nossa própria realidade. os cenários, as vestimentas e o linguajar dos personagens transportam a gente 101% pra João Pessoa e nos deixam com aquela vontade enorme de vivenciar isso tudo pessoalmente! recomendo mt pra quem quer uma história contida, rápida e envolvente! :)
Boca de Siri é aquele tipo de quadrinho que me pega pelo afeto antes mesmo de me pegar pela história. Fiquei maravilhado com o olhar carinhoso do Paulo Moreira pra João Pessoa. Os cenários são tão reconhecíveis que eu me peguei parando a leitura só pra observar os detalhes, lembrar das ruas, das praias, dos lugares por onde já passei. Sem falar nos diálogos que são um espetáculo à parte: sotaque, expressões, ritmo de fala… tudo muito vivo, engraçado e preciso, como se eu estivesse ouvindo amigos conversando.
A trama do caranguejo gigante que aparece de tempos em tempos e vira motivo de festa pela cidade é divertida, criativa e ainda consegue trazer uma pauta ecológica sem ficar didática ou pesada. É tudo muito bem equilibrado. No fim, Boca de Siri é daqueles livros que acertam em tudo: narrativa, arte, humor e sensibilidade. Quem é do Nordeste (ou já viveu por aqui) vai sentir ainda mais forte esse gostinho de casa, de pertencimento, de memória. É leitura que diverte e aquece o coração ao mesmo tempo.
mo historia gostosinha de ler, ler com sorrisao no rosto. solta arzinho do nariz. meu primo jogou o livro no meu como e “leia ai rapidao, eu li e fiquei feliz o dia todo. o henrique leu enquanto eu tomava banho e ficou feliz o dia todo”. e eh isso mesmo.
a única pessoa capaz de retomar uma narrativa e transformar em algo que faça sentido hoje, sem a pretensão de ser uma obra Importante® acaba se revelando uma obra Necessária® (conceito que de modo geral acho muito besta). não é só por uma questão de ter tido uma formação muito parecida com a do autor e sentir nele a voz e o olhar de uma geração, mas tem um trabalho impressionante aqui, como em tudo que ele faz, de juntar todas essas referências e fazer ouvir a própria voz.
A orla de João Pessoa está sendo alargada, é um guaiamum gigante, que gosta de se deitar naquela faixa de areia, não gostou nada disso e promete aparecer pra resolver a questão. Enquanto isso, a prefeitura emite nota oficial dizendo que nada nem ninguém vai parar as obras e que pode adotar medidas extremas pelo progresso da cidade. E três crianças estão indo de bicicleta pra praia pra presenciar isso tudo. É basicamente essa a história de Boca de Siri, o novo gibi do sensacional Paulo Moreira. Ele se notabilizou pelas tirinhas e ilustrações, mas quando resolve fazer um livro maior, ele se supera. A maneira como ele escreve os diálogos e como as situações são apresentadas te mandam diretamente praquela conversa com seu amigo na porta de casa. E se você for nordestino essa sensação é maior ainda. Você ver os personagens falando com seu sotaque é sensacional. Apesar de não conhecer João Pessoa tão bem, pela visão do Paulo parece que vivi lá bons anos da minha vida. Os garotos passando pelos bairros da cidade até chegar na praia remete isso. E não é só isso: em qual outro gibi você vai ver um Siri gigantes com sorriso humano e tão carismático quanto esse aqui? Pra completar, ainda tem uma luta do guaiamum gigante com o robô da prefeitura, que é pilotado por um recifense, que fala com chiado e tudo. Esse gibi é surreal de bom! Espero que o Paulo continue com as tirinhas, mas lançando quadrinhos longos com regularidade. Ele é talentoso demais!
Boooooy, que quadrinho bom da mizéra!!! 🤣 Sério, não tem reação mais honesta do que essa pra descrever Boca de Siri, do Paulo Moreira. O homem simplesmente pega aquele clima clássico de “crianças de bicicleta”, que a gente já associa a aventuras meio nostálgicas, meio misteriosas, e mete num contexto absurdamente nosso: João Pessoa, calor, mar… e, DO NADA, um guaiamum gigante aparece pra “bagunçar” tudo. E não para por aí: tem robô, tem crítica social, tem referência… sério
O mais doido é que funciona demais. Porque não é só o absurdo pelo absurdo… tem identidade, tem crítica, tem aquele humor afiado que parece conversa de calçada depois de umas risadas boas. Tu começa lendo achando que vai ser só uma história engraçadinha… quando vê, tá gargalhando alto, quase chorando, tipo “oxe, como é que esse caba pensou nisso?!”
Na moral: Paulo Moreira não tá brincando em serviço não. O omi foi lá e entregou conceito, identidade e humor na mesma pancada. Tu é foda, Paulo… pqp! Pressão mesmo. 🔥
eu gosto muito do tipo de humor de paulo, e se você cresceu numa família nordestina como eu, é muito fácil abrir um riso frouxo durante a leitura reconhecendo falas durante os diálogos dos personagens.
as paisagens desse quadrinho são uma obra de arte a parte, o texto é bem fluido, os personagens são super carismáticos e apesar de ser em preto e branco, te prometo que você conseguirá ver as cores e os movimentos durante a leitura.
estarei no front com o seu berg defendendo e exaltando o guaiamum (tenho certeza que os cílios dele foram inspirados no tupac).
Esse livro de quadrinhos surpreendente e criativo tem referências da cultura brasileira / nordestina / paraibana numa linguagem super moderna. Meu filho de 12 anos recebeu a indicação de um livreiro e adoramos ler juntos. Amizade, ecologia, cidadania e valorização dos regionalismos, tudo com muito bom humor, personagens carismáticos e um traço extremamente original. Rimos, torcemos pelo herói do livro (o Guaiamun) e até pelo anti herói, Rodrigo Otávio. Vamos procurar mais livros do autor.
ai como é bom ler algo que se passa num lugar que a gente conhece e entender as referências que o autor usa!!! obrigada paulo moreira por me permitir ler um guaiamum gigante brigando com um robô da prefeitura chamado parahybatron na praia de cabo branco
muito divertida a história, bem desenhada, com algumas experimentações interessante. O desenvolvimento absurdo da história é bem legal e finaliza gostosinho. recomendo muito
que maravilhoso ter um livro desses em mãos e poder contemplar a beleza do cotidiano e do fantástico do jeitinho que só paulo consegue retratar e expandir, vontade de dar pra todo mundo ler!
tenho um apreço tão grande por livros nacionais, o humor dele não é forçado e sim super divertido. Eu li tão rápido q nem percebi quando acabou, com certeza leria 300 páginas desse livro fácil fácil