Primeiro livro de Carlos Campaniço que li e gostei muito.
Vivi numa aldeia alentejana, São Matias, entre Janeiro de 1974 e Agosto de 1975, quando regressado de Angola.
Voltei a “viver” neste livro a ruralidade colorida desse tempo. As dificuldades, as incertezas, a pobreza, a ausência de saneamento básico, os mexericos, as dúvidas e as esperanças sobre os caminhos posteriores à revolução, mas também os conceitos puros, e genuínos, da amizade e da família.
Um livro muito bem escrito e muito bonito.
De leitura recomendável é um bom ponto de partida para o próximo de Carlos Campaniço, o finalista do Prémio Leya, “Mal Nascer”.