Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) são uma organização médico-humanitária internacional formada por profissionais de diferentes áreas, espalhados por 65 países, que trabalham de modo a associar socorro médico e testemunho em favor das populações em risco. Em 2011, a instituição convidou nove escritores de diferentes nacionalidades para visitar projetos de ajuda humanitária do MSF em alguns dos países pobres do mundo. Estes escritores cederam seu tempo e talento para contar essa experiência. Os textos desta obra transitam entre a realidade e a ficção e procuram chamar atenção para a situação daqueles encurralados por conflitos armados, fome, epidemias, desastres naturais e exclusão social. Vargas Llosa, por exemplo, relata o problema crônico dos estupros no Congo e Eliane Brum escreve um texto sobre a doença de chagas na Bolívia. Contando suas histórias, esses escritores buscam ajudar a denunciar a violência nas regiões visitadas e a restabelecer a dignidade dessas pessoas no mundo.
Esmahan Aykol began her writing career as a journalist. Today she is a fiction writer, best known for her "Kati Hirschel" mystery novels. Aykol's fiction touches upon stereotypes of Turks and Europeans (eg. the character of Kati Hirschel is a reverse of the norm: a German immigrant in Turkey). Aykol divides her time between Istanbul and Berlin.
Destaco o capítulo "Os vampiros da realida só matam os pobres", da Eliane Brum. É literariamente estupendo, uma sensibilidade tocante sem melodroma, de um realismo que choca, comove e revolta. Também destaco a estória Makass, contada por James Levine, e A Proposta, de Alícia Bartlett. É um livro que emociona, entristece e deixa muitas feridas e lições pra quem não tem a mínima idéia do que é enfrentar as realidades do dia a dia dos MSF.
O que mais me assustou nesse livro é o quanto a gente não faz ideia do que acontece no mundo, mesmo tendo a disposição. A Bolívia é do lado do nosso país e eu não sabia o quanto a doença de chagas, que é quase inofensiva pra gente que mora em São Paulo, consegue destruir gerações e gerações dos nossos vizinhos. Ao termino do livro, você com certeza vai pensar duas coisas. A primeira é que você precisa fazer algo para mudar o mundo, seja ele no seu próprio bairro ou do outro lado do mundo. A segunda, é que ‘Dignidade!’ é muito mais que um título. É um apelo para que todos possam viver em condições dignas e com mais respeito.