Um estudo sobre o perfil do brasileiro e as transformações da nossa sociedade
Em Brasil no espelho, o cientista político Felipe Nunes apresenta um retrato inédito e profundo do brasileiro contemporâneo. A partir de uma ampla pesquisa, o livro revela como os cidadãos deste país diverso — que muda depressa, às vezes de forma abrupta — se veem, o que pensam, temem e desejam. Desde a onda de protestos de 2013, o Brasil vive intensas transformações sociais, políticas e culturais. Nesta obra, o leitor encontra uma análise precisa dessas mudanças — e das crenças, valores e contradições que moldam a identidade coletiva do país.
Mais do que um diagnóstico, Brasil no espelho oferece uma reflexão essencial sobre como nossos traços culturais e comportamentais influenciam o desenvolvimento nacional, apontando caminhos para políticas públicas, negócios e para o futuro que queremos construir.
Leitura indispensável para estudiosos, empreendedores, profissionais de marketing e todos que desejam compreender o Brasil e seu povo em profundidade.
A pesquisa por si só é extremamente interessante. Muita coisa passou a fazer sentido na minha cabeça sobre os movimentos que estão acontecendo no Brasil nos últimos tempos. Acho que o único ponto que eu senti falta é uma análise “antropológica” mais profunda para explicar certos fenômenos. Alguns momentos fiquei me perguntando o porquê de certos comportamentos “históricos”. Esse não é o objetivo do livro, mas acho que poderia complementar bastante a visão do leitor. De qualquer forma, super válido!
A pesquisa por si só já vale o livro. A quantidade de pessoas entrevistadas e o número de perguntas permite uma avaliação bem atualizada de como o brasileiro age e pensa.
Às vezes o livro fica meio enfadonho, pois uma série de estatísticas são apresentadas umas após as outras, e é fácil dispersar e perder a linha de raciocínio. Mas sempre há um resumo ao fim de cada capítulo para ajudar.
O capítulo 8, com a classificação dos brasileiros em segmentos, foi o que mais me agradou. É difícil encaixar cada indivíduo em uma caixinha, mas gostei da separação feita, o que ajudou a compreender como se posiciona politicamente o brasileiro.
Enfim, livro bem bacana para entendermos o nosso país na atualidade. Leitura rápida que deixo aqui recomendada.
A pesquisa que fundamenta o livro traz resultados muito interessantes, mas a análise que ele faz me decepcionou por ir pouco além de estatísticas descritivas.
Basicamente, O Brasil no Espelho destrincha uma pesquisa de opinião de grande escala feita no país sobre diversos temas, do apreço ao tradicional almoço de domingo em família ao posicionamento sobre políticas públicas como cotas e pena de morte. Realmente muito legal conhecer esses dados.
Porém, tirando comentários narrativos pontuais e hipóteses curtas para explicar resultados surpreendentes ou contraditórios, o grosso do livro é a descrição de tabelas. “17% acha isso, 83% aquilo. Ou seja, a maioria acha aquilo. Etc., etc., etc.” É claro parte do público-alvo do livro é não especializada, o que justifica, em alguma medida, a necessidade de apresentar os dados desse modo facilmente digerível. Mesmo assim, confesso que essas seções me cansaram bastante. Minha vontade frequente era de ignorar o texto descritivo e olhar diretamente os gráficos e tabelas.
E aí entra um segundo problema: erros editoriais. Tabelas com títulos pouco explicativos (o que é mais chato em resultados de pesquisa de opinião, nos quais se espera saber exatamente o que foi perguntado ao entrevistador), incompatibilidade entre o que está escrito no texto e os números do gráfico, uma atribuição pouco intuitiva de cores às respostas (que é o que determina a ordem em que cada uma aparece nas colunas), entre outros.
Como estudante de economia, tive ainda outros dois incômodos, esses mais metodológicos. Primeiro, fico com a impressão de que apresentar somente médias por grupos, apesar de ser mais simples e compreensível, pode induzir o leitor a conclusões equivocadas. Por exemplo, ao separar a resposta por região, o autor pode indicar que no Nordeste há maior aceitação de [qualquer coisa que o leitor considere ruim]. Para qualquer pessoa com treinamento em estatística, é evidente que isso não significa que ser nordestino cause essa crença. Pode ser que o fator relevante seja um menor nível de escolaridade, que, por sua vez, é mais comum em pessoas que vivem no Nordeste. Ou seja, melhor não culpar a cultura nordestina ou qualquer coisa desse tipo, e sim problemas na provisão de educação. Segundo, — e essa é uma reclamação mais chata mesmo, confesso —, queria muito ver os intervalos de confiança de alguns resultados, principalmente dos que segmentam a amostra em grupos pequenos.
Os últimos capítulos são os que achei mais interessantes, provavelmente porque fogem do estilo descritivo e se aventuram a fazer análises mais diferentes e intrigantes.
De todo modo, sinto que aprendi bastante com o livro, apesar dessas críticas ao seu formato.
Brasil no espelho se propõe a fazer uma radiografia do povo brasileiro e o reflexo que surge a partir da pesquisa não é dos mais deslumbrantes.
Algumas informações já eram de se esperar. Religiosidade extremada, crença meritocrática, sensação de insegurança generalizada, machismo enraizado. Mas há também algumas descobertas surpreendentes, que não vou estragar aqui. Vale a leitura do livro para conhecê-las. Nem tudo é ruim ou está perdido.
A obra é bem mais descritiva do que analítica, mas ela cumpre um papel importante em desvendar tendências e médias atuais do povo brasileiro.
Na minha opinião, o ponto forte do livro é a criação de nove categorias identitárias da sociedade (conservadores cristãos, classe DE, agro, progressistas, militantes de esquerda, empresários, liberais sociais, empreendedores individuais, extrema direita).
Com base em um método de clusterização de dados, Felipe Nunes e a equipe da Quaest utilizaram 197 variáveis para segmentar os comportamentos e valores de cada grupo. É óbvio que há uma sobreposição entre algumas categorias, mas o autor explica que há um fator preponderante para colocar uma pessoa em um grupo e não em outro. Por exemplo, 100% dos indivíduos que estão segmentados como extrema direita (3% da população geral) não tem apreço democrático, sendo o único segmento com essa visão autoritária. Por esse motivo, Felipe Nunes não confunde a extrema direita com os conservadores cristãos, que apresentam alguns posicionamentos morais parecidos aos da extrema direita, mas que permanecem dentro de um aspecto democrático.
Acredito que é uma boa leitura para um ano de eleições presidenciais e um bom ponto de partida para se discutir os avanços e retrocessos da sociedade brasileira.
O livro se propõe a fazer algo muito interessante e rico: conseguir propor uma forma de divisão ideológica para os brasileiros que faça sentido com a nossa realidade. No meio dos achados da pesquisa existem muitas coisas legais e contra intuitivas. Por tudo isso eu daria 5 estrelas.
Há muitos gráficos e alguns parágrafos com estatísticas descritivas em sequência que pode confundir as pessoas. Eu pessoalmente gostei, mas tenho apreço e familiaridade com métodos quantitativos de pesquisa e estatística. Alguns leitores mais aversos a números podem se confundir ou se cansar de ler muitas % seguidas. Embora eu deva dizer que, na maioria das vezes, o número exato não é a mensagem que o Felipe quer passar.
Há dois pontos que me deixaram com ressalvas e com um certo ceticismo a alguns achados e conclusões do livro. Em alguns capítulos, há discrepâncias entre os valores escritos no texto e os mostrados nos gráficos, como por exemplo, o texto dizer “52% respondeu X”, mas o gráfico de referência mostrar 40%. Isso me deixou com dúvidas a respeito de qual informação era a correta e me fez questionar algumas frases conclusivas.
O outro ponto se refere à formulação de algumas perguntas que foram feitas, que acredito que possam ser interpretadas de formas ambíguas a ponto de acabar levando grupos distintos a responderem a mesma coisa e serem lidos como incongruentes, ou às vezes inflando a percepção sobre um tópico.
De forma geral, um livro interessante, que provoca boas reflexões e pensamentos. Desafiou várias visões que tinha sobre alguns grupos no país. Mas que deve ter seus resultados levados com cautela. Eu adoraria que houvesse um material suplementar técnico com detalhes metodológicos para quem tivesse interesse (como eu kkkkk).
Confesso que gostei, mas com algumas ressalvas. É aquele tipo de livro que te prende pela quantidade de informação interessante, mas que também te faz pensar: ok, e agora me conta o porquê disso tudo?
A leitura é super dinâmica, rápida, e cheia de dados curiosos sobre o brasileiro. Tem muito gráfico, muita estatística e uma organização que ajuda bastante a enxergar padrões que, no fundo, a gente já meio que percebe no dia a dia. Nesse sentido, o livro funciona quase como um organizador de percepções e pega coisas que estão soltas na nossa cabeça e coloca tudo em números.
Por outro lado, senti falta de mais opinião, mais interpretação, mais aprofundamento. Em vários momentos eu queria que o autor fosse além dos dados e se arriscasse mais nas análises e nos porquês por trás dos comportamentos. Fica aquela sensação de que o livro entrega as peças do quebra-cabeça, mas deixa o leitor montar sozinho.
Ainda assim, pra quem gosta de estatística ou tem curiosidade em entender melhor o brasileiro, é uma leitura que vale a pena. Tem muita informação relevante e interessante e, de certa forma, o livro também convida a gente a fazer nossas próprias conexões e reflexões.
Por meio desse espelho vejo João, vejo as pessoas ao meu redor e vejo o brasileiro. Síntese interessante que coloca os atores da sociedade brasileira em caixinhas e ajuda a entender o dinamismo do todo.
O livro é dividido em 10 capítulos e acho que as mensagens mais claras sobre o "mosaico" social brasileiro estão na introdução (Cap. 1) e nos capítulos 8, 9 e 10. O meio do livro se parece mais com um relatório técnico, por vezes prolixo que peca em disponibilizar um excesso de estatísticas descritivas, ao invés de construir uma narrativa mais coesa. Não é uma leitura ruim, mas o uso (excessivo) ilustrativo das estatísticas descritivas é sacal, no mínimo, chegando a ser confuso algumas vezes somente pelo excesso sequencial mesmo.
Acho que deve ter sido um trabalho hercúleo conduzir a pesquisa, processar os dados e, principalmente, analisar e sintetizar os achados e, por isso, achei valiosos os capítulos finais que trazem esse panorama de uma forma mais objetiva e coesa.
Houve um pecado importante do autor ao falar sobre como a questão da sexualidade (e tolerância às diferentes formas de sexualidade) vem evoluindo com as gerações. Ele afirma que a sexualidade não é uma questão para a Geração.com (nascidos entre 2000 e 2009) e acho que essa é uma interpretação errada e míope dos achados da pesquisa. Poderia ser correto dizer que é uma questão menos expressiva comparativamente às gerações anteriores, mas afirmar categoricamente que não é uma questão passa por cima das ainda existentes e vastas complexidades enfrentadas pelas pessoas jovens não-heterossexuais no Brasil.
É um bom livro para quem busca uma caracterização da população brasileira em diversos aspectos, passando por valores, religiosidade, ideologia e até gosto musical. O autor traz bons argumentos e apresenta uma tese sólida de como pensa o povo de maneira geral.
No entanto, três coisas me incomodaram:
Primeiro, a falta de revisão do livro como um todo.
Em diversas vezes os gráficos não apresentam as mesmas informações que são descritas ao longo do texto. Exemplos: - O gráfico da p. 47 não corresponde ao que é dito no primero parágrafo da p. 48. - O gráfico da p. 53 não corresponde ao que é dito no final do último parágrafo da p. 52. - Na p. 65, parece haver um problema na legenda das cores, de acordo com o descrito na p. 64. - Na p. 179, o gráfico não está de acordo com o segundo parágrafo da mesma página. - Na p. 195, o gráfico mostra os valores em porcentagem quando deveriam estar em valores absolutos.
Segundo, a falta de clareza no desenho de certas perguntas e falta de cuidado do autor na hora de interpretar os resultados.
O maior exemplo, pra mim, está na pergunta "Hoje em dia é preciso ter mais de um trabalho para complementar a renda", cujas possíveis respostas eram "Concordo", "Discordo", "Não concordo nem discordo" e "Não sei". Com base nela, o autor conclui que "Entre os brasileiros que ganham até um salário mínimo, 89% precisam ter mais de um trabalho para sobreviver" (p. 66). Essa conclusão volta a aparecer em outras partes do livro (ex: p. 215). A frase mencionada faz parecer que uma proporção muito grande de pessoas possui mais de um emprego, o que é totalmente incompatível com os dados da PNAD-C/IBGE ou dados parciais do mercado formal como a RAIS/MTE. Para uma breve comparação, o percentual oficial de pessoas com mais de um emprego no 3º tri de 2025 não chega a 4% [1]. Uma interpretação alternativa, e mais factível, é a de que as pessoas interpretam "precisar" diferentemente de "ter". Embora exista uma percepção geral de é preciso ter mais de um trabalho para sobreviver, poucas pessoas de fato o tem.
Mas existem outros exemplos, como as perguntas "Um homem pode ser gay mas não precisa ser afeminado" (que pode tanto ser fruto de um preconceito, quanto de uma aceitação de que gays não precisam seguir determinados esteriótipos) e "A homossexualidade é justificável" (embora o autor explique que o uso do último termo se deu para maior comparabilidade internacional - "justifiable"- a frase parece difícil de interpretar no Brasil, onde seria mais comum opinar sobre se a homossexualidade é "aceitável", "deve ser tolerada", etc.)
Terceiro, a ausência de informações metodológicas mais profundas que permitam ao leitor ter uma visão crítica da pesquisa.
Por exemplo, a separação dos grupos no Cap. 8 me incomodou bastante. Para mim é problemático que ele realize um agrupamento de opiniões e busque descrever os grupos, por vezes, em termos sociodemográficos. Por exemplo, no grupo de "empresários", quantos são de fato empresários, e quantos eles representam em relação ao total de empresários? Se uma dessas frações for baixa pode ser uma classificação equivocada, mas o autor não nos dá subsídios para responder a essas questões. O autor também menciona um índice de masculinidade e um de feminilidade sem detalhar como foram construídos (p. 135 e 136). Margem de erro, taxa de não resposta, vieses que podem ter sido introduzidos na realização do questionário também não são detalhados. Entendo que é um livro para um público mais geral, ainda assim poderia ter pelo menos algumas notas de rodapé que permitissem aprofundar em algumas questões.
Excelente! Comecei esse livro em dezembro antes de me mudar para Espanha, mas por ser um livro que na minha opinião requer bastante atenção para que você realmente entenda e aprenda o que está escrito nele, acabei deixando de lado por alguns meses. Nesta semana retomei a leitura e lembrei o porquê eu estava gostando tanto dele quando comecei a ler. O livro traz um retrato do Brasil atual, explorando diversas áreas de pensamento e vida dos brasileiros, separando-se em grupos que fazem sentido para a nossa identidade nacional. Gostei muito que o livro tem uma linguagem atual e, apesar de trazer aspectos acadêmicos, não se mostra de difícil de ler ou compreender. Recomendo para todos que desejam entender um pouco mais sobre o nosso povo, seus pensamentos, preferências, costumes e medos.
Livre très intéressant qui permet de décrire à travers des enquêtes et des sondages le Brésil actuel. 3 tendances de fond à noter : - le Brésil a terminé sa transition démographique et le taux de natalité est maintenant équivalent à ceux des pays occidentaux - le catholicisme n’est plus la religion une religion dominante avec la monté des évangéliques et des “athés” notamment parmi les nouvelles générations. - les brésiliens suivent dorénavant les informations de manière équivalente sur les réseaux sociaux et les supports traditionnels
já estava me ganhando na quantidade de informações que -apesar de esperadas- são bem esclarecedoras sobre nosso momento como sociedade. Mas a conclusão acho que foi no ponto. Não romantizou, mas também a afastou a visão de que somos "ruins" em qualquer medida.
As considerações finais foram perfeitas: "[...] O Brasil é capaz de construir o próprio sonho brasileiro, em vez de importar ideias de civilizações que são elas mesmas problemáticas "
É um livro bem impactante, um pouco alarmante, sobre como se reconhece e se define o povo brasileiro. São diversos tópicos e caminhos que buscam nos definir e guiar o leitor sobre como aprender a viver no meio de um povo de classes tão contraditórias. Adorei a leitura e a visão da pesquisa, assim como gostei da forma que foi escrito e narrado. É um livro médio, não é fácil de ler, mas que tenta esmiuçar as coisas para poder ser abrangente. Aprecio muito o esforço!
O livro apresenta os resultados de uma pesquisa muito interessante feita no Brasil. Os resultados não me surpreenderam, mas jogaram luz e organizaram informações que por vezes são apresentadas de maneira desorganizada ou tendenciosa - o que, como mostrado no próprio livro, pode criar uma ilusão de certeza em cima de algo que não é verdadeiro. A escrita do livro é muito tranquila e clara, embora eu tenha achado repetitivo em vários momentos.
Incrível trabalho. Demonstra como os diversos grupos de brasileiros se posicionam, como somos heterogêneos e como é complexo entender o que quer o brasileiro. Não existe o conceito de brasileiro médio, mas uma pluralidade sem tamanho. Felipe Nunes e sua equipe capturam bem e organizam o problema pra gente. Formidável Must read se quiser entender a agenda política da eleição 2026
Pesquisa interessantíssima, mas não consegui perdoar o fato de que as cores dos gráficos são quase ilegíveis. Fora isso, achei em partes o livro mal editado, dando o ar de que foi acabado às pressas. Ainda assim, merecem as estrelas de uma pesquisa de qualidade, bem feita e com insights super valiosos.
Parece que sem querer enviaram pra gráfica a versão pré-revisão. Gráficos com escalas erradas, com dados diferentes dos apresentados no texto. Ficou confuso, teve momentos que não consegui saber qual a informação certa. Pesquisa muito boa, análise de dados também, interpretação decente. Narrativa forçada ao centro.
como pesquisadora, fiquei encantada com tantos dados sobre o Brasil e também pela forma como o Felipe descreve as metodologias. em uma época em que brasileiros e latinos estão se descobrindo, ter dados científicos e confiáveis sobre identidade brasileira é ouro.
Bom, faltou profundidade em alguns pontos e uma discussão mais extensa sobre as estatísticas. A metodologia e as limitações deveriam ter sido esclarecidas e discutidas em mais detalhes no começo. No geral, muito interessante, me fez questionar e refletir bastante.
Felipe traz uma visão detalhada de como o Brasil está dividido e como pena cada segmento. Muito útil para entender a polarização e como pensa cada bolha.
Gostei muito das análises feitas, só método que o autor aplicou e de suas conclusões. O único problema é que o livro é todo baseado em estatísticas e isso é muito chato de ler.
“(…) há muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonham as simplificações ideológicas: compreender o Brasil exige aceitar a complexidade do seu mosaico.”
ouvi falar do livro ano passado em um evento. muito interessante. inclusive, um dado específico que o felipe nunes trouxe me ajudou no processo de escrita da minha pesquisa! pra mim, entender sobre fé e política na pespectiva do povo brasileiro se faz cada vez mais importante com a crescente moralização do espaço público. deu pra entender um pouco mais sobre a descrença nas instituições formais. muito bom