Certo azul conta a história de um sexteto de gatos que acolhe e educa Arturo, um menino cego abandonado nas ruas de San José, Costa Rica. Mas não são gatos eles são músicos — tocam jazz no forro do telhado do Mercado Central.
Freddie Freeloader, o narrador e contrabaixista do sexteto, conduz o leitor por seu mundo, onde impera a música, a liberdade e o improviso, ao contrário do mundo dos humanos, onde tudo deve obedecer a regras rígidas. Fio condutor de toda a história, o jazz não é apenas trilha sonora. A começar pelo título do livro, que faz referência ao álbum "Kind of Blue", de Miles Davis, as músicas que permeiam Certo azul também são metáfora da a improvisação é a essência do jazz; improvisar é ser livre.
Em uma das passagens mais bonitas, o avô de Freddie Freeloader ensina ao neto sobre as origens dessa música que foi transmitida por gerações de escravizados afro-americanos, desde o século "Tudo isso estava na música. Portanto, a liberdade estava na música, e sem a sua música, os escravizados não só nunca teriam se libertado como não teriam sobrevivido."
Certo azul é um livro cheio de ensinamento e cada página é um convite à curiosidade, ao amor e a amizade, ao tempo livre, à compaixão e à solidariedade, como escreve o autor no posfácio.
Fernando Contreras Castro nació en San Ramón, el 4 de enero de 1963.
Realizó estudios en la Universidad de Costa Rica, donde obtuvo el Bachillerato en Filología Española y el Master en Literatura Española para lo cual presentó una investigación titulada El hombre preliminar de la Mancha, que es una lectura de El Quijote, utilizando la concepción filosófica de Nietzsche.
Es profesor de Literatura en la Escuela de Filología de la Universidad de Costa Rica y el Centro de Estudios Generales. Realizó estudios en Francia para obtener el grado de Doctor en Literatura.