Beatriz guarda apenas um eco da mãe – um sussurro “Vi…”. Essa palavra fragmentada transforma-se numa obsessão, um enigma que a devora e a arrasta por um labirinto de silêncios e memórias quebradas. Na sua busca, tropeça em histórias enterradas, em segredos pintados nas sombras de telas esquecidas, onde cada cor é ferida e cada pincelada, um grito disfarçado. Entre o Porto aristocrático dos anos sessenta e a Lisboa contemporânea, ergue-se Maria, mulher silenciada por convenções e por um regime brutal. Duas histórias que se entrelaçam, num romance arrebatador sobre coragem, amor e resistência. O silêncio da minha cor é acompanhado por músicas que submergem o leitor na história e nas suas personagens inesquecíveis. É um livro que nos desafia a escutar os silêncios à nossa volta e a descobrir as cores escondidas naquilo que nunca foi dito. Uma viagem intensa que convida o leitor a quantos segredos cabem num silêncio?
Esse livro tem uma sensibilidade enorme ao tratar de um tema como a maternidade, a superação e o amor incondicional de uma mãe. Nos mostra que amor de mãe não vem só do sangue, vem da dedicação de uma vida, mostra que nem todas as mulheres foram feitas para serem mães e está tudo bem e também nos mostra que o amor de mãe é realmente eterno! Um lindo romance que me encantou!
Há livros que não se lêem, sentem - se. Um livro tão intenso e visceral. Os capítulos curtos dão ritmo à história, tornam a leitura fluida e quase impossível de largar. E as músicas… as músicas acompanham na perfeição cada emoção. Uma história dura, intensa, carregada de silêncios que gritam. Entre o passado e o presente! Um pai que culpa a mãe. Uma mãe que culpa a filha. Aparências acima de tudo, mesmo quando a família já está irremediavelmente partida. E Olga… Olga que vê tudo desmoronar, que fica sozinha, destruída, mas que não desiste da promessa que a mantém de pé. Uma força silenciosa que atravessa gerações.
Este livro levou-me página a página, emoção a emoção. Revolta, tristeza, empatia, esperança. Mostra-nos até onde o ser humano consegue suportar a dor, e como a resiliência nasce, muitas vezes, no silêncio mais profundo.
É uma história sobre segredos, culpa, amor e resistência. Sobre mulheres silenciadas, mas determinadas. Sobre famílias que parecem perfeitas… que têm tudo e ao mesmo tempo não têm nada. No lugar do ❤️ existe uma pedra.
Será que Olga consegue encontrar aquilo que tanto procura?
Um livro que fica conosco muito depois da última página.
Começo por agradecer à autora a cedência deste exemplar, que, sem dúvida, ficará entre os meus favoritos de 2026 📚💖
O Silêncio da Minha Cor é uma história feita de memórias, de silêncios forçados e de verdades que demoram uma vida inteira a serem ditas.
Um romance profundamente humano, que retrata uma época de revolução, luta e mudança, onde o silêncio começa lentamente a ganhar voz e a dor se transforma em amor, amizade e união.
Alternando entre o passado e o presente, a história entrelaça três gerações, ligadas por laços familiares complexos e heranças emocionais que atravessam o tempo.
Com enorme delicadeza, a autora aborda temas como a maternidade, a superação e o amor incondicional de uma mãe, revelando feridas antigas e afetos profundos.
Os capítulos curtos tornam a leitura muito fluida e envolvente, e a banda sonora sugerida acompanha na perfeição cada emoção.
É impossível não criar uma ligação às personagens. A Emília tocou-me de forma especial, chorei horrores à medida que a sua partida se aproximava. A Maria marcou-me profundamente. Identifiquei-me muito com a sua dedicação, a sua entrega e o amor incondicional que oferece às filhas. Há nela uma força silenciosa que protege, cuida e resiste. A Beatriz, por sua vez, representa a inquietação de quem procura compreender o passado para conseguir, finalmente, respirar no presente. A forma como lida com o turbilhão emocional que a consome é profundamente honesta e humana.
A componente histórica acompanha toda a narrativa com grande força, lembrando-nos a luta pela liberdade de um país e a esperança de mudança, não só política, mas também pessoal. O 25 de Abril surge como um momento simbólico e libertador, marcando não apenas a história de Portugal, mas também a possibilidade de reescrever destinos individuais. Como tão bem é dito no livro:
“(...) Revoluções há muitas, mas o nosso 25 de Abril será sempre A Revolução.” ⚘️
Uma história cheia de dor, mas também de força e resiliência. Um livro que fica connosco muito depois da última página 📖✨
O primeiro 5 estrelas do ano... Um livro incrível, cheio de história e algum mistério... Uma leitura fluida, muito bem escrito e prende-nos logo de início. Eu já conhecia a escrita da autora, mas como não leio sinopses fui às cegas e este livro foi sem dúvida uma agradável surpresa. Posso garantir que não estou a ser simpática com a cotação. É realmente muito bom.
A autora escreve nesta obra sobre dois assuntos que me tocam profundamente: o 25 de Abril e mães que querem muito sê-lo e não podem.
Não que me reveja, porque não tenciono ter filhos, e esta é a minha posição há muitos anos, mas toca. E apesar desta minha posição, sou a primeira a festejar a felicidade de uma mãe. E também a sofrer com ela.
Que história tem este livro! Apesar de triste, tem uma beleza profunda, e é, na sua essência, lírica. Esperançosa. Profundamente amorosa. Feliz, apesar da contradição.
A particularidade dos livros desta autora, de terem as músicas no sítio certo, e não apenas uma playlist, oferece-nos uma experiência muito mais envolvente, diferente, e que nos transporta para dentro da história, como se estivessemos mesmo ali, a ver e ouvir em primeira mão.
Obrigada minha querida Inês, por, mais uma vez, me permitires ler-te e partilhar aqui a minha perspetiva desta tua história. Pela tua generosidade e amor ✨️ E também por me teres, mais uma vez, feito chorar ⚘️
"A felicidade não grita! Manifesta-se em tons de amarelo quente."
Ler “O Silêncio da Minha Cor” foi uma experiência profunda e emocionante. A escrita da Inês é clara, poética e visceral, tendo-me tocado pelo contraste entre dureza e doçura, atrocidades e gestos de amor. Fiquei fascinada pela forma como associa cores e música aos sentimentos das personagens, criando assim uma narrativa viva. A relação entre Beatriz e a mãe é arrebatadora, cheia de cumplicidade e amor incondicional. O livro fala de segredos familiares, de escolhas que moldam vidas, de coragem e da beleza de quem nos acolhe e nos ajuda a concretizar sonhos. Faz uma viagem sempre lúcida entre presente e passado, onde destaco a descrição poética e inspiradora da Revolução dos Cravos e o papel da mulher nesse processo. Enfim, uma história sobre amor, coragem e famílias que escolhemos, que me marcou profundamente e que quero perpetuar na memória. Recomendo muitíssimo.