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Maria Moisés

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Uma história sublime de perdição e salvação no Portugal rural do século XIX.



«Uma das mais formosas, admiráveis e perfeitas novelas portuguesas.»
Jacinto Prado Coelho



Com edição de Ivo Castro e Carlota Pimenta

E introdução de Carlota Pimenta

«O leitor urbano mal imagina como são estes pais e maridos rurais quando lhes morrem as filhas ou as mulheres.»

Do fim trágico da história de amor entre Josefa da Lage e António Queirós que abre esta novela, nasce Maria Moisés, resgatada de uma cesta à deriva no rio Tâmega no mesmo dia em que a mãe é achada morta. Mas a violência do desfecho desta relação proibida no meio fechado e conservador do Minho do século XIX encontrará redenção na sua geraçã a criança enjeitada, sem pai nem mãe, dedica a sua vida à salvação de outros que com ela partilharam a sorte do desamparo, contrariando assim um previsível destino literário de perdição moral.

No conflito entre perdição e salvação, entre amor e abandono, Maria Moisés, uma das oito Novelas do Minho que Camilo Castelo Branco publicou entre 1875 e 1877, é o retrato realista de um país que o autor nunca cessou de descrever em todas as suas dimensões.

105 pages, Kindle Edition

Published November 17, 2025

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About the author

Camilo Castelo Branco

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«Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea tendo sido romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente do que escrevia. Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica, mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura lusitana. Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa.»
Fonte; http://www.luso-livros.net/biografia/...


Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco (1st Viscount de Correia Botelho), was born out of wedlock and orphaned in infancy. He spent his early years in a village in Trás-os-Montes. He fell in love with the poetry of Luís de Camões and Manuel Maria Barbosa de Bocage, while Fernão Mendes Pinto gave him a lust for adventure, but Camilo was a distracted student and grew up to be undisciplined and proud.

He intermittently studied medicine and theology in Oporto and Coimbra and eventually chose to become a writer. After a spell of journalistic work in Oporto and Lisbon he proceeded to the episcopal seminary in Oporto in order to study for the priesthood. During this period Camilo wrote a number of religious works and translated the work of François-René de Chateaubriand. Camilo actually took minor holy orders, but his restless nature drew him away from the priesthood and he devoted himself to literature for the rest of his life. He was arrested twice, the second time due to his adulterous affair with Ana Plácido, who was married at the time. During his incarceration he wrote his most famous work "Amor de Perdição" and later it inspired his "Memórias do Cárcere" (literally "Memories of Prison"). Camilo was made a viscount (Visconde de Correia Botelho) in 1885 in recognition of his contributions to literature, and when his health deteriorated and he could no longer write, Parliament gave him a pension for life. Going blind (because of syphilis) and suffering from chronic nervous disease, Castelo Branco committed suicide in 1890.

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Profile Image for Leonor Pereira.
20 reviews
March 23, 2026
"Não há nada mais bestial que o homem sem a alma que se faz na educação. A mulher já não é assim. A maternidade é uma ilustração que lhe dá a intuitiva inteligência do amor e das grandes tristezas. Essas, em toda a parte, a chorar, são mulheres."

"A nossa curiosidade, nesta época de escalpelo, vai além do limites que o teólogo abalizou à sua. Desenterre-se o cadáver, e venha para o anfiteatro anatómico"

"Uma coisa verdadeira, que os maus homens quasi sempre têm, é a crítica mordaz aos costumes. Percebem e farejam os atos mais abscônditos da sociedade, como se a sociedade fosse obra deles."

"Em tempos tenebrosos, os mosteiros portugueses eram o dragão com os colmilhos abertos para esta espécie de vítimas que os pais lhe atiravam: se o cubículo claustral não as amordaçava, havia o tronco, a enxerga e a fome; depois a sepultura; mas o brasão limpo."
44 reviews
March 20, 2026
Leitura difícil devido ao uso de termos pouco usuais. Gostei muito da história. Parece escrita para teatro com o seu final tão inverosivelmente trágico. Aconselho.
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