A história de uma amizade improvável, criada na procura daquilo que a humanidade tenta afastar de si desde o início dos o azar extremo, a vida miserável, a tão (des)esperada infelicidade.
De que são feitos os escritores geniais? Para Sara Lisa, que está dedicada a ser uma romancista de renome, esta é a única questão que importa na vida.
Sara é feliz, mas não quer. A protagonista encontra o elixir do sucesso nas palavras de um dos seus escritores «a prosa em forma de excelência cresce da desgraça do autor, não há genialidade sem sofrimento». E é por isso que decide procurar o infortúnio. Perdida por entre as ruas do Porto, Sara Lisa tropeça em Gael, um sem-abrigo que fala francês, e pede-lhe que a ensine a ser infeliz.
A (In)felicidade de Sara Lisa conta-nos a história de uma amizade improvável, criada na procura daquilo que a humanidade tenta afastar de si desde o início dos o azar extremo, a vida miserável, a tão (des)esperada infelicidade.
Ana Portocarrero estreia-se com uma obra original, carregada de humor, livre e feliz, mesmo quando o mundo conspira contra isso.
Ohhh, como eu adorei percorrer as ruas do Porto em busca de infortúnios com a Sara Lisa. Senti que esta leitura me trouxe um sentimento muito semelhante ao que senti quando vi Ted Lasso ou Shrinking, fez-me rir, fez-me refletir, e foi mais uma prova de que um livro não precisa de ser sério para ser levado a sério. Uma incrível estreia da autora, que me deixou muito curiosa para o que possa estar para vir!
«Além disso, mesmo sendo curto, acho que é um livro que consegue um bom equilíbrio entre momentos divertidos e fazer-nos pensar sobre o tema principal. Afinal, é mesmo preciso estarmos miseráveis para produzirmos boa arte?»
Que surpresa incrível! Fiquei completamente viciada e cativada pela história da Sara, secalhar o facto de ver bom e felicidade em todo o lado ajudou a gostar tanto deste livro. Recomendo!
Eu sei que quem vê caras não vê corações, mas apaixonei‑me pela capa deste livro. Nas minhas pesquisas recentes na BiblioLED, ela aparecia sempre, a chamar por mim. Até que não resisti e acabei por requisitar o livro. Fui para este livro, portanto, um pouco às cegas.
Adorei a parte inicial sobre a infância da Sara Lisa — para mim, cinco estrelas. Mas mais tarde, houve algo que não me convenceu: custou‑me a acreditar na veracidade das situações em que o Gael coloca a Sara e estranhei a ausência dos pais dela na vida adulta (sei que as relações mudam, mas não me recordo de terem sido sequer mencionados). E, afinal, quem eram os quatro homens que surgem no final?
Mesmo assim, gostei muito do livro. Adorei conhecer a Sara Lisa, a escrita da Ana conquistou‑me e fico na expectativa para ler mais obras dela.
Livro lido através da BiblioLED, plataforma electrónica das bibliotecas portuguesas que disponibiliza livros gratuitamente.
Uma história não tem de ser pesada para nos passar emoções, não tem de ser melancólica para ter qualidade e não tem de ser sofrida para ser genial. É isso que a autora, através da sua Sara Lisa, tenta transmitir. Tenho o prazer de conhecer a Ana e de falar muito com ela, o que tornou a leitura ainda mais interessante, porque pude ouvi-la muitas vezes nestas páginas ("Que bom!"). Há detalhes deliciosos, há passagens hilariantes e há momentos que nos ficam marcados. Vou lembrar-me sempre da gargalhada do Gael ("Hahaha, Sara Lisa, d'accord!"), da sua boca desdentada e das suas mãos muito limpas. Que a escrita da Ana continue "Fote & Godinha", queremos mais.
Um livro diferente do habitual mas com muito humor e que nos deixa a pensar sobre a nossa forma de olhar o mundo e a como reagimos às mais diversas situações do nosso dia a dia.
Cada vez mais os meus gostos derivam para longe dos hypes, dos recomendados pelos Recomendadores profissionais ou amadores, dos escaparates físicos e virtuais. E isso não é para armar aos cucos nem ser diferentona, é só o que é. Terminei o livro na força do revirar de olhos: ainda não decidi se a premissa é a ideia mais absurda e estapafúrdia que li este ano, ou se a execução é a narrativa mais aborrecida e desinteressante de sempre, ou se ambas são verdade. A escrita é muito banal a roçar o corriqueiro juvenil, e o ideário e "moral" pareceu-me sobejamente infantil. "Ah mas porque é que lês tanta gente morta?" Porque a gente viva escreve estas coisas que não me dizem grande coisa e me confrangem a cada página.
introspectivo mas divertido! foi giro ver o mundo pelos olhos de alguém que não é naturalmente pessimista. a jóia deste livro é a amizade da Sara Lisa e do Gael, há muito que não lia algo assim, que me comovesse tanto sem tentar. agora é fazer uma tour pelos sítios no Porto por onde a história se passa :)
Rumo à cidade invicta, onde seguimos Sara Lisa, uma jovem sonhadora determinada a escrever um livro inesquecível e a tornar-se numa escritora reconhecida. O seu autor favorito aconselhou-lhe que o sofrimento é uma das portas de entrada para criar algo grandioso. O problema? Sara Lisa é o oposto disso — uma alma radiante que vê luz em tudo o que a rodeia, até nas sombras mais densas.☀️ Decidida a descobrir o lado mais sombrio da vida, embarca numa improvável busca pela infelicidade… e é nessa jornada que cruza o caminho de Gael, um sem-abrigo cuja ajuda será crucial.
Este é o livro de estreia da @ana_labs e como diria o sósia do Goucha, “tiro-lhe o chapéu!” Que agradável surpresa!!
A autora entrega-nos uma história e uma escrita leve, sensível e luminosa tal como a própria Sara Lisa, pontuada por muito humor e emoção. É daqueles livros pequeninos cuja mensagem e reflexão transmitidas são enormes. Mais do que uma narrativa, é um espelho das nossas próprias reflexões sobre felicidade, dor e a nossa forma de encarar a vida.🌿
A personagem de Sara Lisa destaca-se como um sopro de frescura, impossível de nãoter um carinho especial por ela. A sua visão positiva do mundo é inspiradora e contrasta de forma inteligente e comovente com o olhar realista de Gael, criando um equilíbrio perfeito entre felicidade e desencanto.
Um livro que foge ao comum— leve e luminoso na leitura, profundo na mensagem, e que nos recorda que felicidade e infelicidade são, afinal, duas faces da mesma moeda.✒️
Uma agradável surpresa nacional! A escrita é sensível e poderosa, com uma história impactante, que mistura leveza e gargalhadas, com reflexões pertinentes e com a dureza da realidade de forma equilibrada. Sara Lisa ficou-me no coração e este foi, sem dúvida, um fecho perfeito para o mês!
introspectivo mas divertido! foi giro ver o mundo pelos olhos de alguém que não é naturalmente pessimista. a jóia deste livro é a amizade da Sara Lisa e do Gael, há muito que não lia algo assim, que me comovesse tanto sem tentar. agora é fazer uma tour pelos sítios no Porto por onde a história se passa :)
…Que LIVRO, Ana!!!! Se pudesse dizê-lo à moda do Porto ou fraseando a Dora Santos Marques, iniciaria a frase com um “F”, que LIVRO, Ana.
Após uma leitura efetuada quase sempre com aquela sensação de ter os pelos dos braços levantados e um frio gostoso na espinha, recebi o beijinho da Ana na página 182. Fechei o livro com toda a lentidão, como quem se despede de alguém com um aperto de mão triste, em que as pontas dos dedos deslizam uns pelos outros, até deixarem de tocar-se. Como quem segura a pedra na falésia antes de fechar os olhos e deixar-se cair no abismo…Eu fechei os olhos perante a pergunta da contra-capa: De que são feitos os escritores geniais?
Esta pergunta ocupou o meu pensamento como um intruso. Estive tentado de usar a IA para obter resposta. Mas não foi preciso. Depois de encher uma folha azul de 25 linhas como todas as hipóteses, rasguei-a e fiquei-me apenas com uma frase de Millôr Fernandes, no pensamento: “Ser génio não é difícil. Difícil é encontrar quem reconheça isso”.
Eu reconheci isso na Ana… Uff, que alívio, agora é fácil responder à pergunta, basta saber do que ela é feita. Leiam o livro e saberão.
Ana, escreva mais e mais livros, é a maneira mais segura de se dar a conhecer de que é feita…Felicidades.
Gostei deste romance de estreia de Ana Portocarrero. É um livro leve, de leitura rápida e que apela à curiosidade de quem o lê e à vontade de saber mais. Achei, contudo, algumas situações um pouco inverosímeis e improváveis de acontecer… mas bem, é uma ficção… terreno onde nada é impossível!!
Este foi um livro que me veio recomendado por uma amiga, e como temos gostos literários muito semelhantes, sabia que podia confiar. Achei o livro muito fofo e diferente das coisas que tenho lido. Embora simples e leve, consegue ao mesmo tempo abordar temas sérios e profundos. Aconselho muito, para quem quer uma leitura rápida e que nos aquece o coração.
Há muito que um livro não me prendia até ao fim, de uma maneira que não deve ser só minha, ler, ler, ler até saber e gostar do FIM, mesmo que o fim fosse (in)feliz. Obrigado Ana Portocarrero.
"A (In)felicidade de Sara Lisa" é uma história centrada nas dúvidas e desencontros da vida adulta.
A Sara Lisa move-se entre relações pouco definidas, expectativas que não se cumprem e uma sensação constante de não estar totalmente alinhada com aquilo que imaginava para si.
Ao longo do livro surgem temas como comparação, validação, solidão e a dificuldade em perceber o que realmente nos faz bem. A protagonista não tem respostas claras nem uma transformação evidente — vai tentando, falhando e ajustando.
É uma leitura simples, mas deixa espaço para reflexão, sobretudo pela forma honesta como retrata a imperfeição e a incerteza.
No final, fica a ideia de que a felicidade não é um ponto de chegada, mas algo instável, que depende muito da forma como nos posicionamos perante as nossas próprias escolhas.
«as ruas do Porto pareciam solitárias, tal como eu, naquela manhã escondida pelo nevoeiro. o despertar da cidade era vagaroso, como se atrasasse propositadamente para dar tempo ao sol de quebrar a neblina. (…) apesar de as ruas do Porto parecer-me solitárias, não aparentavam estar infelizes, tal como eu. orgulhavam-se das pedras sujas e da roupa estendida nas janelas, dos caminhos estreitos e das calçadas gastas, do odor do rio e das escadas íngremes, do bater das ondas e do vento norte.»
gostei de percorrer as ruas do Porto com a Sara Lisa e o Gael, mas não me apaixonei pela escrita nem pela narrativa em si. o que mais gostei foi mesmo da cidade invicta enquanto “personagem” e gostava que tivesse sido mais aprofundado. não foi uma má leitura — de todo — eu é que estava à espera doutra coisa.