Um romance jovem adulto sensível sobre amor, luto, saúde mental, relações familiares e a força de recomeçar
Para a jovem Becca Jacobs, de dezessete anos, é mais fácil enterrar seus sentimentos e mostrar para o mundo uma personalidade fria e distante. É mais seguro. Mais confortável. Principalmente agora que sua família vive o luto por seu irmão, Ethan, morto em acidente de carro do qual ela foi a única sobrevivente. Ela se vê perdida, tentando se esquivar das tentativas de aproximação de sua mãe (aparente tão alegre diante do caos), da ausência do pai, que parece encontrar refúgio em bares, e das inúmeras mensagens de sua melhor amiga, Sadie, que perdeu seu namorado no acidente e é lembrança constante de tudo o que Becca quer esquecer.
O que já parecia devastador consegue o conselho escolar informa que suas faltas constantes vão afetar suas notas e, portanto, sua formatura. Becca vê seu futuro se esvair pelas mãos e o sonho de uma faculdade em Nova York, longe de tudo e de todos, ficar cada vez mais distante. Ainda mais porque ela não consegue mais lidar com a ideia de entrar em um ônibus cheio de pessoas e ruídos e passar pela rua onde o acidente ocorreu para chegar à escola.
No entanto, um novo elemento seu inconveniente vizinho, Caleb Park, se oferece para dar caronas para ela até o fim do ano letivo com uma condiçã ela concordar em ir a cinco encontros com ele. De mente e coração abertos. Mesmo que ela decida odiá-lo depois disso. De repente, Becca se vê obrigada a encarar a possibilidade de sair de sua zona de conforto e descobre que, às vezes, a vida só começa quando temos coragem de enfrentar o que mais tememos.
Se dissermos adeus é um romance jovem adulto emocionante sobre luto, saúde mental, amor, relações familiares e a coragem de tentar mais uma vez
esse livro não é para todo mundo, e tá tudo bem. eu mesmo tive momentos em que fiquei triste com eles, chorei, fiquei apreensivo... e, sendo bem honesto, até pensei em parar de ler. não porque fosse ruim, mas porque dói. dói acompanhar duas pessoas tão jovens carregando um peso que nem adultos deveriam carregar. não consigo imaginar passar por tudo aquilo aos 17 anos, quando cada sentimento já vem em volume máximo, quando o mundo parece acabar por qualquer coisa. caleb me marcou profundamente. quando ele diz que "só precisava de alguém que o enxergasse", eu senti isso no peito. porque, às vezes, é exatamente isso que falta, alguém que nos veja de verdade. ou, quem sabe, precisamos de mais calebs na nossa vida, pessoas que nos tiram da zona de conforto, que nos fazem encarar a realidade e perceber que o tempo está passando enquanto a gente só... existe, em vez de viver. e quando a bec diz "queria que meu pai me deixasse voltar para a vida dele"... ali eu quebrei um pouco. o livro não tenta romantizar a dor. ele mostra que o luto é caótico, desigual, injusto, cada um sente de um jeito. mas também deixa claro que ter uma base importa. família, amigos, alguém que segure sua mão quando tudo desmorona. isso não apaga a dor, mas torna o processo suportável. menos solitário. menos cruel. no meio de tanta perda, o livro ainda fala sobre conexão, presença e sobre como, mesmo na dor, ainda é possível sentir... e seguir.
Sinônimo de perfeição! Amei ler esse livro. Recomendo muito, mas se você se incomoda com ataques de pânico e de ansiedade, depressão, alcoolismo e acidentes de carro, não leia. É um livro fofo que fala sobre amor, luto e superação. É viciante, uma vez que você começa a ler, não para.