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Mãe

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Publicado originalmente em 1924, o romance  Mãe , de Chrysanthème, mergulha nos dilemas morais e afetivos enfrentados por uma mulher no início do século XX.

Acompanhamos a trajetória de Regina, jovem frágil e sensível, que vê sua vida transformada por um casamento arranjado e sem afeto. O marido, violento e interesseiro, a submete a abusos físicos, morais e emocionais, arrastando-a para uma existência de privações. Grávida e exausta, Regina encontra coragem para romper com esse ciclo e se refugia na casa de uma tia, onde nasce sua filha — motivo de alegria, mas também de novas angústias.

Entre tensões familiares, julgamentos sociais e dificuldades materiais, Regina consagra sua vida à maternidade, evitando qualquer envolvimento amoroso que possa manchar sua honra — e, por consequência, a reputação da filha. A narrativa acompanha seus sacrifícios, desejos silenciados e momentos de esperança, com saltos temporais que revelam a passagem do tempo e as marcas que ele deixa nas escolhas femininas.

Neste romance delicado e, por vezes, brutal, Chrysanthème retrata com crueza a rigidez das normas sociais e o peso da moral burguesa sobre o corpo e o destino das mulheres. A autora não foge das contradições de seu tempo, incluindo passagens que refletem preconceitos que, ainda hoje, reverberam em nossa sociedade.

Esta nova edição de  Mãe  teve a ortografia atualizada e conta com notas explicativas para termos e expressões fora de uso.

201 pages, Kindle Edition

Published November 3, 2025

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About the author

Chrysanthème

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A escritora Chrysanthème (1870-1948), pseudônimo de Maria Cecília Bandeira de Melo Vasconcelos, é uma das preciosidades mais bem guardadas da literatura brasileira. Um dos nomes da escrita de mulheres no início do século XX, e pioneira das causas feministas, a autora publicou mais de vinte livros, e ao que se sabe nenhum deles foi reeditado.
Em sua época, no entanto, Chrysantème foi uma figura pública, em especial por suas crônicas na imprensa. Seu pioneirismo na escrita de mulheres no Brasil foi precedido pela mãe, Emília Moncorvo Bandeira de Melo, que assumiu, em O Paiz, sob o pseudônimo de Carmen Dolores, a coluna de crônicas de Machado de Assis. O pseudônimo Chrysanthème, que às vezes se apresentava como Madame Chrysantème, veio do popular romance homônimo do francês Pierre Loti, que ironicamente descrevia o amor de uma submissa gueixa. Entre seus livros está A infante Carlota Joaquina (1937), no qual procura contestar o retrato tradicional da rainha luso-brasileira como uma megera. Casou-se aos 19 anos, teve um filho e enviuvou aos 38, em 1907, quando, inspirada pela mãe, deu impulso a sua carreira literária.

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